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Associação entre concentração de cortisol e mortalidade na COVID-19

Um estudo buscou o avaliar a relação entre a concentração de cortisol e taxa de mortalidade de pacientes internados por COVID-19. O estudo foi realizado no Reino Unido, e pretendemos discuti-lo no post de hoje. O papel do hormônio O cortisol é um hormônio que normalmente se eleva durante situações de estresse físico ou psicológico. Por exemplo, durante um procedimento cirúrgico, a ativação do eixo hipotálamo-hipófise leva à aumento da secreção dele. O hormônio Cortisol é considerado peça fundamental na resposta ao estresse, ocasionando mudanças adaptativas no metabolismo, na função cardiovascular e regulação do sistema imune. O cortisol na COVID-19 O efeito que a COVID-19 causa nos níveis do hormônio são desconhecidos. Mas, no passado, sugeriu-se que a SARS pudesse disparar resposta imunogênica contra o ACTH, hormônio responsável por induzir liberação do cortisol na glândula adrenal, devido a mimetismo. O mesmo mecanismo poderia ser atribuído ao SARS-CoV-2, o que na teoria poderia aumentar morbidade e mortalidade, pela indução de insuficiência do hormônio cortisol. Para compreender se o processo descrito se mostra verdadeiro na prática é que o presente estudo mencionado foi realizado. Como o estudo foi realizado Os pacientes foram inscritos na coorte a partir de três grandes centros hospitalares em Londres, Reino Unido. Inicialmente, o critério para inclusão se deu por suspeição de COVID-19. Os pacientes então passaram por exames laboratoriais, que incluiu medição de cortisol total sérico. A medida foi feita apenas na linha de base, dentro de até 48 horas após admissão hospitalar. Pacientes com condições que pudessem afetar os níveis séricos de Cortisol foram excluídos como,

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2 min12 hours ago

Resumo sobre epidermólise bolhosa (completo) – Sanarflix

Definição A epidermólise bolhosa (EB) é um grupo heterogêneo de desordens cutâneas geneticamente transmitidas, que se caracteriza pela formação de bolhas espontâneas ou após trauma local. Existem quatro tipos principais de EB: EB simples, EB juncional, EB distrófica e síndrome de Kindler, diferenciados pelo nível de clivagem das bolhas e subdivididos de acordo com o padrão de herança genética, morfologia/topografia das lesões e mutação genética envolvida.   Epidemiologia da epidermólise bolhosa      EB hereditária é de ocorrência mundial e acomete ambos os sexos. Não há dados epidemiológicos sobre sua frequência no Brasil. De acordo com a literatura, a prevalência de EB fica em torno de 11 casos por um milhão de habitantes e a incidência de aproximadamente 20 casos por um milhão de nascidos vivos. A taxa de incidência de EB, por subtipo, é aproximadamente oito por milhão de nascidos vivos para EB simples, três por milhão de nascidos vivos para EB juncional, dois por milhão de nascidos vivos para EB distrófica dominante e três por milhão de nascidos vivos por EB distrófica recessiva.    Patogênese da epidermólise bolhosa   A epidermólise bolhosa simples (EBS) é o tipo mais comum de EB e é causada por mutações dominantes autosomal nas KRT5 e KRT14, genes que codificam as queratinas, resultando em clivagem do tecido ao nível dos queratinócitos basais. A epidermólise bolhosa juncional (EBJ) é causada por mutações autossômicas recessivas nos genes LAMA3 , LAMB3 e LAMC2 que codificam a laminina-332, resultando na clivagem do tecido na lâmina lúcida do BMZ.  EBJ intermediário generalizado (EBJ-não Herlitz) é causado por mutações que afetam predominantemente COL17A1 (que codifica colágeno tipo XVII) e mostra um curso geralmente mais suave. A

