Medicina Intensiva

Nutrição parenteral: entenda sua composição

Nutrição parenteral: entenda sua composição

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4 min há 10 dias

Entendido os princípios básicos da nutrição parenteral, agora é hora de entender a sua composição.

A solução administrada é composta por glicose, aminoácidos, glutamina, lipídeos, eletrólitos e vitaminas. Todos eles nas proporções correspondentes às necessidades basais do paciente.

Glicose na nutrição parenteral

A glicose é a fonte padrão de carboidratos da nutrição parenteral.

Sua infusão deve ser limitada a uma taxa de 5 mg/kg/min nos pacientes com resposta inflamatória sistêmica (SIRS) e sua oferta a uma quantidade de 400 a 700 g diárias para um indivíduo de 70 kg.

A fim de evitar complicações, o controle glicêmico deve ser sempre considerado, independentemente das metas estabelecidas previamente.

Aminoácidos

As soluções de aminoácidos essenciais e não essenciais, em concentrações que variam de 5 a 10%, garantem a oferta proteica na composição da nutrição parenteral.


Para o paciente na UTI, a taxa proteica diária deve ser de 1,2 a 1,5 g/kg. Esse valor pode variar a depender das condições clínicas do paciente. Cada grama de proteína fornece 4 kcal.


Existem preparos específicos para pacientes com disfunções orgânicas. Para os hepatopatas, por exemplo, as soluções enriquecidas com aminoácidos de cadeia ramificada são de grande utilidade.

Por outro lado, os portadores de insuficiência renal em tratamento conservador podem necessitar de aminoácidos essenciais acrescidos de histidina.

Glutamina

A glutamina participa de várias reações metabólicas, assim como fornece energia para células de alta replicação, como as da mucosa do TGI e inflamatórias. Portanto, é essencial para pacientes estado crítico.

A glutamina deve ser administrada via intravenosa, na forma de alanil-glutamina, na dose de 0,3 a 0,7 g/kg/dia.

Lipídeos

Os lipídeos são fonte de energia e de ácidos graxos essenciais, além de auxiliarem no controle da glicemia, já que permitem a redução das calorias sob a forma de carboidrato.

Podem ser administrados com segurança na dose de 0,7 a 1,5 g/kg/dia

Eletrólitos

A reposição de eletrólitos em pacientes com indicação de nutrição parenteral varia com a condição clínica de base.

No geral, a administração é feita da seguinte forma:

  • Sódio: 60 a 100 mEq/dia
  • Potássio: 60 a 100 mEq/dia
  • Cálcio: 10 a 15 mEq/dia
  • Magnésio: 10 a 15 mEq/dia
  • Fósforo: 20 a 30 mmol/dia

Vitaminas e elementos-traço

Os indivíduos que recebem nutrição parenteral devem receber soluções completas de vitaminas lipossolúveis e hidrossolúveis, no mínimo, nas doses diárias recomendadas.

Além disso, devem ser administradas soluções de elementos-traço
contendo cobre, manganês, cromo, selênio, também nas doses diárias recomendadas.

Quando os multivitamínicos e as soluções de elementos-traço não puderem fazer parte integrante da fórmula de NP, eles devem ser
administrados diariamente, à parte, por intermédio de uma solução endovenosa que obedeça às orientações de diluição e administração.

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Referências

  • AZEVEDO, Luciano César Pontes de; TANIGUCHI, Leandro Utino; LADEIRA, José Paulo; MARTINS, Herlon Saraiva; VELASCO, Irineu Tadeu. Medicina intensiva: abordagem prática. [S.l: s.n.], 2018.
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