Residência Médica

As melhores residências em Coloproctologia

As melhores residências em Coloproctologia

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Não é tão simples definir quais são as melhores residências em Coloproctologia, mas é possível encontrar algumas orientações que podem auxiliar o residente na hora de escolher onde fará seu treinamento.

Para isso, consultar a Sociedade Brasileira de Coloproctologia é o melhor caminho. Afinal, anualmente, ela atualiza sua lista de serviços credenciados referências na especialidade.

A Coloproctologia é uma área em ascensão, mas ainda com poucos profissionais. De acordo com o Censo Médico 2018, existem 1950 especialistas em todo país, em razão de 0,94 por 100 mil habitantes. Isso equivale a 0,5% sobre o total de especialidades.

O estudo também revela que são ofertadas, anualmente, 187 vagas na residência médica em Coloproctologia, das quais somente 102 estão ocupadas. 

O site Salario.com.br informa que a média salarial do Coloproctologista  está entre R$ 4.078,91 e R$ 10.054,84, levando em conta profissionais com carteira assinada em regime CLT de todo o Brasil.

A Coloproctologia trata de doenças clínicas e cirúrgicas do cólon, reto e ânus, e compreende vários procedimentos de diagnóstico como a colonoscopia, a manometria e a ultrassonografia endorretal.

O Médico especialista passa sua rotina entre cirurgias e atendimento ambulatorial, cuidando de constipação intestinal e doenças em orifícios. Além disso, é responsável por realizar alguns exames complementares como colonoscopia, retossigmoidoscopia e manometria anorretal.

Metodologia

Determinar a melhor residência em Coloproctologia é um trabalho árduo e minucioso. Assim, neste momento, apontaremos algumas das referências quando pensamos nas melhores residências em Coloproctologia, com base em critérios objetivos e na lista de serviços credenciados da SBPC (Sociedade Brasileira de Coloproctologia).

Santa Casa de Misericórdia – BH

Referência em atendimento de média e alta complexidade no município de Belo Horizonte, a Santa Casa de Misericórdia oferece programa de residência médica com 02 vagas anuais. 

O hospital conta com mais de 1 mil leitos operacionais, 1951 médicos de diversas especialidades e registra, anualmente, cerca de 56 mil cirurgias, 55 mil internações e mais de 2 milhões de atendimentos.

Está entre os melhores hospitais do país e se destaca por ser o 4º maior em volumes de internações destinadas ao SUS.  Além disso, possui 19 salas cirúrgicas para procedimentos de média e alta complexidade e 170 leitos de UTI. 

Hospital Escola Álvaro Alvim

Referência no ensino médico, a instituição é referência na residência médica em Coloproctologia e oferece 02 vagas anuais em seu programa.

O Hospital está localizado em Campos dos Goytacazes – RJ, mantém convênio com diversas instituições de ensino e é laboratório prático da Faculdade de Medicina de Campos.

Possui uma infraestrutura moderna, composta por UTI-Cirúrgica, Tomografia, Laboratório Citopatologia, Hemodinâmica, Ultrassonografia, UTI, Laboratório de Análises Clínicas e um Centro Cirúrgico com equipamentos modernos, ideais para auxiliar nas mais complexas cirurgias.

HC – USP

Um dos centros hospitalares mais disputados do país, o Hospital das Clínicas da USP oferece programa com 01 vaga na especialidade.

Ocupa uma área de 380 mil m² e é composto por 07 institutos, 2 hospitais auxiliares, laboratórios de investigação médica, unidades especializadas e outras áreas de apoio.

O complexo hospitalar é considerado um dos mais importantes centros de ensino, pesquisa e assistência no país, sendo referência em diversas especialidades, como a Coloproctologia, por exemplo.

Possui  cerca de 2 mil leitos e conta com , aproximadamente, 15 mil funcionários nas mais diversas profissões.

O programa de residência médica

A Resolução CNRM Nº 3, de 2020, pontua que os programas de residência médica devem capacitar médicos coloproctologistas para “desenvolver as habilidades cognitivas e psicomotoras, construir um raciocínio médico baseado em evidências científicas”.

