Psiquiatria

Agorafobia: o medo do imprevisível

Agorafobia: o medo do imprevisível

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A “agorafobia” é a persistente apreensão a respeito de situações das quais pode ser difícil escapar ou em que não há ajuda disponível em caso de ataque de pânico ou no caso de se desenvolverem sintomas que poderiam incapacitar ou constranger, como perda de controle intestinal ou vômito. As situações agorafóbicas típicas incluem shopping centers, esperar em filas, cinemas, viajar de carro ou ônibus, restaurantes cheios e estar só.

Epidemiologia

A agorafobia sem transtorno de pânico afeta cerca de 2% das mulheres e 1% dos homens durante qualquer período de 12 meses. O pico da idade de início é no começo da terceira década de vida; o surgimento após os 40 anos é raro.

Agorafobia e transtorno do pânico

Nem todas as pessoas que entram em pânico desenvolvem agorafobia, esse transtorno pode surgir em graus muito variados. Vários fatores já foram investigados como indicadores potenciais de agorafobia. Embora a agorafobia tenda a aumentar junto com o histórico de pânico, uma proporção significativa de pessoas tem pânico por muitos anos sem desenvolver limitações agorafóbicas.

Sinais e sintomas

Os sintomas típicos da agorafobia incluem medo de:

  • Ficar sozinho em casa;
  • Estar no meio de uma multidão ou esperar em uma fila;
  • Frequentar espaços fechados, como cinemas, elevadores ou pequenas lojas;
  • Estar em espaços abertos, como parques, estacionamentos, pontes ou shoppings;
  • Usar o transporte público, como um ônibus, avião ou trem.

Normalmente essas situações geram um aumento considerável da ansiedade. Uma pessoa com agorafobia possui um medo excessivo de não ser capaz de escapar ou encontrar ajuda em caso de um novo ataque de pânico. Elas também receiam passar novamente por situações embaraçosas ou mesmo incapacitantes

Diagnóstico

De acordo com o DSM-IV , os seguintes critérios definem
os dois transtornos:

  1. Ataques de Pânico recorrentes e inesperados
  2. Pelo menos um dos ataques foi seguido pelo período mínimo de um mês de uma (ou mais) das seguintes características:
    1. Preocupação persistente acerca de ter ataques adicionais.
    2. Preocupação acerca das implicações do ataque ou suas consequências (ex: perder o controle, ter um ataque cardíaco, enlouquecer etc).
    3. Alteração comportamental significativa relacionada aos ataques.
  3. Presença ou ausência de agorafobia
  4. Os ataques de pânico não são decorrentes de efeitos fisiológicos diretos de uma substância (drogas ou medicamentos) ou de uma condição médica geral (ex: hipertireoidismo).
  5. Não são mais bem explicados por outro transtorno mental

Tratamento

  • Terapia cognitivo-comportamental
  • Às vezes, um inibidor seletivo da recaptação da serotonina (ISRS)

Se não for tratada, a agorafobia geralmente flutua em gravidade. Pode desaparecer sem tratamento formal, possivelmente porque algumas pessoas afetadas conduzem sua própria forma de terapia de exposição. Todavia, se a agorafobia interfere no funcionamento, o tratamento é necessário.

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Perguntas Frequentes:

1 – Qual o grupo de risco mais frequente para agorafobia?

O pico da idade de início é no começo da terceira década de vida, sendo o surgimento após os 40 anos é raro.

2 – Qual a primeira linha de tratamento para agorafobia?

Terapia cognitivo-comportamental (TCC)

3 – O que define a agorafobia?

Persistente apreensão a respeito de situações das quais pode ser difícil escapar ou em que não há ajuda disponível