Manifestações osteoarticulares prevalentes em pacientes com HIV | Colunistas

O aumento da prevalência de pessoas com HIV/AIDS Diante da era do tratamento antirretroviral de alta potência, felizmente, existe um significante aumento da prevalência e expectativa de vida dos pacientes infectados pelo Vírus da Imunodeficiência Humana ou em Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Contudo, as consequências metabólicas perante o tratamento, e a própria doença em si, é fruto de várias pesquisas e publicações na literatura mundial. Esse texto tem como objetivo levantar as principais manifestações osteoarticulares e seus comemorativos nesse grupo de pacientes. Diminuição da mineralização óssea É unânime dentre os artigos a altíssimo porcentagem da alteração metabólica de diminuição da mineralização óssea, que cresce exponencialmente mais com a idade comparada ao grupo que não tem a doença. A justificativa fisiopatológica é complexa, e envolve fatores presentes no hospedeiro, no vírus e nos antirretrovirais, porém a consequência de uma remodelação óssea desregulada mostrando o desequilíbrio entre a atividade metabólica de osteoclastos e osteoblastos é evidente. Fonte: VÁRIOS AUTORES. CLÍNICA ORTOPÉDICA. BARUERI – SÃO PAULO: MANOLE, 2012. Consequentemente, a osteonecrose da cabeça do fêmur (elucidada no meu texto anterior em https://www.sanarmed.com/osteonecrose-da-cabeca-do-femur-abordagem-sobre-aetiopatogenia-nao-traumatica-e-seus-enigmas-colunistas) e osteopenia/osteoporose. Osteonecrose da Cabeça do Fêmur Sendo a osteonecrose da cabeça do fêmur a alteração ortopédica mais encontrada na população soro positiva para HIV, e a articulação do quadril a mais acometida, convido-lhes a ler meu texto específico sobre o tema publicado anteriormente, em: https://www.sanarmed.com/osteonecrose-da-cabeca-do-femur-abordagem-sobre-aetiopatogenia-nao-traumatica-e-seus-enigmas-colunistas. Dessa forma, toda dor em quadril e lombar devem ser altamente valorizadas nesses pacientes, os quais devem ser rapidamente encaminhados para avaliação ortopédica. Osteopenia/Osteoporose A definição de Osteopenia que em sua evolução natural conduz à Osteoporose, é,

Covid-19: Motivos e consequências do aumento dos casos de infecção na Índia | Colunistas

Em período de diminuição dos casos de infecção nos países desenvolvidos, a Índia, o país mais populoso do planeta, coloca todos em alarme devido mais de 200 mil casos de infectados diários desde 17 de abril pelo novo coronavírus. A abordagem dessa grave situação que os indianos estão vivenciando leva à necessidade de elencar as justificativas e resultados de tal acontecimento. Afrouxamento das medidas sanitárias Desde fevereiro, uma onda de esperança que a pandemia estava por finalizar vinha tomando o pensamento na Índia. Em março, o governo indiano informou a todos que a pandemia estava ‘’em fase final’’ lá. Com isso, medidas de distanciamento social foram reduzidas e eventos tanto religiosos como políticos se proliferaram nesse país asiático. Além disso, a campanha de vacinação, que começou em meados de janeiro, anda a passos lentos, com cerca de 9% da população tendo recebido a primeira dose e enfrenta o desafio de imunizar uma população grande com problemas logísticos e de infraestrutura, apesar de ter produção nacional da vacina. Variante B.1.617 A nova variante da covid-19 é suspeita de ser uma das causas do aumento das infecções na Índia, provocando a segunda onda por lá. Essa variante já foi identificada em dezenas de países. Todavia, essa variação não é a justificativa sozinha da situação alarmante da Índia na atualidade. Crise nos serviços de saúde Como resultado do elevado número de infecções, aumento da demanda por profissionais de saúde e insumos, os serviços de saúde entraram em colapso. Identifica-se isso, por exemplo, na cidade de Delhi, capital de Maharashtra, onde não se encontram mais leitos de UTI. Observa-se também recusa de novos pacientes, falta de oxigênio e

