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Medicina – A venda de um sonhoDe todas as formas de se vender um serviço ou um produto a mais sedutora é a venda do sonho. Existem no nosso país milhares de jovens que sonham ser médicos. Grande parte desses movidos por sentimentos altruístas de ajudar o próximo e melhorar a saúde das pessoas, e também de forma concomitante por sentimentos de ordem sócio-econômica, como, certo status profissional, ganhos financeiros futuros e empregabilidade. Sabemos que não há vagas nas nossas universidades (sejam públicas ou particulares) para todos que desejam optar por essa carreira e desta forma existe um mercado de alunos em potencial gigantesco o que gera uma especulação grande do mercado de ensino. O fato é que a faculdade de medicina se tornou “a cereja do bolo” para qualquer empreendedor do ramo de educação. Mensalidades em torno dos 7.000,00 reais(1) (tão caras quanto as universidades americanas), valorização por tabela dos outros cursos (já que ter medicina é um referencial de certo modo), valorização dos terrenos adjacentes e especulação imobiliária local, venda de serviços (restaurantes, hospedagem, empresas de formatura) e melhora da oferta de profissionais de saúde. É uma mina de ouro. Todo prefeito sonha em ter uma faculdade de medicina em sua cidade. Com base nos dados de demografia que apontaram que o médico tende a se fixar no local onde fez faculdade ou onde fez residência médica(2), o Ministério da Educação (MEC) tem liberado licenças para funcionamento de faculdades de medicina em cidades sem a menor estrutura para comportá-las. Algumas cidades do interior da Bahia por exemplo, não contam nem com médicos especialistas no local e já contam com projetos de escola médica aprovado. Uma vez que as faculdades de medicina e residências médicas já se concentram em
Caio Nunes
2 min13 hours ago
CFM amplia as possibilidades de Telemedicina para auxiliar no combate ao Coronavírus | ColunistasConsiderando as medidas de segurança contra propagação do Coronavírus, o Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu, no dia 19/03/2020, ampliar as modalidades de Telemedicina, para abranger a teleorientação, o telemonitoramento e a teleinterconsulta. Resumidamente, a Telemedicina consiste no exercício médico, praticado à distância, com objetivos voltados à informação, tratamento e diagnósticos de indivíduos, utilizando para isso os meios de telecomunicação, como a internet. Desde 2002 a Telemedicina é regulada através da Resolução 1.643/2002 do Conselho Federal de Medicina (CFM). Essa norma é bastante restrita e não abrange todas as possibilidades que a Telemedicina oferece, englobando apenas as modalidades de assistência, educação e pesquisa. Ou seja, ficam excluídas as espécies prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde. Considerando a gravidade da pandemia para os sistemas de saúde de todo o mundo, a efetividade do isolamento e necessidade de proteger tanto os profissionais da saúde quanto seus pacientes, o CFM passou a admitir, em caráter excepcional, as seguintes práticas: Teleorientação: os médicos poderão realizar à distância a orientação e encaminhamento de pacientes isolados;Telemonitoramento: ato realizado sob orientação e supervisão médica para monitoramento ou vigência à distância de parâmetros de saúde e/ou doença;Teleinterconsulta: realizada entre médicos, exclusivamente para troca de informações, para auxílio diagnóstico ou terapêutico (não está liberada a teleconsulta entre médico e paciente). Em fevereiro de 2019, o CFM publicou a Resolução 2.227/2019, que visava regulamentar, pormenorizadamente, as práticas de Telemedicina, abrangendo todas as modalidades acima descritas. A Resolução não foi bem aceita e algumas entidades questionaram parte de seu conteúdo, ressaltando a necessidade de debates, em especial no que diz respeito à relação médico-paciente. Assim, em 26/02/2019, o CFM publicou a Resolução 2.228/2019, que revogou integralmente o conteúdo da anterior e
Ana Helena Guimarães
2 min14 hours ago
COVID-19 e Cloroquina: Há estudos suficientes que justifiquem seu uso? | ColunistasSobre o COVID-19 O Coronavírus (SARS-CoV-2), vírus causador da doença COVID-19, é assim nomeado por ter espículas proeminentes em sua superfície semelhante à uma coroa, é envelopado, possui apenas uma fita de RNA e um nucleocapsídeo helicoidal. Ele pode causar sintomas variados, mas afeta principalmente as vias respiratórias, podendo ocasionar desde um resfriado leve em jovens saudáveis, até a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) em idosos, pessoas com problemas cardiovasculares e imunocomprometidos. Sua transmissão ocorre tanto por contato pessoa-pessoa, quanto pelo ar e contato com secreções contaminadas, sendo que pessoas assintomáticas portadoras do vírus também são capazes de transmitir a doença COVID-19. Farmacologia da Cloroquina   A cloroquina é um fármaco utilizado para profilaxia e tratamento da malária causada pelos parasitas Plasmodium vivax, P. ovale e P. malarie, amebíase hepática, artrite reumatóide, lúpus, sarcoidose e doenças oculares de fotossensibilidade. Os