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5 Mnemônicos de farmacologia que você deve saber | Ligas

5 Mnemônicos de farmacologia que você deve saber | Ligas

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Conheça os 5 mnemônicos dos medicamentos mais utilizados na prática clínica que você não pode deixar de saber. Acesse e confira!

Tendo em vista que, na medicina, existe um volumo extenso de conteúdo e que exige memorização, as técnicas mnemônicas são uma ferramenta muito importante para esse processo. Mnemônicos consistem na elaboração de associações, podendo se apresentar sob a forma de acrônimos, acrósticos, símbolos, frases, esquemas e até mesmo músicas, que facilitem a memorização de um determinado assunto, e estão sendo cada vez mais utilizados.

Após a determinação correta dos diagnósticos, a etapa mais importante é a escolha da conduta terapêutica a ser adotada. Na farmacologia, quando se trata de anti-hipertensivos, existem inúmeras classificações e tipos de medicamentos diferentes, e decorá-los exige um grande esforço e capacidade de memorização.

Mnemônicos dos bloqueadores

1. Bloqueadores adrenérgicos (Meu Amigo, Pro sucesso garanTido, Nada de Abrir o Bico)

O primeiro mnemônicos se refere aos medicamentos: Metoprolol; Acebutolol; Propranolol; Timolol; Nadolol; Atenolol; Bisoprolol.

Os bloqueadores adrenérgicos são divididos em alfa bloqueadores, beta bloqueadores e alfa-beta bloqueadores. Contudo, os mais comuns e utilizados são os betabloqueadores. São fármacos muito utilizados para o tratamento da hipertensão arterial, por ter como mecanismo de ação a inibição das respostas cronotrópicas, inotrópicas e vasoconstritoras à ação das catecolaminas epinefrina e norepinefrina nos receptores beta-adrenérgicos.

2. Bloqueadores dos receptores de angiotensina II, ou BRAs (LOVE)

O segundo mnemônicos se refere aos medicamentos: Losartana; Olmesartana; Valsartana; Eprosartana.

O mecanismo de ação dos BRAs é semelhante ao dos IECAs, de forma que atuam diretamente no bloqueio da ação da Angiotensina II, reduzindo a contração de arteríolas.

3. Bloqueadores dos canais de cálcio (Nini e Ni-na FIngem bem mas não são DiVas)

O terceiro mnemônicos se refere as Di-idropiridinas: Nicardipino; Nifedipino; Nisoldipino; Anlodipino; Felodipino; Isradipino.

E também aos Não di-idropiridinas: Diltiazem; Verapamil.

Os bloqueadores dos canais de cálcio podem ser divididos em di-idropiridinas e não di-idropiridinas. São fármacos cujo mecanismo de ação consiste no bloqueio da entrada de cálcio no músculo liso vascular, resultando na dilatação de arteríolas, já que o cálcio intracelular possui papel importante na manutenção do tônus da musculatura lisa.

Mnemônicos de Inibidores de Ennzima

4. Inibidores da enzima conversora de angiotensina, ou IECAs (ECA! Raquel comeu PiCadinho de Linguiça com Ensopado de Beterraba e Quiabo)

O quarto mnemônicos se refere aos IECA: Ramipril; Perindopril; Captopril; Lisinopril; Enalapril; Benazepril; Quinapril.

O mecanismo de ação dos IECAs consiste no bloqueio da enzima conversora de angiotensina (ECA) responsável pela síntese da proteína Angiotensina II, que se ligaria ao receptor AT2 resultando na contração de arteríolas, logo, no aumento da pressão arterial.

Mnemônicos de diuréticos

5. Diuréticos (Fomos ATÉ a CHina aprender Medicina CHInesa)

O quinto e último mnemônicos fala sobre os seguintes medicamentos: Furosemida; Amilorida; Triantereno; Espironolactoma; Clorotiazida; Hidroclorotiazida; Meticlotiazida; Clortalidona; Hidroflumetiazida; Indapamida.

Podem ser classificados em três classes: diuréticos de alça, diuréticos poupadores de potássio e diuréticos tiazídicos. São fármacos cuja função consiste no favorecimento da eliminação de sódio e água na urina. Os diuréticos de alça possuem como mecanismo de ação a inibição da reabsorção de sódio no ramo ascendente da alça de Henle, logo reduzem a reabsorção tubular de água. Os diuréticos poupadores de potássio inibem, portanto, a excreção de potássio a nível terminal do túbulo contorcido distal e no ducto coletor, enquanto água e sódio são excretados. Já os diuréticos tiazídicos atuam inibindo a reabsorção de sódio na porção inicial do túbulo contorcido distal do rim, o que resulta no aumento de sua excreção, assim como a de água.

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Autores, revisores e orientadores:

  • Liga: Liga Acadêmica de Clínica Médica da UNESA – instagram: @lacmedunesa
  • Autor(a): Luiza de Azevedo Nobre
  • Co-autor(a): Ana Carolina Pereira Silva
  • Revisor(a): Lucas Lopes Penido de Mendonça
  • Orientador(a): Maurício Pinto de Mattos
  • Co-orientador(a): Amanda Aparecida da Silva Machado

O texto acima é de total responsabilidade do(s) autor(es) e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Referências

  • BAKRIS, G. L. Tratamento farmacológico da hipertensão arterial. Manual MSD Versão Saúde para a Família, 2021. Disponível em: . Acesso em: 29 de janeiro de 2022.
  • Diuréticos: o que são, quais os tipos e como funcionam. Tua Saúde, 2021. Disponível em: . Acesso em: 31 de janeiro 2022. 
  • NIZOLLI, G. Resumo de anti-hipertensivos: bloqueadores dos canais de cálcio (BCC). SanarMed, 2021. Disponível em: . Acesso em: 31 de janeiro 2022.