Trauma Abdominal: resumo e mapa mental | Ligas

Introdução: A lesão abdominal não reconhecida é uma das principais causas de morte evitável nos pacientes com trauma. Tais mortes são resultado da perda massiva de sangue por lesões penetrantes ou fechadas e no sistema pré-hospitalar essa dificuldade se dá devido aos recursos diagnósticos limitados. Nesse sentido, o PHTLS 9ª edição adota que qualquer paciente com choque de origem desconhecida após sofrer um trauma no tronco deve ser considerado como portador de hemorragia intra-abdominal até que se prove o contrário, posto que os sinais e sintomas costumam ser tardios e difíceis de identificar, sobretudo, em pacientes com nível de consciência alterado por álcool, drogas ou lesão cerebral traumática (LCT). Nesse sentido, a preocupação imediata diante de uma situação de trauma abdominal é reconhecer a probabilidade da lesão, tratar os achados clínicos e transportar rapidamente para a unidade de saúde apropriada. Noções anatômicas: Figura 11-5. PHTLS. 9º ED. Para avaliar o paciente, o abdome é dividido inicialmente em 4 quadrantes, traçando-se duas linhas imaginárias: uma medial, entre a ponta do apêndice xifoide até a sínfise púbica, e a outra perpendicular a essa no nível do umbigo. Importante salientar que o conhecimento dos pontos de referência anatômica é importante por haver correlação entre a localização do órgão e a resposta da dor. Nesse sentido, o quadrante superior direito inclui o fígado e a vesícula biliar; o quadrante superior esquerdo contém o baço e o estômago; e os quadrantes inferiores direito e esquerdo contém, principalmente, intestinos, ureteres distais e, nas mulheres, ovários. Somado a isso, dividir os órgãos abdominais em vísceras ocas, sólidos e vasculares (vasos sanguíneos) ajuda a explicar as manifestações das lesões nessas estruturas. Nessa perspectiva, quando um paciente sofre lesão, os órgãos sólidos

LAEPH

7 min há 28 dias

Escabiose na APS: Resumo com mapa mental | Ligas

As dermatozoonoses, ou dermatoses parasitárias, como a escabiose, são doenças produzidas por agentes que parasitam a pele humana. Além de altamente prevalentes, percebe-se a necessidade da valorização dessas afecções como problema de saúde pública pelos médicos de família e comunidade, assim como os demais membros da equipe e gestores, na aplicação de estratégias de diagnóstico e tratamento eficazes e em políticas sanitárias adequadas Definição A escabiose é uma dermatose pruriginosa causada pelo chamado ácaro da sarna humana (Sarcoptes Scabiei da variação hominis). Sendo, então, uma infestação cutânea parasitária e consiste em uma erupção cutânea intensamente pruriginosa, com um padrão de distribuição característico. Embora já fosse identificada como doença negligenciada, a escabiose foi adicionada à lista da Organização Mundial da Saúde (OMS) como doenças tropicais negligenciadas apenas em outubro de 2013. A sarna crostosa, ou escabiose norueguesa, é uma forma rara, grave e altamente contagiosa de infecção causada pelo mesmo ectoparasita da escabiose, mas caracterizada por intensa infestação, com grande número de parasitas na pele. É observada em pessoas com deficiência no sistema imunológico, principalmente na resposta imune mediada por células, incluindo aqueles com diabetes ou portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV) com infecções, pessoas desnutridas, idosos e pessoas institucionalizadas. Ela também pode ocorrer durante o tratamento da hanseníase reacional, uma vez que pode haver imunossupressão devido ao uso de corticoide, ou em outras situações semelhantes. Epidemiologia A prevalência mundial foi estimada em 300 milhões de casos, apresentando uma distribuição mundial, com uma prevalência e incidência muito variáveis, sendo endêmica em países subdesenvolvidos.4 Esta parasitose ocorre em ambos os sexos, em todas as idades e raças e em todos os níveis socioeconômicos. Os surtos epidêmicos realizam-se ciclicamente, a cada 15