Ao longo da residência, devem ser trabalhadas as seguintes competências:

Primeiro ano – R1

  • Avaliar a anatomia do canal, reto, assoalho pélvico, cólons e intestino delgado. Dominar a fisiologia dos cólons, reto ânus. Dominar os mecanismos envolvidos na defecação e na continência fecal;
  • Dominar a Fisiopatogenia das Doenças Anorretais, Colorretais e Intestino Delgado. Diferenciar as Afecções orgânicas das funcionais;
  • Avaliar a Fisiopatologia das Disfunções do Assoalho Pélvico;
  • Valorizar a Multidisciplinaridade, reunindo conhecimentos das especialidades afins nas diversa afecções que acometem o ânus, reto, pelve, cólons e intestino delgado para condução e tratamento do paciente;
  • Valorizar a busca constante de atualizações científicas dentro dos casos da prática clínica diária e ainda, pesquisas persistentes aos casos raros, com discussões da melhor condução;
  • Valorizar a importância médica, ética e jurídica de registrar os dados e a evolução do paciente no prontuário de forma clara e concisa, manter atualizado no prontuário os resultados dos exames laboratoriais, radiológicos, histopatológicos, pareceres de outras clínicas chamadas a opinar e quaisquer outras informações pertinentes ao caso;
  • Valorizar e seguir os Protocolos de atendimento e tratamento de cada Instituição em que está inserido;
  • Realizar o atendimento ambulatorial dos pacientes encaminhados ao Serviço de Coloproctologia com disponibilidade e atenção: apto a realizar história clínica, exame físico, inclusive o exame proctológico completo, se necessário, toque vaginal e exames da região inguinal;
  • Realizar o atendimento ambulatorial cuidadoso e atencioso dos pacientes no pós-operatório para identificação de complicações e/ou recidivas com maior brevidade possível;
  • Formular hipóteses diagnósticas entre doenças sistêmicas, colônicas ou proctológicas, assim como, doenças orgânicas ou funcionais;
  • Demonstrar e aplicar os conhecimentos sobre a indicação e interpretação de exames de exames complementares;
  • Avaliar e identificar, durante os atendimentos ambulatórias e nas prescrições das enfermarias diárias, as urgências e necessidade de tratamento clínico ou cirúrgico imediato;
  • Indicar, realizar e interpretar laudos de exames diagnósticos endoscópicos relacionados à Especialidade: anuscopia; retossigmoidoscopia rígida, retossigmoidoscopia flexível e colonoscopia diagnóstica;
  • Realizar o preparo pré-operatório para procedimentos operatórios proctológicos, abdominais ou pélvico;
  • Realizar o atendimento ambulatorial dos pacientes no pós-operatório para identificação de complicações e/ou recidivas;
  • Participar ativamente dos programas de aceleração da recuperação pós-operatória (ERAS, ACERTO, ASER e outros validados) de acordo com o programa adotado por cada instituição, avaliando atentamente cada paciente no pré e no pós-operatório de acordo com o porte de cada procedimento operatório;
  • Avaliar de forma multidisciplinar os conhecimentos das indicações e contra indicações de suplementos orais, de nutrição enteral e parenteral. Valorizar as vantagens e desvantagens de cada uma das vias de nutrição individualmente;
  • Manusear os aparelhos relacionados a procedimentos endoscópicos, como retossigmoidoscopia flexível e colonoscopia e os diferentes tipos de acessórios utilizados para realização do tratamento, como as polipectomias, as cauterizações, pinças de argônio e injeções de substâncias;
  • Executar procedimentos endoscópicos, relacionados à especialidade: anuscopia; rectosigmoidoscopia rígida, rectosigmoidoscopia flexível e colonoscopia diagnóstica;
  • Acompanhar e/ou executar procedimentos relacionados à especialidade: exames de avaliação da função colônica, anorretal e dinamismo da evacuação: tempo de trânsito colônico, eletromanometria anorretal, defecografia e/ou ultrassonografia translabial/transperineal e anorretal dinâmica;
  • Acompanhar procedimentos relacionados à especialidade: exames de avaliação dinamismo da evacuação: ressonância nuclear magnética dinâmica e/ou ultrassonografia translabial/transperineal e anorretal dinâmica;
  • Executar a prescrição do pós-operatório e todo o acompanhamento do paciente durante a internação até a alta hospitalar;
  • Estar apto as prescrições aos pacientes internados na Unidade de Terapia intensiva;
  • Realizar curativos diários das feridas operatória, identificando a presença de infecção cirúrgica e seu tratamento imediato. Dominar o manuseio de drenos;
  • Executar orientações conjuntas com a estomaterapeuta das ostomias aos pacientes e familiares de forma esclarecedora e facilitadora. Orientá-los de como manusear e evitar complicações;
