Doença celíaca, alergia ao trigo e sensibilidade ao glúten não celíaca- revisão de literatura | Colunista

Definição Doença Celíaca (DC) A doença celíaca (DC) é uma doença multiorgg6anica autoimune crônica que afeta o intestino delgado em indivíduos geneticamente predispostos, precipitada pela ingestão de alimentos que contêm glúten.  O que é o glúten? O glúten é uma massa proteica presente no trigo quando lavado para remoção do amido. Os principais componentes proteicos do glúten – gliadinas e gluteninas- são proteínas de armazenamento do trigo. O glúten e as proteínas relacionadas a ele, estão presentes no trigo, centeio e cevada, sendo muito utilizadas no preparo e elaboração do alimento, melhorando o cozimento, textura e sabor desses alimentos. Definição de alergia ao trigo  A alergia ao trigo é uma reação imunológica adversa, mediada por imunoglobulina E (IgE) e não IgE, para as diferentes proteínas do trigo. Dependendo do mecanismo imunológico de base e via de exposição, pode ser classificada em: Alergia alimentar clássica que afeta a pele o trato respiratório ou gastrointestinal;Anafilaxia induzida pelo exercícioAsma ocupacionalUrticária de contato. Definição de sensibilidade ao glúten não celíaca (SGNC) É um diagnóstico de exclusão, os pacientes referem melhora dos sintomas gastrointestinais e não gastrointestinais quando adotam uma dieta isenta de glúten (DSG) e já foram excluídos, a doença celíaca e a alergia ao glúten através de critérios clínicos e laboratoriais. É importante que se tenha em mente, que algumas condições como a ingestão de alimentos ricos em FODMAP (oligossacarídeos, dissacarídeos e monossacarídeos e polióis fermentáveis) e proteínas do trigo como os inibidores da amilase-tripsina, também são capazes de induzir sintomas semelhantes à SGNC. Pode também haver concomitância com a SII (síndrome do intestino irritável), logo, deve ser extensivamente investigada todas essas situações,

Kelly Moura Barboza

6 min há 4 horas

Disparidade global na distribuição da vacina da covid-19 | Colunistas

No início do ano de 2020, um acordo denominado mecanismo Covax, entre a OMS (Organização Mundial da Saúde), a Aliança Global das Vacinas (GAVI), UNICEF (Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a infância) e o CEPI (Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias), determinou acesso equitativo as vacinas contra Covid-19, com distribuição de doses de vacinas a pelo menos 20% da população de cada um dos 220 países envolvidos no acordo, com ênfase na ajuda aos países com menores rendas econômicas.¹´² Em 9 de abril de 2021, uma reportagem do El País divulgou dados alarmantes acerca da distribuição da vacina contra COVID-19 pelo mundo. Segundo os dados da OMS, 14 países ainda não tinham acesso a vacina, em abril de 2021. Alguns não tinham solicitado, outros não tinham infraestrutura para solicitar e estavam em planejamento ainda. A meta da OMS era iniciar a vacinação em 220 territórios/países nos 100 primeiros dias de 2021, fato que deveria ocorrer em 10 de abril, sem sucesso. ¹ Além disso, na época, das 700 milhões de doses de vacina aplicadas pelo mundo, 87% correspondiam a doses dadas nos países chamados ricos ou desenvolvidos e apenas 0,2% nos países menos desenvolvidos e de menor renda. Segundo especialistas, acordos bilaterais acabam por aumentar essa desigualdade. ¹ Além da disparidade na distribuição física das vacinas, a discrepância no acesso a mesma também existe entre países e dentro de regiões do mesmo país. Isso é demonstrado na reportagem da Medscape de 6 de julho de 2021, que indicou que pelo menos 11,3 milhões de brasileiros percorreram até 3 mil quilômetros para ter acesso a dose vacinal anticovídica, seja por escolha ou, mais comumente, pela falta de estrutura eficaz em receber e fornecer as vacinas em

