Anatomia de órgãos e sistemas

Resumo de anatomia do aparelho reprodutor masculino

Resumo de anatomia do aparelho reprodutor masculino

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Definição

O aparelho reprodutor masculino, como o próprio nome deixa implícito, é formado por uma série de órgãos e estruturas cuja principal função é fornecer meios para a fecundação.

Trata-se de um sistema organizado, que atua sob a coordenação sincrônica de diferentes estruturas (sejam elas internas ou externas) que juntas estão envolvidas na gametogênese e no comportamento sexual, essenciais para a reprodução humana.

De acordo com a localização anatômica, tais estruturas podem se dividir em: 

  • órgãos sexuais internos: incluem os testículos, epidídimos, ductos deferentes, glândulas seminais, ductos ejaculatórios (incluindo a uretra), próstata e glândulas bulbouretrais.
  • órgãos sexuais externos: incluem o pênis, a porção distal da uretra e o escroto.

E de acordo com a função desempenhada, organizam-se em: 

  • órgão associado a gametogênese: testículos
  • vias condutoras: epidídimos, ductos deferentes e uretra
  • glândulas anexas: incluem as vesículas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais
  • órgãos de suporte: escroto 
  • órgão copulador: pênis

Representação esquemática em hemissecção da pelve e do períneo:

aparelho reprodutor masculino
FONTE: Moore – Anatomia Orientada para a Clínica – 2018

Anatomia do aparelho reprodutor masculino

Testículos

Os testículos são conhecidos como as gônadas sexuais masculinas. Consiste em um par de glândulas reprodutivas, de formato ovoide, responsável por produzir os espermatozóides e hormônios masculinos, como a testosterona.

São glândulas que ficam suspensas no escroto, seguras pelos funículos espermáticos. Geralmente o testículo esquerdo encontra-se em posição mais baixa do que o direito.

Cada testículo é circundado parcialmente pela túnica vaginal, que consiste em um saco peritoneal fechado, remanescente da parte distal cega do processo vaginal embrionário.

Além disso, eles possuem uma face externa fibrosa e resistente, chamada de túnica albugínea, que se espessa em uma crista sobre a face interna posterior do testículo como o mediastino testicular, como visto abaixo:

aparelho reprodutor masculino: testículos
FONTE: Moore – Anatomia Orientada para a Clínica – 2018

Epidídimo

O epidídimo consiste em uma estrutura alongada localizada na face posterior do testículo. é formado por minúsculas alças (ou ductos) extremamente compactados.

Os espermatozoides recentes sintetizados pelo testículo chegam ao epidídimo através dos ductos eferentes e desaguam na cabeça do epidídimo, de onde seguem curso lento e progressivo ductal em direção ao corpo e por fim a cauda. 

Nesse trajeto, os espermatozoides são armazenados e amadurecem, até serem expelidos da cauda do epidídimo para o ducto deferente. 

Ducto deferente

O ducto deferente é a continuação do ducto do epidídimo, a porção final por onde são liberados os espermatozoides maduros que estavam armazenados.

O ducto deferente tem paredes musculares relativamente espessas e um lúmen muito pequeno, o que confere a ele firmeza semelhante à de um cordão. 

Ascende posteriormente ao testículo e medialmente ao epidídimo, sendo o principal componente do funículo espermático (junto com vasos e nervos). Penetra a parede abdominal anterior através do canal inguinal e cruza sobre os vasos ilíacos externos, ao adentrar a pelve.

Em seu trajeto, segue ao longo da parede lateral da pelve, onde se situa externamente ao peritônio parietal e termina dilatando-se na ampola do ducto deferente, antes de se unir ao ducto da glândula seminal para formar o ducto ejaculatório.

Glândulas seminais

O ser humano possui um par de glândulas seminais. São estruturas alongadas (tem cerca de 5 cm de comprimento, algumas vezes bem mais curta) situada entre o fundo da bexiga e o reto. Encontram-se em posição oblíqua superiormente à próstata e não armazenam espermatozoides. 

São responsáveis por secretar um líquido alcalino espesso com frutose (futura fonte de energia para os espermatozoides) e um agente coagulante que se mistura aos espermatozoides no seu trajeto para os ductos ejaculatórios e a uretra. 