Ana Paula Cunha

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Dermatofitoses | Colunistas

As dermatofitoses ou tineas são parte do grupo das micoses superficiais. Cerca de 15% da população é infectada ao longo da vida. São causados por fungos dermatófitos (do gênero Trichophyton, Microsporum e Epidermophyton) e afetam pele, cabelo e unhas. São transmitidas por contato direto ou indireto através de materiais contaminados. O diagnóstico é feito a partir das manifestações clínicas, microscopia direta e lâmpada de Wood. O tratamento é realizado com antifúngicos tópicos ou sistêmicos. Os tipos de tineas são: tinea do couro cabeludo, tinea do corpo, tinea crural, tinea do pé, tinea da mão, tinea da unha. Tinea do couro cabeludo A tinea do couro cabeludo apresenta-se como lesão única quando causada por Microsporum ou várias placas quando causado por Trichophyton. Ocorre alopecia com cotos capilares fragmentados. Ocorre principalmente dos 4-10 anos. Outra forma de apresentação é a tinea favosa, causada pelo Trichophyton Schönleinii, ocorre como endemias e pode resultar em alopecia aparente. O tratamento é realizado com antifúngicos sistêmicos, como a terbinafina e griseofulvina. Figura 1. Tinea do couro cabeludo.Fonte: https://residenciapediatrica.com.br/detalhes/360/kerion%20celsi-%20um%20relato%20de%20caso Tinea do corpo A tinea do corpo apresenta-se como placa descamativa eritematosa, com vesículas e prurido. O tratamento é realizado com antifúngicos tópicos ou sistêmicos, se a lesão for disseminada. Figura 2. Tinea do corpo.Fonte: https://www.mdsaude.com/dermatologia/impinge-tinea/ Tinea crural A tinea crural ocorre com maior frequência na região inguinal, mas pode se manifestar na região axilar, glútea, interglútea e inframamária. Mais comum em homens. A lesão é uma placa eritematosa descamativa, com vesículas e prurido. O tratamento é realizado com antifúngicos tópicos ou sistêmicos, se a lesão for disseminada. Tinea do pé/tinea da mão A tinea do

Caroline Silva

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Vacinas caseiras de Cuba: A solução para a pandemia? | Colunistas

INTRODUÇÃO Mediante a atual crise humanitária gerada pela pandemia do covid-19, muitas nações voltaram-se à produção e compra de vacinas, na esperança de conter o avanço do vírus em seus territórios. Apesar de já existirem muitos imunizantes contra o Sars-Cov 2, alguns países testam novos a cada dia, assim como Cuba. OBJETIVO             Assim como os imunizantes ingleses, americanos e chineses, (Astrazeneca, Pfizer, Moderna e Corona Vac), o principal objetivo da produção cubana de vacinas é a contenção da contaminação pelo novo coronavírus. Apesar da crise econômica que o país enfrenta desde 1990, ainda assim, Cuba conseguiu realocar recursos para a fabricação das novas vacinas: a Abdala e a Mambisa, desenvolvidas pelo Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia e três séries da Soberana do Instituto Finlay.             Embora Cuba tenha tido poucas infecções no ano de 2020, os números começaram a subir depois que a nação insular abriu as fronteiras para o turismo em novembro do ano passado. Por isso, a necessidade de se ter um imunizante eficaz para distribuir para a população. ESTRUTURAS DAS VACINAS             A Soberana 1 é uma vacina não conjugada contendo pares de fragmentos de proteína spike, bem como componentes das camadas externas da bactéria meningocócica para aumentar a resposta imunológica. A Soberana 2 é uma vacina conjugada, que liga um antígeno mais fraco a um mais forte para garantir uma resposta imunológica vigorosa. Os cientistas de Finlay acoplaram fragmentos da proteína do pico do coronavírus a uma forma desativada da toxina do tétano, um antígeno poderoso que pode aumentar a produção de células imunológicas e anticorpos. Há também a Soberana Plus, uma dose de reforço que contém fragmentos

