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A importância e os benefícios do Aleitamento Materno

A importância e os benefícios do Aleitamento Materno

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O Aleitamento Materno vai além do ato de nutrir uma criança, pois este ato engloba a relação entre mãe-bebê e repercussões, em diversos níveis, para a saúde da mãe e de seu filho.

Definição Aleitamento Materno

Aleitamento materno é quando a criança recebe leite materno (direto da mama ou ordenhado) independentemente de receber ou não outros alimentos.

Apesar de muitos estudos já comprovarem a importância do leite materno e da amamentação e de um grande número de profissionais serem favoráveis ao estímulo do aleitamento, a prevalência do aleitamento materno no Brasil está aquém das recomendadas.

Isso se deve ao fato de muitas mulheres sentirem-se desamparadas, com muitas dúvidas e incertezas durante o processo e não possuírem, por vezes, profissionais dispostos a dar um suporte ativo e informações precisas. Com isso, considera-se a relevância do papel dos profissionais de saúde para o aumento da prevalência do aleitamento materno.

Apoio ao Aleitamento Materno

De forma a contribuir com a mudança deste contexto no Brasil e no mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) atualizaram em 2018 o guia de apoio ao aleitamento materno nos hospitais, chamado “Dez passos para o sucesso do aleitamento materno”.

Apesar do guia enfatizar o papel dos hospitais, sabe-se da importância de que este estímulo ao suporte ativo dos profissionais aconteça nos diversos níveis de atenção à saúde da gestante e posteriormente da mãe e da criança.

Imagem sobre o apoio ao aleitamento materno Imagem sobre o apoio ao aleitamento materno

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Imagem sobre o apoio ao aleitamento maternoImagem sobre o apoio ao aleitamento materno

Imagens: Dez passos para o sucesso do aleitamento materno. Fonte: UNICEF, 2018. 

Diante disso, é importante conhecer as definições/classificações de aleitamento materno adotadas pela OMS:

  • Aleitamento materno exclusivo: Quando a criança recebe exclusivamente leite materno, seja ele ordenhado, diretamente da mama ou leite humano de outra fonte;
  • Aleitamento materno predominante: Quando além do leite materno a criança recebe água ou bebidas a base de água (chás, sucos de frutas);
  • Aleitamento materno complementado: Além do leite materno a criança recebe alimentos sólidos ou semissólidos com a finalidade de complementar e não de substituir o leite materno;
  • Aleitamento materno misto ou parcial: Quando a criança recebe leite materno e outros tipos de leite.

O Ministério da Saúde (MS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) concordam com a OMS no que diz respeito à duração ideal da amamentação ser exclusiva até os 6 meses e complementada até os 2 anos ou mais.

Benefícios do Aleitamento Materno

Devido a um período em que houve grande desvalorização do aleitamento materno, diversos estudos começaram a ser produzidos no intuito de evidenciar os diversos benefícios do mesmo.

Atualmente, não restam dúvidas quanto a superioridade deste em relação aos outros, inclusive acerca da desvantagem da suspensão do aleitamento materno precocemente.

Devido aos diversos fatores existentes no leite materno, os quais veremos no tópico a seguir, este tem o impacto que mais nenhuma outra estratégia possui na redução da mortalidade infantil em crianças menores de 5 anos, podendo evitar até 13% das mortes de causas evitáveis nesta faixa etária em todo o mundo. Além disso, estudos demonstram que a amamentação na primeira hora de vida pode ser um fator de proteção contra mortes neonatais.

Abaixo, elencaremos alguns destes benefícios:

Melhor nutrição

O leite humano possui todos os nutrientes essenciais para o completo desenvolvimento e crescimento da criança, sendo melhor digerido pela mesma, sendo capaz de suprir sozinho todas as necessidades nutricionais nos primeiros 6 meses e importante fonte de proteínas, gorduras e vitaminas nos meses seguintes até o 2º ano de vida.

Menor custo financeiro

Para uma família com pouca renda, não amamentar e comprar fórmulas infantis pode representar grande parte da renda desta família. Em 2004, o gasto médio mensal para alimentar um bebê nos primeiros 6 meses variou de 38-133% do salário mínimo, dependendo da marca da fórmula infantil. Além de gastos com mamadeiras e gás de cozinha, acrescenta-se os gastos com problemas de saúde que crianças não amamentadas costumam ter com maior frequência.

Efeito positivo no desenvolvimento cognitivo

O aleitamento materno contribui para o melhor desenvolvimento cognitivo. A maioria dos estudos comprovam que as crianças amamentadas apresentam vantagem nesse aspecto, sobretudo, quando comparadas com não amamentadas de baixo peso ao nascimento.

O mecanismo pelo qual isso se dá ainda não foi elucidado, havendo estudiosos que defendem que a presença de certas substâncias no leite são as responsáveis pelo melhor desenvolvimento cerebral, enquanto outros acreditam que são fatores comportamentais ligados ao ato de amamentar.

Evita diarreia

Fortes evidências mostram que o leite materno protege conta diarreia. Tal proteção diminui quando o aleitamento materno deixa de ser exclusivo, assim como diminui com o avançar da idade da criança. Inclusive, crianças não amamentadas apresentam um risco 3 vezes maior de desidratarem e virem a óbito em decorrência da diarreia, quando comparadas com crianças amamentadas.

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