Giuliane Alêssa

5 min há 4 horas

Dpoc: o que todo médico deve saber | Colocar

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é definida como limitação crônica do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. Ela envolve tanto o enfisema quanto a bronquite crônica.  A limitação ao fluxo aéreo geralmente é progressiva, ainda que o indivíduo não se exponha mais aos fatores de risco e receba melhor tratamento possível e está associada a RI anormal dos pulmões à inalação de partículas ou gases nocivos. As alterações não se restringem ao trato respiratório, podem ocorrer efeitos sistêmicos como baixo IMC e repercussões musculoesqueléticas. Além disso, tais pacientes apresentam maior prevalência de IAM, osteoporose, DM, infecções respiratórias, distúrbios do sono e neoplasia pulmonar. Além das comorbidades citadas, exacerbações também influenciam o prognóstico geral dos pacientes. Epidemiologia É a 4º causa de óbitos no mundo e 6º no Brasil. Mais comum em idosos acima dos 65 anos de idade. Afeta de 6 a 15,8% da população da cidade de São Paulo com idade acima de 40 anos. Acomete mais homens que mulheres, por causa que aqueles são mais propensos ao tabagismo e há maior exposição ocupacional, e prevalência aumenta com idade. Em 2002, a OMS declarou que era 5º causa de morte, mas até 2020 será 3º ou 4º por causa da expansão do tabagismo, envelhecimento da população e redução da mortalidade de DCV. Etiologia A doença decorre da interação entre fatores do hospedeiro e ambientais. Fatores do hospedeiro: alterações genéticas, cuja principal é deficiência de alfa-1 antitripsina, presença de hiperresponsividade brônquica, desnutrição, prematuridade e redução do crescimento pulmonar durante a gestação e infância.Fatores ambientais: tabagismo é o principal, seja qualquer tipo de fumo e o risco é progressivo ao aumento do consumo. Está associado com 40 a 70% dos casos de

Luis Guilherme Andrade

7 min há 4 horas

Infiltração lipomatosa do septo interatrial | Colunistas

Qual a importância de um texto sobre a infiltração lipomatosa do septo interatrial? Até poucos anos, este era um achado em exames de imagem, principalmente o ecocardiograma, considerado benigno e pouco digno de nota. Atualmente, com a ampliação do uso de procedimentos intervencionistas percutâneos em cardiologia, a presença de alterações anatômicas do septo interatrial ganhou importância, pela necessidade de punção transeptal na maioria das intervenções. Anatomia O acúmulo de tecido gorduroso, na verdade, não ocorre no septo interatrial verdadeiro, sendo visualizado no sulco de Waterson – uma dobre do átrio direito que forma parte das margens da separação entre os átrios. A aparência patognomônica de halter denota o acúmulo de gordura nas porções cefálica e caudal da fossa oval, não comprometendo essa região em específico. Geralmente, o acúmulo é mais proeminente na porção cefálica e ambas se projetam em direção ao átrio direito. Há correlação com gordura subepicárdica proeminente. A primeira descrição foi feita durante autópsia em 1964 e a incidência real é desconhecida, sendo estimada em 8% (em estudos de pacientes submetidos a ecocardiograma transesofágico). Pode ser tão proeminente a ponto de ser confundido com tumor intracardíaco, inclusive com descrição de casos de obstrução do fluxo da veia cava superior gerando sintomas de insuficiência cardíaca. Embriologia Especula-se que células mesenquimais fiquem aprisionadas nas dobras do átrio durante o desenvolvimento embrionário, evoluindo para adipócitos maduros sob estímulos específicos, gerando o acúmulo de gordura nestas regiões. Histologia Microscopicamente, nota-se predomínio de adipócitos maduros, bem como de gordura marrom em alguns estudos (forma de gordura muito comum em recém-nascidos, conhecida por gastar energia para manutenção da temperatura corporal). Importância clínica