Resumo: Doença de Parkinson | Ligas

A Doença de Parkinson (DP) primária ou idiopática é uma patologia neurodegenerativa progressiva, afetando a faixa etária de adultos jovens e idosos. Essa doença neurológica progressiva e crônica do sistema nervoso é caracterizada pela perda dos neurônios dopaminérgicos da parte compacta da substância negra, situada nos núcleos da base. E que, por sua vez, além de apresentar sintomas não motores como sinais não motores e sintomas motores que podem ser incapacitantes como bradicinesia, rigidez, tremor de repouso e instabilidade posturais. Epidemiologia A Doença de Parkinson  é a segunda doença neurodegenerativa mais comum no mundo, ficando atrás apenas da doença de Alzheimer, tem prevalência  em países industrializados varia entre 0-3% de toda a população e entre pessoas acima de 60 anos é de aproximadamente 1%. A prevalência variou entre 167-5.703 casos por 100.000 em relação a grupos de pessoas acima de 60 anos. Em relação à população em geral a prevalência variou entre 31-970 casos por 100.000, as taxas de incidência notificadas da doença são de 16-19 casos por 100.000 pessoas/ano. A incidência aumenta após os 60 anos, e estudos feitos somente com essa população relata uma incidência de 410-529 casos por 100.000 pessoas/ano, podendo ter um declínio nas faixas etárias próximas aos 80 anos, o que pode ser explicado pela dificuldade dos indivíduos serem diagnosticados corretamente devido às comorbidades. Calcula-se que o índice de envelhecimento, ou seja, a relação existente entre idosos e a população de jovens do Brasil, passe de 34,05% em 2015 para 206,16% em 2060, assim essas doenças serão mais visíveis. Fatores de risco Fatores genéticos, neurotoxinas ambientais, estresse oxidativo, anormalidades mitocondriais e excitotoxicidade. Fisiopatologia Os núcleos da base são responsáveis pela contração

Como estudar Medicina com fluxos e mapas mentais?

Um tema recorrente dentre os estudantes de Medicina é metodologia de estudo. Ou seja, os estudantes sempre estão buscando e conhecendo técnicas e ferramentas para estudar Medicina da melhor forma possível. Dentre essas diferentes metodologias, está o estudo por mapas mentais e o estudo por fluxogramas. Essas importantes ferramentas podem aumentar a retenção do conteúdo e facilitar o seu entendimento. Mas elas precisam ser bem utilizadas para que você tire o melhor delas. Você já teve que fazer um mapa mental para uma avaliação e sente que não aprendeu? Tem acesso a vários fluxogramas e não sabe como aproveita-los corretamente? Então esse texto é pra você, presta atenção nessas dicas. Como estudar Medicina por mapas mentais? Acesse mapas como esse aqui! O que é um mapa mental? Essa ferramenta consiste em criar conexões entre tópicos de um determinado assunto. Trazendo, assim, informações objetivas para facilitar a construção de uma linha de raciocínio do conteúdo. Mas o que isso significa na prática? Significa que ao estudar por mapas mentais você compartimentaliza o conteúdo na sua cabeça através de termos chave. Assim, ao consultar rapidamente o mapa você consegue lembrar mais facilmente do conteúdo estudado. Então, como estudar corretamente por mapas mentais e aproveitar dessa fixação do conteúdo? Primeiramente, é preciso distinguir o estudo construindo um mapa ou com um mapa já existente. Para quem está tendo contato com um assunto pela primeira vez, o ideal é criar o seu próprio mapa. Assim, você estuda o conteúdo pelo livro e então vai fazendo o seu mapa mental com os principais termos do assunto. Nós já falamos muito sobre como criar um mapa mental nesse outro post.