  • Dominar a técnica de videocirurgias para realização de cirurgias minimamente invasivas;
  • Avaliar os diferentes tipos de energia usados em cirurgia laparotômicas e laparoscópicas e suas aplicações em cada caso;
  • Dominar o funcionamento dos grampeadores mecânicos lineares e circulares, para uso laparotômico e laparoscópico;
  • Dominar o diagnóstico e tratamento de lesões com aspecto de condilomas anais e outras doenças infecto-contagiosas;
  • Dominar o diagnóstico e tratamento dos processos inflamatórios-infecções, como abscessos que necessitam de drenagem imediata;
  • Identificar os processos Inflamatórios pós-operatório na região anorretal com evolução para estenose e capacidade de realização de dilatação manuais periódicas;
  • Dominar a técnica operatória para os casos com necessidade de tratamento cirúrgico das estenoses anais;
  • Capacitar a realizar o diagnóstico, tratamento clínico e a retirada manual de fecalomas de baixa complexidade;
  • Realizar o diagnóstico e a retirada de corpo estranho, quando possível pelo canal anal;
  • Dominar a técnica operatória para o tratamento cirúrgico dos plicomas simples até de maior tamanho;
  • Dominar o diagnóstico da doença hemorroidária, definindo de acordo com a clínica e o exame proctológico o tipo de tratamento: clínico, técnicas ambulatórias (como ligadura elásticas, esclerose e fotocoagulação) e a decisão operatório. Dominar as técnicas operatória e escolher a adequada para cada caso, e a necessidade do uso de algum aparelho para realizá-la;
  • Dominar o diagnóstico da fissura anal, tratamento clínico incluindo a esfincterotomia química, com diversas opções de drogas e o domínio da técnica de aplicação de toxina botulínica;
  • Apto a seleção dos pacientes com indicação cirúrgica para tratamento da Fissura anal e domínio das técnicas operatórias, de acordo com cada indicação;
  • Dominar o diagnóstico das fístulas anais, diferenciando entre fístulas simples e complexas, assim como, interpretar corretamente os exames diagnósticos de imagem adicionais que irão orientar a conduta terapêutica, como; a ultrassonografia anorretal e/ou a ressonância nuclear magnética;
  • Dominar a técnica operatória para o tratamento cirúrgico das fístulas Anais simples;
  • Capacitar a realizar o diagnóstico das fístula Pilonidal, diferenciando entre simples e complexas;
  • Dominar a técnica operatória para o tratamento cirúrgico da fístula pilonidal simples;
  • Capacitar e identificar feridas resíduas no seguimento pós-operatório das cirurgias anorretais e decisão da realização de cauterizações químicas ou cirúrgicas;
  • Realizar o diagnóstico de prolapso mucoso, entre casos simples e complexos;
  • Dominar a técnica operatória para o tratamento cirurgico de prolapso mucoso, entre casos simples;
  • Dominar as técnicas de confecção de Ileostomia e Colostomias;
  • Dominar o diagnóstico e atendimento inicial das urgências abdominais relacionadas às doenças colorretais, como obstrução intestinal, hemorragia digestiva baixa, diverticulite colônica, perfuração colônica, megacólon tóxico e volvo de sigmóide;
  • Dominar o diagnóstico diferencial de incontinência fecal, pseudoincontinencia fecal e encoprese;
  • Avaliar e selecionar os pacientes com Incontinência fecal que podem melhorar com as medidas clínicas iniciais e a Fisioterapia do Assoalho Pélvico utilizando avaliação completa e exames de avaliação da função anorretal e/ou avaliação dinâmica;
  • Dominar a indicação de técnicas intervencionista ou correção cirúrgica nos portadores de incontinência fecal;
  • Dominar o diagnóstico diferencial de constipação intestinal colônica, constipação retal ou associação. Assim como identificar portador de Síndrome do Intestino irritável;
  • Avaliar e selecionar pacientes com constipação intestinal colônica, constipação retal ou associação com indicação para tratamento clínico ou abordagem cirúrgica;
  • Dominar o estadiamento e seguimento dos portadores de Neoplasia Maligna do canal anal, reto e cólons;
  • Dominar o auxílio das cirurgias abdominais de médio e grande porte pelo acesso laparotômico e laparoscópico e as cirurgias transanais e pélvicas;
  • Obter o consentimento livre e esclarecido do paciente ou familiar em caso de impossibilidade do paciente, após explicação simples, em linguagem apropriada para o entendimento sobre os procedimentos a serem realizados, suas indicações e complicações;
  • Estabelecer relação respeitosa com o preceptor, equipe de trabalho e todos os funcionários do hospital.

