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Quando rastrear o câncer de mama no Brasil?

Rastreamento câncer de mama

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O Câncer de mama no Brasil é o mais frequente e a maior causa de morte por câncer na população feminina. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 1/3 dos cânceres pode ser curado se detectado precocemente e tratado adequadamente. Por isso, as estratégias de detecção precoce são fundamentais e podem ser realizadas de 2 formas: pelo diagnóstico precoce e pelo rastreamento.

O diagnóstico precoce diz respeito à conscientização da população e dos profissionais de saúde para os sinais e sintomas iniciais do câncer de mama e a procura o mais breve possível pelo sistema de saúde.

O rastreamento diz respeito às estratégias de triagem para detectar o câncer de mama (ou lesões precursoras) em pacientes assintomáticas e dessa forma modificar o prognostico da doença.

Estratégias de rastreamento de câncer para população de risco padrão, normalmente, baseiam-se em apenas dois critérios para definição de população-alvo: sexo (feminino) e faixa etária. De acordo com a faixa etária usa-se como ferramenta de rastreio o exame clínico das mamas (ECM) e/ou a mamografia.

Mulheres de 50 a 69 anos

A rotina de rastreamento preconizada para as mulheres nessa faixa etária é a realização anual do ECM e da mamografia a cada dois anos.

Mulheres de 40 a 49 anos

A rotina de rastreamento preconizada para as mulheres nessa faixa etária é a realização anual do ECM e, nos casos alterados, a complementação com o exame mamográfico.

Mulheres de 35 anos ou mais, com risco elevado para câncer de mama

Fatores de risco elevado para CA de mama

  • História familiar de câncer de mama em parente de 1° grau (mãe, irmã ou filha) antes dos 50 anos
  • História familiar de câncer de ovário ou de mama bilateral em qualquer faixa etária
  • História familiar de câncer de mama masculino
  • Diagnóstico histopatológico de lesão mamária proliferativa com atipia ou neoplasia lobular in situ

Pelo fato de a faixa etária entre 50 a 69 anos ser a população que possui os achados de maior risco para o câncer de mama, optou-se por adotar  estratégia semelhante de rastreamento para as mulheres com 35 anos ou mais, que possuem elevado risco. Portanto, ECM e mamografia anuais.

 

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Como interpretar o resultado e o que fazer em cada caso?

Com relação ao exame clínico, é considerado exame normal ou negativo quando nenhuma anormalidade for identificada e anormal quando achados assimétricos demandarem investigação especializada.

As alterações podem ser desde alterações na cor da pele da mama até massas, nódulos, retração da pele da mama e/ou do mamilo, feridas e descarga papilar espontânea. A descarga papilar espontânea deve sempre ser investigada.

Quando o exame clínico das mamas é normal, a mulher deve ser orientada para seguir a rotina do rastreamento. Quando detectadas anormalidades, é necessária a investigação diagnóstica com exames complementares, tais como mamografia, ultrassonografia, punções e biópsias e, eventualmente, encaminhamento para especialista focal.

Com relação ao exame mamográfico, os resultados são classificados de acordo com o Breast Imaging Reporting and Data System (BI-RADS®). Essa classificação utiliza categorias de 0 a 6, que descreve os achados do exame e recomenda uma conduta para cada classificação.

BI RADS
Classificação BI RADS

Referências

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/parametros_rastreamento_cancer_mama.pdf

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno_atencao_primaria_29_rastreamento.pdf

http://www.inca.gov.br/publicacoes/Consensointegra.pdf

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