Adrielly Lohany Barros

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Covid-19: relação entre os 4 brasis e a crise de saúde pública | Colunistas

Introdução  No primeiro ano do atual século, foi elaborada uma nova proposta de divisão regional baseada nos aspectos socioeconômicos e principalmente no meio geográfico presente nas regiões que compõem nosso país. Essa divisão, realizada pelos geógrafos Milton Santos e Maria Laura Silveira, que ficou conhecida como “os 4 brasis” está exercendo uma relação muito íntima com a crise de saúde recente provocada pela pandemia de Sars-Cov-2, devido ao aporte financeiro e os resultados de cada região no combate ao Covid-19. A Divisão Político-Administrativa do Brasil Fonte: REGIÃO REGIONALIZAÇÃO NO BRASIL: UMA ANÁLISE SEGUNDO OS RESULTADOS DO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO MUNICIPAL (IDHM) A divisão convencional que utilizamos em nosso país foi instituída em 1970 e, com adaptações em 1990 após a Carta Magna de 1988, foi realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 5 regiões distintas: Norte, Nordeste, Centro Oeste, Sudeste e Sul, levando em consideração, principalmente, fatores históricos e econômicos. Já a divisão proposta em 2001,  dos 4 Brasis, é pautada pelo meio técnico-cientifico-informacional e segue a seguinte divisão: Região Concentrada A região Concentrada é formada pelos estados do Sudeste e do Sul (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), sendo caracterizada como a região de maior consolidação das técnicas, ciência e informação. Região Amazônica  A região Amazônica é formada pelos estados do Amapá, Pará, Roraima, Amazonas, Acre e Rondônia. Possui baixa difusão de técnicas no espaço além de uma baixa densidade demográfica. Foi a última região a ampliar a mecanização na produção industrial e agrícola. Região Centro-Oeste A região Centro-Oeste, que diferentemente da classificação

Vinícius Sussuarana Rocha

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Juntos contra a hipertensão | Colunistas

Você sabia que a hipertensão arterial é a primeira causa de morte no planeta? E que é responsável por 50% das doenças cardiovasculares? Veja como é possível preveni-la e se unir ao movimento contra a hipertensão. Definição A hipertensão arterial, popularmente chamada de “pressão alta”, é uma doença crônica, sem cura porém tratável e que prejudica a vida de inúmeros brasileiros. Consiste na elevação da pressão arterial sistólica a partir de 140 mmHg e a pressão arterial diastólica a partir de 90 mmHg. A pressão se eleva por vários motivos, mas principalmente porque os vasos nos quais o sangue circula se contraem.   Divide-se a hipertensão em estágios de gravidade, sendo eles: Estágio 1 – pressão sistólica: 140-149 mmHg | pressão diastólica: 90-99 mmHgEstágio 2 – pressão sistólica: 160-179 mmHg | pressão diastólica: 100-109 mmHgEstágio 3 – pressão sistólica: ≥ 180 mmHg | pressão diastólica: ≥ 110 mmHgEstágio 4 (hipertensão sistólica isolada) – pressão sistólica ≥140 mmHg | pressão diastólica: < 90 mmHg A pressão arterial sistólica menor ou igual a 120 mmHg e diastólica menor ou igual a 80 mmHg são classificadas como normais. Contudo, em 2020 essa faixa de normalidade não é percebida em mais de 38,1 milhões de brasileiros com mais de 18 anos, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2019). A doença é silenciosa, isto é, não possui um sintoma característico em sua fase inicial, apresenta sintomas comuns a outras patologias como cefaleia, tontura e cansaço, dificultando o diagnóstico e favorecendo a detecção em estágios avançados que podem ocasionar em doenças cardiovasculares e até mesmo a morte. Além disso, é um fator de risco para o desenvolvimento de quadros graves de COVID-19

Larissa Amaral

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