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Medicina do trabalho: Residência, remuneração e mais!

Medicina do trabalho: Residência, remuneração e mais!

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Você já passou por um exame admissional? Ou pelo menos já ouviu falar nele, certo? Essa é uma das atividades desempenhada na especialidade Medicina do trabalho. 

Ao contrário de outros, este especialista quase não atua no tratamento de doenças ou prescrição de medicamentos. A grande função desse especialista é a promoção da qualidade de vida e a prevenção de acidentes, doenças e incapacidades relacionadas ao ambiente laboral. 

Sendo assim, ele realiza avaliações e ações preventivas para a garantir que as condições de trabalho ou o tipo de serviço realizado não prejudique a saúde do trabalhador. 

Medicina do Trabalho - Sanar Medicina

Áreas de atuação do médico do trabalho

No Brasil, o campo de atuação para a área é bastante amplo, possibilitando qualidade de vida e estabilidade profissional. 

O especialista poderá prestar serviços técnicos e consultoria, normalizar e fiscalizar as condições de saúde e segurança no trabalho, além de: 

  • Perícia médica da previdência social
  • Assessoria sindical em saúde do trabalhador
  • Formação e capacitação de outros profissionais
  • Desenvolvimento das ações de saúde do trabalhador
  • Investigação no campo das relações saúde e trabalho
  • Consultoria privada no campo da saúde e segurança no trabalho

O Médico do Trabalho poderá atuar em ambientes como a rede pública de serviços de saúde, instituições de pesquisa e junto ao sistema judiciário, como perito judicial em processos trabalhistas, ações cíveis e ações da promotoria pública. 

A rotina da especialidade Medicina do Trabalho

O médico especialista em Medicina do Trabalho poderá usufruir de uma rotina com baixo nível de estresse e que, normalmente, não exige regime de plantão.

Os que escolherem atuar em empresas, por exemplo, irão elaborar e executar programas como o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e também realizarão consultas ocupacionais, palestras e inspeções nos ambientes de trabalho.

Para trabalhar com Medicina do Trabalho, é importante que o profissional tenha uma boa formação em clínica médica e domine os conceitos e as ferramentas da saúde pública.  

Além disto, ele deverá estar atualizado sobre os acontecimentos relacionados ao mundo do trabalho, nos aspectos sociológicos, políticos, tecnológicos, demográficos, entre outros.

Mercado de trabalho e remuneração

A Medicina do Trabalho oferece um excelente mercado de trabalho e é uma oportunidade para os médicos que desejam ser funcionários públicos.  

As ofertas de trabalho estão, principalmente, em regiões que possuem polo industrial e o mercado acompanha o crescimento do país, já que praticamente toda empresa, seja ela pública ou privada, precisa dos serviços desse especialista. 

Para se ter uma ideia, dependendo do tamanho da empresa, do grau de risco das atividades, e do número de empregados, a contratação do Médico do Trabalho é obrigatória, aumentando assim a oferta para o especialista.

A remuneração não foge da média das outras especialidades clínicas no Brasil, sendo de cerca de R$ 8 mil para uma jornada de trabalho de 28 horas semanais. Por não ter procedimentos ou cirurgias, que podem ser um diferencial nesse sentido, a renda não costuma variar muito entre os especialistas. 

A Residência Médica em Medicina do Trabalho

Atualmente estão registrados no Brasil 15.895 especialistas em Medicina do Trabalho. Para receberem tal título, eles precisaram fazer, durante dois anos, a Residência Médica na área, que é de acesso direto. 

Ao longo desse período, os residentes desempenham atividades como atendimento ao trabalhador e vigilância em saúde ocupacional em centros especializados. O profissional também poderá fazer estágios em lugares como: 

  • Empresas
  • Órgãos públicos
  • Ambulatórios de especialidades
  • Serviço de atendimento pré-hospitalar

Mas por que estágios em ambulatório ou atendimento pré-hospitalar se o médico não atuará dessa forma? Explicamos: o residente passa em ambulatórios de especialidades (dermatologia, ortopedia, clínica da dor, otorrinolaringologia, pneumologia) para  identificar e conhecer as principais patologias relacionadas ao trabalho. 

Já no serviço de atendimento pré-hospitalar, o objetivo é que o médico possa vivenciar os casos de acidentes de trabalho.

A história da Medicina do Trabalho

O surgimento da Medicina do Trabalho como especialidade aconteceu na Revolução Industrial, no século XIX. O primeiro registro desse serviço  foi feito em 1830, quando um empresário colocou seu médico pessoal dentro da fábrica para verificar o efeito do trabalho sobre as pessoas e estabelecer formas de prevenção.

Em 1700, no entanto, já havia sido publicado o livro “As Doenças dos Trabalhadores”, pelo italiano Bernardino Ramazzini, considerado o pai da Medicina do Trabalho.

A preocupação com a saúde dos trabalhadores motivou a criação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 1919, e a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1948. Juntos, esses dois órgãos estabeleceram, em 1950, o objetivo da Saúde Ocupacional: adaptar o trabalho ao homem e cada homem à sua atividade.

No Brasil, a Medicina do Trabalho foi reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) apenas em 2003. Porém a história brasileira começa ainda no século XX, com o início da adoção de normas de proteção ao trabalhador por meio da Inspeção do Trabalho, criada em 1921. 

Já na década de 1940, surgiram as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (Cipas), organizadas por empresas a partir de portarias do Ministério do Trabalho. Tal medida é considerada uma das mais efetivas no contexto das ações para prevenção dos acidentes do trabalho. 

Em 1968 foi criada a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), maior entidade da área na América Latina.  

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