Segundo ano -R2

  • Valorizar os protocolos de atendimento e tratamento da instituição em que está inserido;
  • Valorizar o bom relacionamento em equipe, com os pacientes e os familiares na condução dos casos, considerando o tratamento humanizado;
  • Valorizar o atendimento ambulatorial dos pacientes encaminhados ao Serviço de Coloproctologia com disponibilidade e atenção, incluindo casos da prática clínica diária e os casos complexos. Estimar as discussões multidisciplinares para decisões de condutas para cada caso individualizado;
  • Dominar a indicação e interpretação de laudos de exames diagnósticos de imagem e funcionais relacionados à especialidade, entendidos como: radiologia convencional, enema opaco, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética; os exames de avaliação da função anorretal: eletromanometria anorretal, defecografia , ressonância nuclear magnética dinâmica e ultrassonografia anorretal dinâmica;
  • Dominar a execução dos procedimentos endoscópicos simples e complexos, relacionados à especialidade: anuscopia com magnificação; rectosigmoidoscopia rígida, rectosigmoidoscopia flexível e colonoscopia diagnóstica, incluindo tatuagens, biópsias por endoscopia, cromoscopia e magnificação de imagem;
  • Dominar a realização de procedimentos terapêuticos via colonoscopia: dilatações endoscópicas, tratamento endoscópico de pólipos simples e complexo, tratamento de volvo do cólon e de pseudo-obstrução e outros procedimentos colonoscópicos;
  • Dominar a prescrição de antibioticoterapia, respeitando o uso racional dos antibióticos, valorizando a orientação da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar;
  • Dominar o diagnóstico e tratamento clínico e cirúrgico utilizando todas as técnicas disponíveis a cada caso da doença hemorroidária;
  • Dominar o diagnóstico e tratamento da fissura anal;
  • Dominar o diagnóstico e tratamento das fístulas anais, diferenciando entre fístulas simples e complexas, assim como interpretar os exames de imagem que adicionam importantes informações ao diagnóstico;
  • Dominar o diagnóstico e tratamento das fístula Pilonidal simples e complexas;
  • Dominar o diagnóstico e tratamento da incontinência fecal, medidas clínicas, condução das técnicas intervencionistas e a correção cirúrgica. Dominar as técnicas operatórias da reconstrução da musculatura esfincteriana pós- traumas;
  • Dominar as técnicas operatórias para correção cirúrgica da constipação retal, incluído o tratamento da retocele, intussuscepção, entero-sigmoidocele utilizando os acessos transanal, transperineal, transvaginal ou transabdominal, ou ainda acessos combinados;
  • Avaliar e selecionar pacientes com constipação intestinal colônica que poderão se beneficiar com o tratamento cirúrgico e o domínio das técnicas operatória de acordo com cada caso específico;
  • Dominar a fisiopatogenia dos distúrbios do assoalho pélvico, diagnóstico das disfunções únicas ou combinados e as técnicas operatórias para correção cirúrgica utilizando os acessos transanal, transperineal, transvaginal ou transabdominal (incluindo o acesso Laparoscópico), ou ainda correções multidisciplinares, de acordo com o diagnóstico, sintomas e condições clínicas de cada paciente;
  • Avaliar a fisiopatogenia e tratamento clínico da Doença Inflamatória Intestinal inespecífica, assim como, em conjunto com a gastroenterologia, de forma multidisciplinar, estar apto a decisões do uso sequenciado das drogas disponíveis em discussões;
  • Avaliar e identificar as indicações cirúrgicas e complicações na Doença Inflamatória Intestinal inespecífica e dominar as técnicas cirúrgicas que podem ser indicadas para cada caso individualizado;
  • Dominar a fisiopatogenia, diagnóstico, tratamento clínico e indicações cirúrgicas na Doença Diverticular. Dominar as técnicas operatórias e dos acesso utilizadas de acordo com o quadro clínico, presença de complicações e as condições do paciente;SAUS Quadra 05, Bloco K, Sala 701, Ed. OK Office Tower – 19. Dominará a identificação precoce de complicações das ostomias intestinais e dominar as técnicas cirúrgicas para correção de cada complicação;
  • Dominar as técnicas de Reconstrução do Trânsito intestinal, e as vias de acesso laparotômico e laparoscópico;
  • Dominar o conhecimento dos protocolos de quimio e radioterapia e decisões realizadas para cada tipo de neoplasia maligna de acordo com o estadiamento e a altura da lesão;
  • Dominar diagnóstico e tratamento, com domínio das técnicas de ressecções intestinais, das neoplasias benignas e malignas (in situ e invasivo), utilizando os acessos disponíveis de acordo com o estadiamento, tamanho da lesão e as condições clínicas do paciente: transanal (local e endoscópico), laparotômico e laparoscópico;
  • Dominar as técnicas de ressecções intestinais amplas associadas a esvaziamento da cadeia linfonodal para tratamento das neoplasias malignas colorretais, pelos acessos: Laparotômico, Laparoscópico, combinados;
  • Avaliar as indicações cirúrgicas de neoplasias malignas avançadas com ou sem tratamento curativo. Valorizar o tratamento em equipe multidisciplinar para ressecções associadas;
  • Dominar conhecimentos do Câncer Colorretal Hereditário e como conduzir quando identificado um caso índice e os familiares;
  • Dominar o diagnóstico e tratamento das afecções – benignas e malignas- que acometem a região pré-sacral; dominar as técnicas operatórias das lesões benignas e malignas que acometem a região pré-sacral, pelos acessos posterior, transabdominal, laparoscópico, laparotômico e combinado;
  • Analisar a fisiopatogenia da doença de Chagas, o acometimento intestinal e dominar as indicações e técnicas cirúrgicas;
  • Dominar o atendimento, manejo clínico ou cirúrgico, das urgências abdominais relacionadas às doenças colorretais, como obstrução intestinal, hemorragia digestiva baixa, diverticulite colônica, perfuração colônica, megacólon tóxico e volvo de sigmóide;
  • Aplicar os conceitos fundamentais da ética médica em sua abrangência. Aplicar os aspectos médico-legais envolvidos no exercício da prática médica;
  • Demonstrar respeito, integridade e compromisso aos preceitos da ética médica;
  • Empregar o suporte necessário para os pacientes e familiares especialmente nos casos de terapêutica paliativa e de terminalidade da vida;
  • Tomar decisões sob condições adversas, com controle emocional e equilíbrio, aplicando liderança para minimizar eventuais complicações, mantendo consciência de suas limitações;
  • Produzir um trabalho científico, utilizando o método de investigação adequado e apresentá-lo em congresso médico ou publicar em revista científica ou apresentar publicamente;
  • Compreender a Cirurgia Robótica relacionada à especialidade.