Seu ducto une-se ao ducto deferente para formar o ducto ejaculatório.

Ductos ejaculatórios

Ducto curto (aproximadamente 2,5cm), de paredes delgadas que se origina no colo da bexiga e atravessa a parte posterior da próstata. Embora atravessem a porção glandular da próstata, seguem sem contato com a secreção produzida nesta glândula, mantendo o líquido seminal inalterado em todo percurso até seu término, na porção prostática da uretra. 

Próstata

A próstata tem aproximadamente 3 cm de comprimento e é a maior glândula acessória do sistema genital masculino. Apresenta consistência firme, do tamanho de uma noz e circunda a parte prostática da uretra. 

Sua porção glandular representa cerca de dois terços do órgão, sendo o outro terço de característica fibromuscular. É firmemente revestida por uma cápsula fibrosa, densa e neurovascular, que incorpora os plexos prostáticos de veias e nervos. Tudo isso é circundado pela fáscia visceral da pelve, que forma uma bainha prostática fibrosa.

A próstata divide-se em lobos direito e esquerdo, separados anteriormente pelo istmo e posteriormente por um sulco longitudinal central e pouco profundo. Além disso, possui cerca de 30 ductos que se abrem nos seios prostáticos, na parte prostática da uretra. 

O líquido prostático é fino e leitoso, representa aproximadamente 20% do volume do sêmen (uma mistura de secreções produzidas pelos testículos, glândulas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais que constitui o veículo no qual os espermatozoides são transportados)  e participa intrinsecamente da ativação dos espermatozoides.

FONTE: Moore – Anatomia Orientada para a Clínica – 2018

Glândulas bulbouretrais

Também podem ser chamadas de glândulas de Cowper e tem o tamanho de uma ervilha cada. Ficam localizadas posterolateralmente à parte membranácea da uretra.

São glândulas exócrinas que liberam uma secreção mucosa na uretra, durante a excitação sexual como forma de limpar e lubrificar a uretra, por onde os espermatozoides passarão.

Uretra

A uretra masculina é um tubo muscular que mede 18 a 22cm e que conduz urina do óstio interno da uretra na bexiga urinária até o óstio externo da uretra, localizado na extremidade da glande do pênis em homens. Como mencionado, a uretra também é a via de saída do sêmen durante a ejaculação.

Para fins descritivos, a uretra é dividida em quatro partes:

  1. Intramural (0,5 a 1,5cm): localiza entre a camada muscular lisa da bexiga;
  2. Prostática (3 a 4cm): atravessa essa glândula e possui a crista uretral, via de saída do colículo seminal, através dos quais as secreções prostáticas juntam-se ao líquido seminal e aos espermatozoides. É o ponto anatômico onde o sistema urinário e sexual se interseccionam.
  3. Membranácea (1 a 1,5cm): porção estreita e menos distensível.
  4. Esponjosa (15 cm): porção mais longa, móvel e dilatada da uretra. Atravessa o corpo esponjoso do pênis e recebe conteúdo das glândulas bulbouretrais. Alarga-se na fossa navicular (localizada na glande do pênis)

Pênis

Consiste no órgão mascuilino responsável pela cópula. É atravessado pela uretra e fornece via de saída comum para a urina e para o sêmen. 

É formado por três corpos cilíndricos de tecido erétil: dois corpos cavernosos (dorsalmente) e um corpo esponjoso (ventralmente).

Saiba mais sobre a anatomia do pênis (intersecção com o resumo já produzido)

FONTE: Moore – Anatomia Orientada para a Clínica – 2018

Escroto

Consiste em um saco fibromuscular, revestido por tecido cutâneo fino que reveste e protege os testículos e as estruturas a ele associadas. Localiza-se posteroinferiormente ao pênis e abaixo da sínfise púbica. 

Mantém uma rafe mediana que remonta a formação embrionária bilateral, sendo contínua com a rafe do pênis e a rafe do períneo.

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Referências:

  • Moore, Keith L. Anatomia orientada para a clínica / Keith L. Moore, Arthur F. Dalley, Anne M. R. Agur ; tradução Claudia Lúcia Caetano de Araújo. – 8. ed. – Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2019. : il. Tradução de: Clinically oriented anatomy – ISBN 978-85-277-3459-2
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