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Hematologia e Hemoterapia: residência, áreas de atuação, rotina e mais!

Hematologia e Hemoterapia: residência, áreas de atuação, rotina e mais!

Índice

Hematologia e hemoterapia constituem o ramo da medicina que se ocupa dos distúrbios do sistema linfo-hematopoético. É uma especialidade médica que teve grandes avanços nos últimos anos, no que tange à fisiopatologia das doenças, à descoberta de novos fármacos e ao desenvolvimento de novos métodos diagnósticos e terapêuticos.

Neste artigo, vamos falar sobre a rotina de um hematologista e suas áreas de atuação, apresentar o mercado de trabalho e falar sobre a residência médica em hematologia. Acompanhe!

O especialista e sua rotina

A rotina de um hematologista pode ser muito diversificada. Suas atividades dependem do lugar onde se trabalha, que pode ser uma clínica, hospital, hemocentro, banco de sangue, laboratório etc. As doenças tratadas são graves, às vezes de rápida evolução, onde a presença incisiva do profissional faz toda a diferença. 

Na maior parte do tempo, o especialista lida com situações críticas, especialmente no ambiente hospitalar: níveis muito baixos de hemoglobina, plaquetopenias importantes, infecções graves, choque séptico, dentre outros casos.

O hematologista deve ter um perfil sério, maduro e seguro de si, mas, ao mesmo tempo, solidário e humano. Isso porque é preciso tomar algumas decisões difíceis em momentos delicados, pois a linha entre a vida e a morte do paciente é, muitas vezes, invisível.  

Áreas de atuação

À medida em que uma área da medicina cresce e se desenvolve, surgem novas ramificações, as chamadas subespecialidades. Atualmente, após a formação em hematologia e hemoterapia, o médico pode optar por dedicar-se a uma área de forma mais aprofundada. Confira as principais opções a seguir!

Hemoterapia

Alguns centros oferecem a formação complementar em hemoterapia, que pode durar de 10 semanas a 12 meses. Nesse período, o especialista desenvolve habilidades em gestão de serviços de hemoterapia, conhecimento profundo da legislação que rege a medicina transfusional do país e a realizar diversos procedimentos aferéticos.

Na subespecialização, o hematologista também se dedica ao estudo de todo o campo da imunohematologia eritocitária, além do manejo e solução de problemas transfusionais corriqueiros.

Transplante de medula óssea

O transplante de medula óssea (TMO) ou transplante de células tronco hematopoéticas, que seria a denominação mais apropriada, tem se tornado cada vez mais comum na prática clínica da hematologia, permitindo o controle e, muitas vezes, a cura das patologias hematológicas.

A maioria dos “transplantadores” são hematologistas, mas oncologistas também podem se tornar especialistas em TMO. Geralmente, a formação adicional dura cerca de um ano, quando se aprendem as indicações e contra-indicações do procedimento, os principais regimes de condicionamento, avaliação de doadores, entre outras coisas. 

Hemostasia

Essa área de atuação é relativamente nova, onde o especialista se ocupa dos distúrbios da coagulação, sejam eles congênitos ou adquiridos, além do manejo da terapia anticoagulante oral ou parenteral.

Citofluorimetria

Essa subespecialidade é uma boa opção para aqueles que se encantam pela hematologia mas não são amantes do contato direto e diário com pacientes. A citometria de fluxo, já utilizada em outras áreas, revolucionou a hematologia. Essa técnica diagnóstica consiste no uso de anticorpos monoclonais coligados a substâncias fluorescentes, que servem para marcar as células e revelar o seu fenótipo.

Mercado de trabalho e remuneração

Apesar de ser pouco difundida, a hematologia está em franca expansão, principalmente por causa do crescimento no número de neoplasias nos últimos anos. Cada vez mais surgem novos centros de TMO, novas clínicas de oncologia e extensões dos hemocentros regionais — nenhum desses serviços funciona sem a presença de um hematologista.

O mercado de trabalho ainda não está saturado. De acordo com os dados mais recentes do Conselho Federal de Medicina, o Brasil tem 2.668 hematologistas, o que corresponde a apenas 0,74% do total de médicos do país. 

Remuneração

Os rendimentos são muito variáveis e dependem da região de atuação, além da carga horária e natureza do serviço. Prescrever fármacos de alta complexidade e custo, manusear produtos biológicos, terapia celular e realizar alguns procedimentos invasivos podem garantir uma remuneração diferenciada. 
De acordo com a pesquisa salarial promovida pela Catho, a média salarial de um médico hematologista é de R$ 11.693,27.

A residência médica em hematologia e hemoterapia

A residência médica em hematologia e hemoterapia tem duração de dois anos e pré-requisito de outros dois anos de residência em clínica médica. Para quem deseja atuar no campo pediátrico, três anos de pediatria são obrigatórios, para em seguida ingressar na residência em hematologia e hemoterapia pediátrica. 

O residente será treinado para diagnosticar e tratar as principais patologias onco-hematológicas (leucemias agudas e crônicas, linfomas e mieloma múltiplo), conhecer os principais quimioterápicos e anticorpos monoclonais, bem como saber manusear os principais efeitos colaterais.

No tocante à hemoterapia, todo profissional em formação deve ter um mínimo da sua carga horária em um serviço de medicina transfusional.

Ao final de uma boa formação, o hematologista deve ser habilitado a conduzir a investigação diagnóstica de um distúrbio hematológico qualquer, seja ele de natureza benigna ou maligna; manusear o microscópio óptico, a fim de analisar alterações no sangue; realizar o aspirado medular e emitir laudos em base de análise citomorfológica, além de executar o procedimento de biópsia da medula óssea. 

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