Conceito da Sociedade Brasileira de Coloproctologia

A SBCP é uma associação médica sem fins lucrativos que busca congregar os coloproctologistas do Brasil. Possui a missão de estabelecer padrões para que o especialista possa tomar as melhores e mais seguras decisões no atendimento aos pacientes.

Com mais de 1600 membros em âmbito nacional, a instituição define a Coloproctologia como “uma especialidade médica que trata das doenças do cólon, do reto e do ânus, tanto clínicas quanto cirúrgicas”.

Além disso, destaca que a área também compreende “uma série de procedimentos de diagnóstico, como a colonoscopia, a manometria e a ultrassonografia endorretal”.

Responsável pela formação de médicos e titulação de especialistas em coloproctologia, a SBCP é credenciada pela AMB (Associação Médica Brasileira), que regulamenta o funcionamento das 57 sociedades de especialidades médicas existentes. 

Conclusão sobre as melhores residências em Coloproctologia

A Coloproctologia precisa de profissionais qualificados para lidar com os principais desafios da especialidade. Para que se destaque no mercado de trabalho, o médico tem de escolher bem onde quer fazer a residência médica, pois o melhor treinamento é responsável por garantir as melhores oportunidades.

Não é tão simples definir quais são as melhores residências em Coloproctologia, mas é possível tomar como referência a SBCP, que divulga uma lista de serviços credenciados para oferecer o melhor treinamento na especialidade. Como vimos, entre os centros de referência, estão:

  • Santa Casa de Misericórdia – BH
  • Hospital Escola Álvaro Alvim
  • Hospital das Clínicas – USP

Referências: