Anúncio

Teste de rinne e weber | Colunistas

Índice

ÚLTIMA CHANCE | SÓ ATÉ 30/05

Você só tem +2 dias para garantir sua pós em medicina com até 54% DE DESCONTO no aniversário Sanar.

A sua aprovação no ENAMED 2026, com quem dominou a prova em 2025

Introdução

  • Existem diversas maneiras de se avaliar a audição de um paciente, nesse sentido existe o diapasão (geralmente o de 128, 256 ou 512 Hz), um instrumento usado para realizar a prova de Rinne e Weber. 
(Imagem de diapasão1)

Teste de Rinne

  • Nesse teste é comparada a condução óssea (CO) e a  condução aérea (CA) do paciente.
  • Para realizá-lo, existem dois métodos:
    • 1- Deve-se colocar o diapasão ativado primeiro sobre o processo mastoide, e imediatamente, em seguida, ao lado da orelha sem tocá-la. Após isso, pergunta-se ao paciente qual som é o mais intenso e em condições normais deve ser mais intenso o som do lado da orelha.
    • 2- É o método mais tradicional e demorado, em que se coloca o diapasão sobre o processo mastoide e retira ele apenas quando o paciente não estiver mais ouvindo, colocando-o imediatamente ao lado da orelha. O som ao lado da orelha deve ser audível.
  • Além disso, o tempo de audição do diapasão, deve ser duas vezes maior por condução aérea do que por condução óssea.

Interpretação dos Resultados

  • POSITIVO: O teste é positivo, quando o paciente continua ouvindo o som após a remoção no mastoide, sendo normal a condução aérea ser melhor que a condução óssea.  Nesse caso, o paciente possui audição normal ou sugestivo de hipoacusia neurossensorial, em que a lesão prejudica ambas as formas de transmissão do som e mantém a superioridade da condução aérea.
  • NEGATIVO: O teste é negativo quando o paciente permanece sem ouvir o som após a remoção do contato do diapasão com a mastoide e seu posicionamento justa-auricular daquele lado. Nesse caso, há um teste sugestivo de hipoacusia condutiva, ou seja, a condução óssea está preservada, mas a aérea está comprometida devido a alguma possível lesão que dificultou a transmissão do som até o ouvido interno.
  • Observação: As palavras positivo e negativo do teste são usadas de maneira diferente em relação a outros testes médicos. Positivo ou negativo significa que um certo parâmetro que foi avaliado estava presente ou não. Nesse sentido,  no teste, o positivo se refere que a condução aérea é melhor que a óssea, indicando um estado saudável.
(Ilustração do Teste de Rinne. Fonte: UNICAMP: Semiologia Neurológica, 2017)
(Ilustração do Teste de Rinne. Fonte: SWARTZ, M. Tratado de Semiologia Médica: História e Exame clínico)

Teste de Weber

  • Esse é outro teste clínico usado para audição e indica se a perda é de origem neural ou condutiva.
  • Para realizá-lo o examinador fica em pé na frente do paciente e posiciona o diapasão em vibração na linha mediana sobre o vértice do crânio. A posição dele pode ser em qualquer ponto na linha mediana, sobre a ponte do nariz, a fronte ou a maxila, no entanto, o resultado é melhor no vértice.
  • Normalmente o som é ouvido de modo igual nas duas orelhas, não sendo lateralizado.
  • Quando há assimetria, o paciente escuta melhor em um dos ouvidos, ou seja, há perda auditiva.

Interpretação dos Resultados

  • A resposta normal é o paciente ouvir som ou sentir a vibração no meio da testa.
  • Caso o som não seja ouvido no meio ou se lateralize, considera-se que houve perda auditiva.
  • Hipoacusia condutiva: na surdez condutiva, o som lateraliza para o lado afetado.
  • Hipoacusia neurossensorial: em pacientes com deficiência auditiva neurossensorial unilateral, o som não é ouvido do lado afetado, mas é ouvido ou localizado pela orelha não afetada.
(Ilustração do Teste de Weber. Fonte: SWARTZ, M. Tratado de Semiologia Médica: História e Exame clínico)

Tabela Comparativa entre o teste de Rinne e Weber:

  • Normalmente a acuidade auditiva é igual nas duas orelhas, a condução aérea é maior que a condução óssea (no teste de Rinne normal ou positivo) bilateralmente, e não há lateralização no teste de Weber (linha mediana).
  • A tabela a seguir mostra o padrão no lado acometido com perda auditiva de condução ou neurossensorial unilateral:
(Tabela adaptada. Fonte: Campbell, W.: DeJong, O Exame Neurológico 7. ed. 2014).

Outros Métodos

  • Existem outras formas de se avaliar as respostas auditivas em crianças, em pacientes com alteração do estado mental e na histeria ou simulação. Nesse caso, existem as respostas auditivas reflexas:
    • Reflexo auditivo-palpebral: conhecido também como reflexo auropalpebral, acústico-palpebral, cocleopalpebral ou cócleo-orbicular): é quando há o piscamento ou fechamento dos olhos em resposta a um som súbito e intenso.
    • Reflexo cocleopupilar: é a dilatação da pupila ou a sua contração seguida por dilatação em resposta a um ruído alto.
    • Reflexo auditivo-oculogírico: é quando ocorre desvio dos olhos em direção a um som
    • Reflexo acústico geral: é uma contração geral do corpo em resposta a um ruído alto e súbito.
  • A avaliação laboratorial também pode ser feita e é realizada principalmente por audiometria eletrônica e por potenciais evocados auditivos.

Resumo dos Testes

Teste de Rinne:

  • Positivo: o paciente continua ouvindo o som (CA>CO) = Normal ou hipoacusia neurossensorial
  • Negativo: o paciente continua sem ouvir o som. (CO>CA) = Hipoacusia condutiva

Teste de Weber:

  • Normal: Não lateraliza
  • Hipoacusia condutiva: lateraliza para o lado doente
  • Hipoacusia neurossensorial: lateraliza para o lado normal

Autora: Nicoly Camila Spack

Instagram: @nispack


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Referências

1- UFRGS: Avaliação Audiológica Básica: Acumetria. Disponível em:

CAMPBELL. W.  DeJong – O Exame Neurológico. 7ª ed. Editora: Guanabara Koogan, 2014.

JR MARTINS, C. R., et al. Unicamp- Semiologia neurológica.  ilustração Danilo dos Santos Silva. – 1. ed.  Rio de Janeiro: Revinter, 2017.

SWARTZ, M. H. Tratado de Semiologia Médica. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

Compartilhe este artigo:

SanarFlix2.0-color
Garanta seu semestre em Medicina com R$ 200 off no SanarFlix 2.0

Anúncio

Não vá embora ainda!

Temos conteúdos 100% gratuitos para você!

🎁 Minicursos com certificado + e-books

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