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Vacina de dose única johnson & johnson | Colunistas

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INTRODUÇÃO

Visando o combate da pandemia de COVID-19, a empresa Johnson & Johnson juntamente da Janssen Biotech desenvolveram a Vacina Janssen, a primeira vacina de dose única no mundo para o combate do vírus. Tornando-a, assim, extremamente vantajosa, pois permite vacinar mais pessoas e evita que a população precise retornar ao posto de saúde para uma segunda aplicação. Além de ser favorável ao contexto da pandemia pelo seu método de imunização, ela ainda pode ser armazenada em temperaturas de fácil transporte que são de 2° a 8° C.

No Brasil o uso emergencial da vacina foi aprovado em 31de março de 2021 pera Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), logo, apresenta resultados garantidos quanto à sua eficácia na imunização contra a COVID-19, sem oferecer riscos à saúde.

VACINA JOHNSON & JOHNSON (J&J)

Popularmente conhecida como a vacina Janssen (da norte-americana Johnson & Johnson), possui seu mecanismo de ação baseado no vetor viral não replicante, semelhante à tecnologia usada nas vacinas AstraZeneca e Oxford. É usado um adenovírus sorotipo Ad26 (tipo de vírus que frequentemente causa o resfriado comum) que após ser modificado geneticamente, não consegue se replicar e não causa resfriado.

A outra etapa do processo utiliza o código genético do SARS-COV -2, cujo há uma “coroa” em sua parte externa, constituída pelos chamados “spikes” ou espigões, eles que fazem a ligação do vírus com às células no corpo humano. Na produção da vacina é usado um material genético da proteína “S”, que está presente nesses spikes, em seguida é colocado no adenovírus (vetor/transportador).

Após a pessoa receber a vacina com o adenovírus não replicante que carrega informação genética do coronavírus, o corpo começa o processo de defesa e produz anticorpos contra o invasor. A resposta imunológica cria uma memória no corpo do paciente, ensinando-o como reconhecer e atacar o invasor quando entrar em contato com ele.

Assim, após a imunização (14 dias após a dose única) o nosso sistema imunológico torna-se capaz de reconhecer e atacar o coronavírus, caso seja infectado.

EFICÁCIA DA VACINA JANSSEN

Segundo os estudos clínicos publicados pela Janssen sobre a vacina Ad26.COV2. S, observa-se a eficácia global de 66,9% na prevenção contra a COVID-19, após 14 dias da aplicação do imunizante. No estudo, também se verificou que nenhum dos pacientes imunizados necessitaram de hospitalização, apresentando eficácia ainda maior na prevenção de casos graves.

PROTEÇÃO CONTRA VARIANTES

A vacina da Janssen se mostrou eficaz contra todas as variantes que circulam no mundo. Foi testada na África do Sul quando uma nova variante, a B.1.351 (variante Beta) surgiu no país e se mostrou eficaz contra casos graves e hospitalização, embora a proteção para casos sintomáticos tenha sido ligeiramente menor em comparação aos outros países (52% contra 66%).
Os pesquisadores sequenciaram as amostras dos casos de Covid identificados durante o ensaio clínico e observaram que mais de 94% foram causadas pela variante Beta. A eficácia da vacina foi de 64% para casos moderados e de 82% para casos graves 28 dias após a imunização.
No Brasil, a variante dominante na época do estudo era a P.2, e foi identificada em 69,4% das amostras sequenciadas de Covid. Não há dados da vacina para as demais variantes.

QUEM NÃO PODE TOMAR

A principal contraindicação da vacina é para pessoas que têm hipersensibilidade ou alergia a qualquer componente do imunizante. É importante lembrar que a vacina é indicada para adultos acima de 18 anos.

EFEITOS COLATERAIS

Os efeitos colaterais relatados mais comuns são: dor, vermelhidão no local da aplicação, dor de cabeça, cansaço, dor muscular, náuseas e febre. Em algumas pessoas que receberam a vacina Janssen, ocorreram coágulos sanguíneos. Segundo o CDC, o número de casos de trombose na vacina são raros e acontecem em 1 a cada 400 mil vacinados.

É indispensável enfatizar que a falta de reação não significa falta de proteção. Mesmo se o paciente não apresentar nenhum colateral da vacina, ele ainda continua imunizado.

CONCLUSÃO

Portanto, em meio a tantas dúvidas, deve-se lembrar que não existem vacinas com total segurança e 100% de eficácia, mas dada a situação mundial diante da pandemia, o foco deve ser melhorar a qualidade de vida, diminuir as hospitalizações, acarretando, assim, em menos sobrecarga no sistema de saúde e na erradicação da mortalidade pela COVID-19.

É necessário citar que mesmo com a tecnologia atual, indivíduos vacinados ainda podem contrair e transmitir a doença. Mesmo com o aumento da quantidade de vacinados e o fim da quarentena em diversas partes do mundo, os protocolos de segurança como máscara, higiene e distanciamento social, devem se manter para que, assim, diminua cada vez mais a cadeia de transmissão do vírus. Dessa forma, é essencial que toda a população seja vacinada com qualquer que seja a vacina, desde que tenha sido testada e aprovada.

Autor: José Bonifácio

Instagram: @jose.bonifacio99

O texto acima é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto

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Bibliografia

http://aaai-asbai.org.br/detalhe_artigo.asp?id=1159

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https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/vaccines/different-vaccines/janssen.html

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https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2101544

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