As técnicas de Anestesia podem ser classificadas levando em consideração o local de atuação dos fármacos: geral, regional e local.
Confira cada uma delas logo abaixo. Bons estudos!
Técnicas de Anestesia Geral
Anestesia geral é um estado de depressão geral do sistema nervoso central que envolve hipnose, analgesia, supressão da atividade reflexa e relaxamento dos músculos voluntários por meio de fármacos de atuação cortical.
Nesse tipo de cirurgia é necessário realizar desnitrogenização com a utilização de O2 à 100% por aproximadamente 5 minutos a fim de aumentar o tempo de apneia do paciente, permitindo assim intubação do mesmo com pouca variação da saturação de O2 do mesmo, evitando possíveis complicações pelo tempo de apneia.
A anestesia geral baseia-se na:
- Hipnose;
- Analgesia;
- Relaxamento muscular;
- Estabilidade hemodinâmica e neurovegetativa.
O objetivo de toda anestesia geral é permitir o procedimento cirúrgico ou diagnóstico, sem promover qualquer dano ou lesão ao paciente.
A anestesia geral apresenta três fases:
- indução, que pode ser venosa ou inalatória;
- manutenção, que pode ser por bomba de infusão ou também inalatória dependendo do tipo de cirurgia;
- e recuperação, que ocorre após a cirurgia e tem relação direta com o tempo de meia-vida e excreção de cada fármaco utilizado.
Técnicas de Anestesia Local
Na anestesia local, a atuação dos fármacos é direcionada aos receptores de dor no local em que se necessita trabalhar e nos nervos superficiais, sendo utilizada por inúmeras especialidades além da Anestesiologia, principalmente em ambientes de pronto socorro.
Esse procedimento é comumente feito com a injeção de anestésico local em pele e tecidos subcutâneo, mas também há em formas de patch, spray, ou gel, dependendo da área de atuação e necessidade.

Técnicas de Anestesia Regional
As anestesias regionais são voltadas para atingir determinadas fibras nervosas, bloqueando a dor em uma região especifica do corpo, como perna, braço, rosto ou, até mesmo no abdome.
As principais anestesias regionais são a Peridural, a Subaraquinodea e o Bloqueio de plexos nervosos: braquial, caudal, lombar ou de ramos de nervos periféricos.
Anestesia Peridual
Na anestesia Peridural, o anestésico é injetado na região peridural, inserindo a agulha até encostar na dura-máter, mas sem furá-la.
Nesse local, exerce-se uma pressão negativa, criando um espaço virtual, no qual se injeta o anestésico, levando a anestesia da região abdominal, pélvica e membros inferiores.
Anestesia Subaracnóidea ou Raquianestesia
A anestesia subaracnóidea ou raquianestesia, a agulha é introduzida no espaço subaracnóide, aonde se encontra o liquor cefalorraquidiano, no qual se injeta o anestésico local adicionado ou não de adjuvantes como opioides, resultando em bloqueio motor e anestésico e sensitivo na região abdominal, pelve e membros inferiores.
Bloqueio de plexos nervosos
O bloqueio de plexo ou de nervos periféricos permitem a analgesia de uma determinada região especifica do corpo.
O Bloqueio de plexo braquial bloqueia as fibras nervosas de C4 a T1, anestesiando do ombro até ponta dos dedos da mão. O anestésico é injetado na saída das raízes nervosas ou do tronco nervoso.
Nos últimos anos a ultrassonografia vem sendo utilizada para identificar estas raízes e direcionar corretamente a agulha, evitando lesões nervosas ou injeção intravascular acidental, de modo a diminuir qualquer tipo de intercorrência.
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