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4 min21 hours ago

Resumo sobre trombofilia (completo) – Sanarflix

Definição A trombofilia é definida como tendência à tromboses decorrente de alterações hereditárias ou adquiridas da coagulação, que levam a um estado pró-trombótico. O Tromboembolismo Venoso (TEV) é a manifestação mais comum da trombofilia. O TEV pode apresentar como complicações a Trombose Venosa Profunda (TVP) e o Tromboembolismo Pulmonar (TEP),  além de ser uma das principais causas de morbimortalidade materna. No entanto, a trombofilia também é fator de risco para trombose arterial.  A etiologia da trombose é multifatorial e a presença da trombofilia é apenas um dos muitos fatores que determinam seu risco. Além disso, eles também podem ter combinações de defeitos trombofílicos herdados e adquiridos, aumentando ainda mais o risco trombótico.  Causas de trombofilia      As causas mais frequentes de trombofilia hereditária são a mutação do fator V Leiden e a mutação do gene da protrombina, que juntas respondem por 50 a 60% dos casos. Defeitos na proteína S, proteína C e antitrombina (anteriormente conhecida como antitrombina III) são responsáveis ​​pela maioria dos casos restantes.  A trombofilia adquirida é decorrente de outras condições clínicas, como neoplasia, síndrome antifosfolípide, imobilização, ou do uso de medicamentos, como terapia de reposição hormonal e anticoncepcionais orais. Níveis plasmáticos moderadamente elevados de homocisteína também podem ser responsáveis por episódios vaso-oclusivos.  Epidemiologia da trombofilia    Acredita-se que 50% dos pacientes que sofrem um evento trombótico têm um defeito, congênito ou adquirido, em uma proteína da coagulação ou da plaqueta gerador de um estado de hipercoagulabilidade e que pode levar à trombose, especialmente quando a isso se associam fatores extrínsecos ou condições clínicas predisponentes.  O sistema venoso é o principal acometido na trombofilia, sendo que 30 a

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2 min21 hours ago

Resumo sobre atelectasia (completo) – Sanarflix

Introdução A palavra atelectasia é de origem grega e significa falta de alongamento; no uso médico, o termo se refere ao colapso ou perda de volume pulmonar. A atelectasia, ou colapso, ocorre devido à hipoventilação dos pulmões. Pode envolver todo o pulmão ou um lobo, segmento ou subsegmento. A atelectasia também é definida como colapso dos espaços alveolares, geralmente de magnitude grave o suficiente para aparecer em uma radiografia simples de tórax. A atelectasia pode ser causada por obstrução intrínseca de uma via aérea ou compressão externa dos linfonodos, massas parenquimatosas ou outras entidades. Quando os pulmões são atelectasiados, a desproporção ventilação-perfusão causa hipoxemia. A infecção pode resultar de atelectasia sustentada. Fisiopatologia da atelectasia As bases pulmonares e os segmentos posteriores são vulneráveis à atelectasia dependente, que é causada por ventilação inadequada, principalmente em pacientes imobilizados ou no pós-operatório. A atelectasia esparsa é causada por processos de enchimento alveolar, tais como hemorragia e edema. A atelectasia passiva, de relaxamento, ou compressiva ocorre quando o pulmão retrai-se a um volume menor devido a líquido ou ar no espaço pleural adjacente. A atelectasia obstrutiva ou reabsortiva se deve ao bloqueio brônquico na entrada de ar, resultando em consolidação retrátil. A obstrução intrínseca das vias aéreas pode ser causada por tampões mucosos, corpos estranhosou tumores. A obstrução extrínseca das vias aéreas resulta da sua compressão devido ao aumento de tamanho dos linfonodos ou outras massas que incidem sobre as vias aéreas. A atelectasia redonda é causada pelo espessamento pleural que se invagina e aprisiona o pulmão adjacente. Qualquer doença pleural crônica pode causar atelectasia redonda, principalmente doença pleural relacionada ao amianto. Tipos A atelectasia

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9 minyesterday

Toracocentese: como fazer?

A toracocentese, também chamada de punção pleural, é um procedimento realizado com frequência em pronto atendimentos para fazer a drenagem de derrames pleurais. Ele pode ser feito por qualquer médico, desde que saiba bem a técnica. E ai, você sabe como fazer uma toracocentese? Como identificar um derrame pleural Dispneia, tosse e dor torácica são os sintomas mais comum, mas o paciente também pode apresentar astenia, sudorese noturna ou até mesmo febre. Durante o exame físico você pode encontrar expansibilidade ipsilateral diminuída no lado acometido ou frêmito toracovocal diminuído ou abolido. Para confirmar o quadro use exames como a radiografia de tórax, ultrassonografia ou a tomografia computadorizada. Como fazer a toracocentese No nosso Manual do Internato a Residência temos uma parte só para você aprender a fazer os principais procedimentos da clínica médica e retiramos esse passo a passo da toracocentese dele! Atenção e vamos lá! Primeiro, posicione o paciente sentado à beira da cama, levemente inclinado para a frente, com braços apoiados. Certifique-se do nível de punção através da propedêutica. Por segurança, puncione um ou dois espaços intercostais abaixo. A punção é feita na linha hemiclavicular posterior, 5 a 10cm lateralmente a coluna vertebral. Marque o local e limpe a área, realizando a paramentação com métodos de barreira total. Anestesie o local com solução lidocaína estéril 1 a 2%. Alterne a introdução da agulha com aspiração e a administração de anestésico para evitar a administração intravascular. Quando o fluido entrar na seringa, recue um pouco e administre analgésico na pleura pariental. Após anestesia, conecte uma seringa a uma torneirinha de 3 vias. Em seguida, conecte um cateter de acesso

