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Oncologia: residência, áreas de atuação, rotina e mais!

Oncologia: residência, áreas de atuação, rotina e mais!

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A oncologia clínica é a especialidade médica que se dedica ao tratamento clínico de tumores malignos sólidos em adultos, ou seja, lida com todos os cânceres, com exceção dos de origem hematológica (leucemias, linfomas e mieloma múltiplo).

Durante os últimos anos a Oncologia tornou-se uma ciência complexa. Na Oncologia atual é de enorme importância a abordagem multidisciplinar no tratamento do paciente oncológico, assim o oncologista trabalha integrado a uma equipe multiprofissional e conta com a colaboração de outras especialidades médicas como Patologia, Radiologia, Cirurgia, Pediatria, Psiquiatria, Enfermagem, Psico-oncologia, Fisioterapia, Nutrição e muitos outros profissionais.

Para saber mais sobre a área, conhecer a rotina do especialista e o mercado de trabalho, além de saber como é a residência médica em oncologia clínica, continue a leitura deste artigo!

Oncologia: residência, rotina - Sanar Medicina

O oncologista e sua rotina

A oncologia clínica é uma especialidade essencialmente ambulatorial, com as consultas representando grande parcela das atividades de rotina. Geralmente, o dia a dia desse profissional é complementado por visitas aos pacientes internados (em quartos, enfermarias ou unidades de tratamento intensivo).

De modo geral, o oncologista clínico não trabalha em regime de plantões, exceto nos setores de quimioterapia e dos plantões de intercorrências, que funcionam no esquema de sobreaviso. 

Diferentemente do que acontece em outras especialidades clínicas, o oncologista dificilmente trabalha sozinho em seu consultório próprio. O mais comum é a prática associada a alguma clínica com diversos colegas de especialidade. Esse fato proporciona grande troca de experiências e discussões de casos complexos. 

O tratamento do câncer exige uma abordagem multidisciplinar. O oncologista clínico convive de maneira muito próxima com médicos de praticamente todas as áreas cirúrgicas, radioterapeutas, radiologistas, médicos nucleares e cuidados paliativos, além de profissionais de outras áreas da saúde, como nutricionistas, fisioterapeutas e fonoaudiólogos.

No dia a dia da profissão, o tratamento oncológico sistêmico se faz muito presente – isso inclui a quimioterapia. Há, ainda, a hormonioterapia e as “terapias-alvo”.

Um dos grandes desafios da profissão é a complexidade de lidar com pacientes evoluindo com quadro terminal – a angústia do paciente e dos familiares resulta em grande desgaste emocional tanto para eles quanto para a equipe médica. Nesse contexto, o diálogo próximo e a relação de confiança ajudam a esclarecer dúvidas e evitar cenários de negação por parte do paciente.

Apesar do regime de trabalho ser predominantemente ambulatorial e com poucos plantões, a carga horária elevada também é um ponto a ser lembrado quando se fala em desafios da oncologia clínica.

Isso acontece, principalmente, por causa da alta demanda de comunicação por parte dos pacientes, o que pode acabar tornando o profissional disponível em tempo integral.

O especialista precisa saber administrar o tempo dedicado ao trabalho para que isso não interfira de maneira negativa na sua vida pessoal. 

Mercado de Trabalho

O oncologista clínico é o médico que nenhum paciente gostaria de ter. Entretanto, a especialidade é bem vista no meio médico e no meio externo. Esse profissional lida com pacientes de todas as idades, exceto crianças (que são tratadas por oncologistas e hematologistas pediátricos), e de todas as classes sociais. 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa para 2020 é que sejam diagnosticados 625.360 casos de neoplasias malignas no Brasil em 2020. O grande número de casos da doença provoca também um grande avanço em técnicas de diagnóstico e tratamento. 

Por esses e outros motivos, o mercado de trabalho em oncologia clínica está em expansão no país. O Brasil tem 3.583 especialistas titulados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e o número de vagas em residência médica tem crescido nos últimos anos. 

Remuneração

Atualmente, as melhores propostas de trabalho estão nas cidades de grande e médio e porte no interior do país. De acordo com uma pesquisa feita pelo site Salário, a remuneração média de um oncologista no Brasil é de R$ 9 mil reais para uma jornada de 24 horas semanais de trabalho.

Esse número, porém, pode variar a depender da região de atuação e da experiência do profissional.

A Residência Médica em Oncologia

A residência médica em oncologia clínica dura três anos e tem como pré-requisito dois anos completos de residência em clínica médica. A grade curricular inclui estágios nos diversos campos de atuação da especialidade.

O maior objetivo é melhorar a qualidade de vida do paciente e não apenas prolongar uma vida sofrida. O médico deve ajudar o paciente a manter a sua dignidade, entender sua fraqueza e evitar sentimentos de frustração.

É importante que o médico tenha condições de desenvolver o bom julgamento para o interesse do próprio paciente. Com bom-senso e sensibilidade esses objetivos são atingíveis.

No primeiro ano, o foco é na avaliação dos pacientes internados, que vai sendo gradualmente substituído pelo atendimento ambulatorial nos dois anos consecutivos. Também há estágios em pronto atendimento, em radioterapia e períodos disponíveis para a realização de estágios em serviços externos.

Apesar de ser uma tendência, no Brasil ainda não há a possibilidade de fazer uma subespecialização após os três anos de residência. Entretanto, alguns profissionais optam por complementar a formação no exterior, nas chamadas fellowships.

Ainda assim, a maioria dos especialistas brasileiro atua com oncologia clínica geral, atendendo a todos os pacientes, independentemente da doença de base.

Não há dúvidas de que, nas últimas décadas, a área da oncologia passou por grandes progressos em termos de conhecimento e técnicas. A especialidade está em plena expansão e pode trazer retornos financeiros e satisfação pessoal ao médico.

Mesmo em casos terminais, em que se resta pouco a fazer do ponto de vista de tratamento curativo, há sempre manifestação de gratidão por parte dos pacientes. 

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