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Qual carreira médica seguir: um guia prático para facilitar a sua escolha| Colunistas

Ao longo do curso de Medicina, é comum nos depararmos diariamente com a famosa frase: “já decidiu qual área você vai seguir?”. Bom, para quem está de fora pode parecer uma escolha fácil, mas sejamos sinceros: esta é uma questão que assusta muitos estudantes por aí.

Foi pensando nisso que elaboramos um guia rápido e prático, o qual reúne 7 fatores que você precisa colocar na balança no momento de decidir qual carreira seguir.

  1. Analisando o seu perfil

É imprescindível que você, antes de tudo, analise o seu perfil. É nessa etapa que você deve se perguntar “o que me traz prazer?”, “aonde quero chegar na medicina?”, “eu tenho dom para quê?”. É através dessa autorreflexão que você será capaz de entender em que ambiente se sente mais confortável: se na enfermaria atendendo pacientes, ou se no centro cirúrgico realizando procedimentos, por exemplo. É aqui que você precisa analisar se sente necessidade de ser resolutivo na sua profissão, de tratar, pensando em áreas cirúrgicas, ou se seu dom é em lidar com o paciente, seguir as pistas que ele te dá, estabelecer diagnósticos, desviando-se então para a clínica médica.

É aqui que você irá se debruçar sobre sua jornada durante os seis anos de medicina e entender seu dom, analisando seus pontos fortes e pontos fracos diante do contexto da área medica.

  1. Rotina

Nesse tópico encontramos um dos principais dilemas durante a escolha da carreira médica: “devo prezar pela minha qualidade de vida?”. Na realidade, qualidade de vida todos nós queremos e sem via de dúvidas todo médico deve buscar ter. Aqui, o emprego desse termo se refere ao quanto você está disposto a se doar à sua profissão, abdicando de momentos com a família, dos momentos de lazer e de descanso, das horas de sono, das suas viagens… Esse é um fator que deve ter grande peso nessa escolha, evitando frustrações futuras e o desencanto com o trabalho.  

Nesse momento, é importante que você procure entender a dinâmica de cada área médica, como cada uma delas age, entendendo melhor o seu ambiente de trabalho, a média de horas semanais, a ocorrência de plantões e sobreavisos.

  1. Retorno financeiro

É preciso também que você reflita sobre a importância do retorno financeiro na sua profissão. Se esse item for algo essencial na sua vida, sua busca se torna então mais direcionada, te levando a considerar carreiras que realizem procedimentos custosos ou que cobrem consultas com preços mais salgados.

Caso esse seja um item importante, porém coadjuvante, seu pensamento já pode ser inclinado para outras especialidades que possam unir boa remuneração a algum outro fator que você considere relevante.

  1. Contato com o paciente

Existem muitos estudantes que apresentam maior facilidade em lidar com os pacientes e, assim, consequentemente, sentem-se mais confortáveis em ambiente ambulatorial. Esses estudantes geralmente sabem como conduzir situações difíceis do dia a dia, como dar más notícias ou lidar com intercorrências familiares. Já outros não curtem muito a ideia de rodar em enfermarias, de colher aquela anamnese gigantesca… Por isso que o contato com o paciente deve ser algo bastante analisado antes da escolha definitiva.

Logo, se você é um daqueles estudantes que curte a medicina “clássica”, construída na base da anamnese e do exame físico, e que busca ser próximo aos seus pacientes, se liga nesse tópico aqui, ele pode ser essencial para que você construa sua carreira no futuro.

  1. Conheça o mercado

Entender a demanda de profissionais no local em que você pretende trabalhar faz parte de qualquer profissão, portanto, isso não seria diferente na medicina. É preciso conhecer onde há maior concentração de profissionais daquela determinada área, analisar a dinâmica populacional, observando eventos como o crescimento da população idosa e o incremento no uso da tecnologia. Tudo isso pode ajudar na escolha da sua futura carreira!

  1. Público-alvo

Escolher o perfil de paciente que você irá atender é parte essencial do processo, já que são eles a força motriz e o foco principal dessa profissão. Aqui é preciso que você analise suas preferências e tenha em mente outras questões que variam de acordo com o tipo de paciente, como por exemplo: risco de morte, o qual é maior em áreas como a medicina intensiva, possibilidades de cura, pensando em áreas oncológicas, situações emergenciais, além da própria relação médico-paciente, que, apesar de sempre se basear nos mesmos pilares éticos, tende a variar a depender se o paciente é pediátrico, idoso, se está em estágio terminal ou em situações críticas.

  1. Preferências de estudo

Por último, mas não menos importante, devemos considerar as nossas preferências intrínsecas. Porém, caso você ainda não tenha chegado a uma conclusão sobre elas, buscar participar de ligas, mesas redondas e congressos sobre áreas específicas talvez te ajude a enxergar uma predileção por alguma carreira.

Por outro lado, se já existe algo que te chama mais atenção, algum conteúdo com o qual você se identifica ou assuntos que geram mais afinidade, não podemos deixá-los de lado, concorda? Por isso, fique esperto e lembre-se: trabalhar com o que se gosta é o primeiro passo para ter sucesso na vida!

Até a próxima!

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