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1 min2 days ago

Corticoide na COVID-19: estudo brasileiro não encontrou benefícios

O debate sobre o uso de corticoide na COVID-19 continua, desta vez, um estudo brasileiro encontrou que não houve redução de mortalidade com o uso do medicamento. O uso de corticoides foi bem visto pela comunidade científica desde a publicação de resultados preliminares do estudo RECOVERY, onde se demonstrou benefício da redução da mortalidade com uso de dexametasona durante 10 dias. O benefício foi visto principalmente para pacientes em ventilação mecânica. Estudo brasileiro com corticoide na COVID-19 Agora, pesquisadores brasileiros realizaram estudo randomizado, controlado e duplo cego, buscando avaliar a eficácia do uso de metilprednisolona (MP) durante 5 dias de tratamento. O estudo falhou em demonstrar benefício de mortalidade em pacientes hospitalizados com COVID-19. Um total de 416 pacientes foram inscritos no estudo brasileiro, e 393 completaram o follow-up. Os pacientes foram alocados no grupo MP (194 pacientes) ou no grupo placebo (199). Nenhum paciente recebeu Remdesivir, anti-IL-6 ou anti-IL-1. O desfecho analisado foi mortalidade no dia 28. No grupo MP, a mortalidade no dia 28 foi de 37,1%, já no grupo placebo foi de 38,2%. Não houve diferença, entre os grupos, na mortalidade nos dias 7 e 14, no clearence viralou necessidade de ventilação mecânica no 7° dia. A diferença de mortalidade foi significativamente diferente apenas no subgrupo de pacientes acima de 60 anos (46,6% versus 61,9%). Os pacientes tinham como comorbidades mais frequentes diabetes, hipertensão e uso abusivo de álcool. O estudo brasileiro difere do RECOVERY na metodologia Os achados do estudo contrastam com os do estudo RECOVERY. Mas há diferenças metodológicas marcantes entre eles e que precisam ser levadas em conta. Primeiro, o agente terapêutico estudado

Sanar Medicina

1 min2 days ago

Como a COVID-19 afeta o cérebro

Já está bem claro que a COVID-19 pode afetar o cérebro daqueles que contraem a doença. No entanto a ciência ainda busca elucidar os mecanismos pelos quais o sistema nervoso central torna-se alvo do vírus. Pretendemos trazer neste post uma breve discussão sobre o tema. O início dos relatos de sintomas neurológicos Assim que a pandemia pelo novo coronavírus começou, os médicos estavam lutando para manter os pacientes respirando, e o foco do tratamento esteve posto sobre tratar danos pulmonares e circulatórios. Mas logo as evidências começaram a chamar a atenção: sintomas neurológicos faziam parte da manifestação da COVID-19. Algumas pessoas estavam experimentando delirium, estavam desorientadas e agitadas. Em abril, um grupo de cientistas japoneses publicou relato de caso de inflamação e edema cerebral em paciente com COVID-19. Outro relato descreveu paciente com deterioração da bainha de mielina. A lista de sintomas neurológicos foi crescendo, e até o presente momento inclui AVC e até perda de memória. O que apontam os estudos Em junho, um estudo no Reino Unido buscou analisar dados clínicos de 125 pacientes que tiveram COVID-19 associado a sintomas neurológicos e/ou psiquiátricos. Destes, 62% apresentaram prejuízos no suprimento sanguíneo cerebral, relacionados à AVC’s. Já 31% apresentaram estado mental alterado, como confusão ou diminuição do nível de consciência, algumas vezes acompanhado por quadro de encefalite. Dez pessoas com estado mental alterado desenvolveram psicose. Importante notar que nem todos que apresentaram tais alterações estiveram sob cuidados intensivos. Outro estudo parecido, publicado também em Junho, compilou dados detalhados de 43 relatos de casos de complicações neurológicas associadas à COVID-19.

Sanar Medicina

4 min2 days ago

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