Themissa Voss Cardiologia

4 min há 14 horas

Julho Amarelo – Hepatites Virais Agudas | Colunistas

Julho Amarelo Julho Amarelo é uma campanha que foi instituída no Brasil no Ano de 2019 com o intuito de prevenir a ocorrência das hepatites virais.   Definição Hepatites virais são infecções agudas causadas por vírus que atingem o fígado e causam lesões necroinflamatórias, podendo desencadear alterações leves, moderadas ou graves. Na atualidade as hepatites virais se dividem em 5 subtipos que são: Vírus da hepatite A (HAV), vírus da hepatite B (HBV), vírus da hepatite C (HCV), vírus da hepatite D ou delta virus (HDV) e  vírus hepatite E (HEV), pertencentes a famílias Picornaviridae, Hepadnaviridae, Flaviviridae, Deltaviridae e Hepeviridae. Além disso, alguns outros vírus como, Herpesviridae, citomegalovírus, Epstein-Barr podem causar a doença hepática aguda inflamatória  Epidemiologia  No Brasil as  hepatites mais comuns são as hepatites A, B e C, e podem ser encontradas ainda, em menor frequência, casos de hepatite D majoritariamente na região Norte e hepatite E. Atualmente existem 235 milhões de casos de hepatite B e C no mundo, no qual 1,4 milhões morrem por ano, sendo a segunda maior causa de morte no mundo após a tuberculose, nove vezes mais pessoas são infectadas com hepatite do que HIV.  No ano de 2017 foram infectados cerca de 2,85 milhões de pessoas no mundo. Nos anos de 2014 a 2018 foram notificados ao SINAN ( Sistema de Informação de Agravos e Notificações ) 632. 814 casos confirmados de hepatites virais. Atualmente há cerca de 689. 933 casos no Brasil, dos 5 subtipos a que mais predomina é a HCV com 262.815, consecutivamente a HBV com 254.389. Fonte: http://indicadoreshepatites.aids.gov.br/Tabela: TABNET-  MS/SVS/DCCI – Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Dados até 31/12/2020; Fisiopatologia

Mariane Capitani Fraia

7 min há 14 horas

Reuniões virtuais após a pandemia do covid 19 e a igualdade que elas representam | Colunistas

O privilégio de estar presente em reuniões virtuais em qualquer lugar do mundo como expansão do conhecimento e acessibilidade em tempos de pandemia refletindo-se como um questionamento do avanço ou comodidade em tempos futuros. Maior alcance Com o avanço da pandemia do COVID-19, a partir do final de 2019, a internet tornou-se ainda mais presente na realidade das pessoas no mundo todo. Isso porque era inevitável seguir os planejamentos cotidianos mas com o distanciamento social seria impossível. A partir daí, mesmo com a grande dificuldade no manuseio dessas novas técnicas, os encontros virtuais foram ganhando mais espaço e garantindo um acesso mais igualitário aos diferentes eventos que, antes da pandemia aconteciam de forma presencial, resultando em maiores gastos de deslocamento, hospedagem e diversos outros fatores que impediam muitas pessoas de buscarem conhecimento e novas oportunidades, o que hoje em dia tornou-se possível. E, por mais que ainda não tenhamos um acesso baseado na equidade, devido a restrição do acesso a internet de diversas pessoas ao longo do mundo, atualmente podemos dizer que a igualdade faz-se presente entre os usuários com acesso ao mundo virtual. Segundo uma pesquisa da Nature, 75% dos leitores participaram de várias reuniões virtuais desde março de 2020, e outros 18% participaram de pelo menos uma [1]. Avanços a partir do mundo virtual Mesmo que as pessoas tenham dinheiro para se deslocar, podem ter outras limitações que tornam a viagem impossível, como doenças, dificuldades para conseguir creche ou mesmo conciliar com a rotina diária de outras atividades. Alguns recursos de acessibilidade online, como legendas em tempo real, nem sempre estão disponíveis em reuniões pessoais. As reuniões virtuais podem eliminar algumas dessas barreiras e podem ser mais

Gisele Nizolli

2 min há 15 horas
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