metabólitos da cloroquina interferem na síntese de proteínas por inibir a polimerase do DNA e RNA, além de serem armazenados em vacúolos digestivos do parasita, ocasionando o aumento do pH e comprometendo a utilização da hemoglobina das hemácias pelo parasita. A ação desse fármaco sobre o lúpus e a artrite reumatóide é pouco conhecida, no entanto, sua atividade antiinflamatória é reconhecida e alguns estudos laboratoriais indicam que ele inibe a quimiotaxia de leucócitos polimorfonucleares, eosinófilos e macrófagos. A cloroquina tem uma faixa estreita de segurança, sendo que uma dose de 30mg/kg pode levar a óbito. Tem como efeitos adversos, a toxicidade aguda, que inclui efeitos cardiovasculares como hipotensão, vasodilatação, arritmias, aumento do intervalo QT, perda da função e miocárdica e parada cardíaca; e efeitos neurológicos, como convulsões, confusão mental e coma. Ainda, pode causar, mais raramente, hemólise,
Tainara Pezzini
3 min14 hours ago
Como fazer declaração de óbito em caso de COVID-19? Confira orientações da Secretaria de Saúde de São PauloFicou na dúvida de como fazer declaração de óbito em caso de COVID-19? A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo divulgou em 20 de março de 2020 orientações para Emissão de Declaração de Óbito frente a Pandemia de COVID-19. Devido ao alto grau de contágio da COVID-19 uma grande preocupação é como proceder após óbito. Seja para tomar as devidas providências, evitando a transmissão ou para contabilizar de forma fidedigna o número de casos. Além disso, tem surgido na internet diversas fake news sobre possíveis óbitos e a sua veracidade. Sendo assim, é muito importante que os profissionais da saúde estejam cientes do que fazer. Com nosso compromisso de divulgar informação de qualidade para te ajudar no combate ao coronavírus, trouxemos as orientações da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo de como fazer declaração de óbito em caso de COVID-19. Considerações importantes sobre óbito na COVID-19 O Estado de São Paulo é atualmente o epicentro da COVID-19 no Brasil, encontrando-se ainda na fase logarítmica de disseminação com aumento diário significativo de novos casos; O médico que assistiu ao paciente é quem deve ser responsável por preencher a Declaração de Óbito, seguindo as diretrizes dos artigos 21, 83 e 84 do Código de Ética Médica, do Conselho Federal de Medicina (CFM);A Organização Mundial de Saúde (OMS) desaconselha a realização de autópsia para casos suspeitos e confirmados de COVID-19;Considerando a situação de pandemia, quaisquer corpos podem ser considerados de risco para contaminação e difusão da doença;O exame por RT-PCR para COVID-19 é o que se tem utilizado para confirmação de casos. Orientações da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo sobre óbito
SanarMed Pós Graduação
3 min14 hours ago
Coronavírus: riscos aos pacientes com diabetes ou hipertensão | ColunistasBreve resumo sobre o panorama do novo coronavírus A pandemia que ainda está em curva ascendente do número de casos, na maioria dos países, assola e assusta a população global. O novo coronavírus se propaga de forma exponencial e o tempo é crucial para a descoberta de tratamento, a fim de deter a disseminação do vírus. Os casos de infectados confirmados ultrapassam a marca de 240 mil pessoas e, destes,  aproximadamente  84 mil indivíduos estão recuperados da doença devido haver resposta do sistema imunológico. O  número de fatalidades relacionadas à essa doença assusta, sendo próximo de 10 mil pessoas, desse modo, pesquisas com diversos medicamentos pré-existentes estão em testes. Figura 1- número de casos de COVID-19 no mundo. Fonte:https://gisanddata.maps.arcgis.com/apps/opsdashboard/index.html#/bda7594740fd40299423467b48e9ecf6. Figura 2- evolução desde o caso 1 por COVID-19 em alguns países. Seguimento nas pesquisas Preocupados com o crescente número de mortes, pesquisadores tentam descobrir uma forma de deter a propagação do vírus, seja por vacinas (mais de onze estão sendo testadas) ou medicamentos já existentes (mais de 100 ensaios em andamento na China) para testes de medicações como: Hidroxicloroquina, Azitromicina, Oseltamivir e Favilavir, Anticorpos monoclonais, são algumas das medicações testadas. Apesar de promissores, não existem estudos conclusivos que comprovam o uso desses medicamentos para o tratamento da COVID-19. Portanto, não há recomendação da Anvisa, no momento, para a sua utilização em pacientes infectados ou como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus; e a automedicação pode representar um grave risco à saúde de quem faz o uso de qualquer medicamento. Perfil epidemiológico de mortes pelo novo Coronavírus O perfil epidemiológico de mortes pelo
Clarissa Machado
5 min14 hours ago