Carreira Médica

3 min há 271 dias

Resumo de Anemias | Ligas

Definição: Número reduzido de glóbulos vermelhos circulantes (ou seja, uma massa reduzida de glóbulos vermelhos). Principais causas: Deficiência de ferro (29%), doença crônica (27,5%), hemólise (17,5%), sangramento agudo (17,5%) e outras (9%). Principais sinais e sintomas: Fadiga, fraqueza, palidez cutâneo mucosa, dispneia, palpitações, tontura, hipotensão postural, cefaleia, fraqueza muscular, problemas cognitivos, outros. Pontos importantes a serem abordados na anamnese: Duração dos sintomas, idade de início. História familiar, História ocupacional e hábitos domésticos. Hábitos sociais, as viagens às áreas endêmicas de malária ou de outros agentes infecciosos e a história de consumo de drogas. Dieta , assim como o hábito intestinal. Perdas sanguíneas pela menstruação e a história gestacional nas mulheres. Sangramentos gastrintestinais em todos os pacientes devem ser cuidadosamente averiguados. Coloração da urina (ver se há hemólise intravascular). Exame físico: – Icterícia: sugere hemólise ou eritropoese ineficiente;Ausência ou redução de papilas linguais (língua lisa): sugere deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico;Quelite angular e alterações das unhas (coiloníquia): ocorrem na anemia ferropênica de longa duração;Úlceras de perna em jovens: características das anemias hemolíticas constitucionais;Palpação do fígado, do baço e dos linfonodos: pesquisa de infecção, linfoma, leucemias ou tumores metastáticos. Exames laboratoriais: Hemograma (Hemoglobina, Hematócrito, Contagem de eritrócitos, HCM, VCM, CHCM, contagem de reticulócitos), RDW, e a presença de eventuais alterações morfológicas que, por si só, podem sugerir o diagnóstico. Classificação Morfológica: Baseia-se nos índices hematimétricos. Microcíticas (VCM < 80 fl);Macrocíticas (VCM > 95 fl);Normocíticas (VCM 80 a 95 fl).Hipocrômica (HCM <28 g/dl)Normocrômica (HCM 28 – 34 g/dl)Hipercrômica (HCM > 34 g/dl) Classificação quanto à patogenia:

SIMULI

1 min há 356 dias

Mapas Mentais de Medicina: Como criá-los?

Se você é estudante de Medicina, é bem provável que você já tenha se deparado com um mapa mental. Essa ferramenta está se tornando cada vez mais popular. Isso porque é uma boa forma de manter os assuntos estudados frescos na memória e fáceis de revisar. Portanto, é interessante você aprender a criar os seus próprios mapas mentais de Medicina. Primeiramente, é importante destacar que nenhum passo a passo está certo ou errado. O que vamos trazer nessa lista são dicas que podem facilitar o seu trabalho de confeccionar os mapas. Também trazemos sugestões de elementos que não podem faltar. Então vamos lá! Selecione apenas termos chave para seus mapas mentais de Medicina Quando estamos falando de mapas mentais, ser suscinto é a chave para a perfeição. Ou seja, nada de colocar frases grandes ou de exagerar na quantidade de assunto. Claro que muitos assuntos são extensos, mas fazer um mapa mental poluído invalida seus benefícios, tornando-o pouco prático e nada visualmente atrativo. Então, esteja você fazendo um fluxograma de conduta, uma prescrição ou resumindo uma patologia, escolha com cuidado o conteúdo do seu mapa. Procure usar palavras e expressões, evite frases. Tudo isso aumenta a efetividade do seu mapa mental de servir como um bom resumo do assunto. Utilize cores, formas ou imagens Através dos mapas mentais, os estudantes conseguem visualizar os principais tópicos de um determinado assunto. O diferencial é esquematiza-lo uma forma resumida e harmônica, certo? Para otimizar a fixação do conteúdo por meio da memória visual, é interessante caprichar no design do seu mapa. Nesse sentido, você pode escolher uma paleta de cores que te agrada para colorir os elementos do seu mapa

Carreira Médica

3 min há 357 dias
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