Coronavírus e IECA x BRAS | ColunistasQual a relação entre a hipertensão e os anti-hipertensivos na infecção pelo coronavírus? Desde os primeiros casos da infeção pelo novo coronavírus na China, percebemos a rápida propagação do vírus. Sua principal característica é a alta infectividade e a imensa capacidade de transmissão. Vem se alastrando de forma rápida, atingindo milhares de pessoas por todo o planeta. Apesar de até agora ter demonstrado uma taxa de mortalidade inferior ao de outros agentes com a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), a qual possuía uma taxa de mortalidade de 8%, ou como o surto de Mers, um outro agente da família corona, que mata aproximadamente 34% dos pacientes infectados, a taxa de mortalidade desta nova infecção está próxima de 3,7%, sendo 2.800 vezes maior do que a da gripe comum (0,13%) e 1.770 vezes maior que a H1N1 (0,2%). Neste contexto também percebemos que o vírus causa mais complicações em indivíduos idosos elevando a taxa de morte neste grupo de pacientes. Mesmo sabendo que mais de 80% das pessoas infectadas se recuperam bem sem necessidade de intervenção hospitalar, quando avaliamos o número de internamentos e a taxa de mortalidade dos indivíduos com faixa etária acima de 60 anos, este índice aumenta muito, chegando a 14,8% em pacientes com mais 80 anos. O fator idade é o principal envolvido neste processo. Porém, as comorbidades mediadas pelas doenças de base como quadros de hipertensão, doenças coronárias, diabetes, doenças degenerativas, imunológicas ou tumores são fatores agravantes para os quadros clínicos do paciente com Coronavírus. No dia 13 de março de 2020 a SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia) emitiu uma nota de esclarecimento, que dentre outros itens aborda uma relação,
Juarez de Souza
4 min15 hours ago
EPI’s na COVID-19: Enfermaria e pronto atendimentoO o conhecimento e uso adequado dos EPI’s na COVID-19 é essencial para garantir o atendimento seguro de médicos e demais profissionais de saúde. Quais EPI’s devem ser utilizados nos diferentes contextos de prestação de serviços de saúde? Será abordado aqui a utilização dos EPI’s no contexto do pronto atendimento e nas enfermarias.  Biossegurança para profissionais de saúde As recomendações de biossegurança para profissionais de saúde fornecidos pela ANVISA são as seguintes: higiene das mãos com água e sabonete líquido OU preparação alcoólica a 70%;óculos de proteção ou protetor facial; máscara cirúrgica*;avental; luvas de procedimento; gorro (para procedimentos que geram aerossóis);  *Os profissionais de saúde deverão utilizar máscaras N95, FFP2, ou equivalente, ao realizar procedimentos geradores de aerossóis como por exemplo, intubação ou aspiração traqueal, ventilação mecânica invasiva e não invasiva, ressuscitação cardiopulmonar, ventilação manual antes da intubação, coletas de amostras nasotraqueais.É importante destacar que o uso apenas de máscara é insuficiente para fornecer a proteção adequada. Além disso, é essencial a lavagem das mãos antes e imediatamente após o descarte da máscara.  Sequência correta de colocação dos EPI’s Para melhorar a segurança pessoal dos profissionais de saúde no ambiente de atendimento da COVID-19, elaboramos este material para te auxiliar na sequência correta de colocação e remoção dos EPI’s. Não negligencie o uso dos EPI’s na COVID-19! Confira outros conteúdos sobre o Corona na nossa página especial.
Sanar Residência Médica
1 min19 hours ago
COVID-19: Procedimentos odontológicos mantidosEm meio a pandemia do COVID-19 o Conselho Federal de Odontologia recomenda que os cirurgiões-dentistas só realizem procedimentos de urgência e emergência. No entanto, ainda existem muitas dúvidas quanto ao tipo de procedimento que deve ser mantido, e os que devem ser remarcados. Por isso, nesse artigo você irá sanar todas as sua dúvidas sobre o assunto, podendo também tirar dúvidas dos seus colegas dentistas! Procedimentos Odontológicos de EmergênciaProcedimentos Odontológicos de UrgênciaProcedimentos que devem ser remarcados Procedimentos Odontológicos de Emergência Procedimentos de emergência devem ser mantidos durante a pandemia do COVID-19, e são caracterizados por serem potencialmente fatais e requerem tratamento imediato, de acordo com a American Dental Association. Os procedimentos são: Sangramentos não controladosCelulite ou infecções bacterianas difusas, com aumento de volume (edema) de localização intra-oral ou extra-oral, e potencial risco de comprometimento da via aérea dos pacientes.Traumatismo envolvendo os ossos da face, com potencial comprometimento da via aérea do paciente. Procedimentos Odontológicos de Urgência A urgência é definida como situações que determinam prioridade para o atendimento, mas não potencializam o risco de morte ao paciente. E alguns procedimentos são: Dor odontológica aguda, decorrente de inflamações da polpa – pulpite Pericoronarite ou dor relacionada a processos infecciosos envolvendo terceiros molares retidos Alveolite pós-operatória, controle ou aplicação medicamentosa localRemoção de suturasAbcessos ou infecção bacteriana, resultando em dor localizada e edemaFratura de dente, resultando em dor ou causando trauma do tecido mole bucalTratamento odontológico necessário prévio à procedimento médico críticoCimentação ou fixação de coroas ou próteses fixas se a restauração provisória ou definitiva estiver solta, perdida, quebrada ou estiver causando dor e/ou
Sanar Saúde
2 min2 days ago
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