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Acesso venoso central: anatomia e vias de punção

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O Acesso Venoso Central está entre os procedimentos mais comumente realizados em UTI, sendo responsável por cerca de cinco milhões de punções anuais nos Estados Unidos.

O que é o Acesso Venoso Central?

Consiste na inserção de um cateter por uma veia calibrosa central e o posicionamento de sua extremidade na veia cava superior ou átrio direito.

O USG pode ser usado como guia para punção e prevenção de complicações importantes.

Após o posicionamento, é de grande importância a realização de um radiografia de tórax, a qual possibilita o diagnóstico de possíveis complicações.

A partir daí, várias condutas terapêuticas podem ser tomadas no manejo do paciente grave.

Indicações do Acesso Venoso Central

Contraindicações do Acesso Venoso Central

Absolutas

  • Infecção no sítio de punção
  • Distorção da anatomia local (lesão vascular, cirurgia prévia e histórico de radiação)
  • Trombose da veia selecionada

Relativas

  • Coagulopatias
  • DPOC (punção da veia subclávia)

Anatomia

As veias centrais que podem ser utilizadas para inserção dos cateteres são a veia jugular interna (VJI), a veia subclávia (VSC) e a veia femoral comum (VFC).

  • Veia jugular interna: anterolateralmente à artéria carótida interna. Sua porção distal está localizada no Triângulo de Sedillot, formado pela clavícula e as cabeças anterior e posterior do ECOM.
  • Veia subclávia: anteroinferiormente à artéria subclávia. Em quase todo seu trajeto, localiza-se posteriormente à clavícula em sua borda inferior.
Conhecer a anatomia das veias jugular interna e subclávia é de grande importância par ao acesso venoso central
Figura 1: Anatomia das veias jugular interna e subclávia para o acesso venoso central. Fonte: Procedimentos em Emergências FMUPS, 2016.
  • Veia femoral comum: está localizada no triângulo femoral, formado pelo ligamento inguinal, o músculo sartório e o músculo adutor longo da coxa. Também está medialmente à art´éria femoral comum.
Conhecer a anatomia da veia femoral é de grande importância para o acesso venoso central.
Figura 2: Anatomia da veia femoral para o acesso venoso central. Fonte: Procedimentos em Emergências FMUPS, 2016.

Referencias anatômicos para a punção

Veia Jugular Interna

A VJI pode ser puncionada pela via anterior ou posterior. Na via anterior, a inserção da agulha deve ocorrer imediatamente abaixo ao ápice do triângulo de Sedillot e lateralmente ao pulso carotídeo.

A angulação deve ser de 30 a 45º, e a agulha apontada para o mamilo ipsilateral.

Referenciais anatômicos para acesso a VJI no acesso venoso central
Figura 3: Referenciais anatômicos para punção da VJI pela via anterior. Fonte: Procedimentos em Emergências FMUPS, 2016.

Pela via posterior, a inserção ocorre imediatamente acima do cruzamento entre a veia jugular externa e a borda posterior do músculo ECOM.

A angulação também é mesma, porém, a agulha deverá estar apontada para a fúrcula esternal.

Referenciais anatômicos para acesso a VJI no acesso venoso central
Figura 4: Referenciais anatômicos para punção da VJI pela via posterior. Disponível em: https://bit.ly/3o3QvAU

Veia Subclávia

A inserção deve ser feita rente à borda inferior da clavícula na interseção entre o terço medial e médio.

A angulação deve ser de 30 a 45º, com a agulha apontada para a fúrcula esternal.

Referenciais anatômicos para acesso a VSC no acesso venoso central
Figura 5: Referenciais anatômicos para punção da veia subclávia. Disponível em: https://bit.ly/3o3QvAU

Veia Femoral Comum

A punção deve ocorrer de 1 a 2 cm abaixo do ligamento inguinal e medial à artéria femoral.

A angulação da agulha, nesse caso, é de 20º a 30º.

A punção da VFM por sua via posterior no acesso venoso central
Figura 6: Referenciais anatômicos para punção da veia femoral.

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Perguntas Frequentes:

1 – O que é acesso venoso central?

É o procedimento que consiste na inserção de um cateter por uma veia calibrosa central e o posicionamento de sua extremidade na veia cava superior ou átrio direito.

2 – Quais as principais indicações para esse procedimento?

Nutrição parenteral, monitorização hemodinâmica invasiva, passagem de cateter para hemodiálise ou cateter de artéria pulmonar, administração de medicações flebotóxicas ou impossibilidade de obtenção de acesso venoso periférico.

3 – Quais as principais contraindicações para esse procedimento?

Infecção no local escolhido, distorções na anatomia local ou trombose da veia escolhida.

Referências

  • Procedimentos em Emergência FMUSP, 2016.
  • Betina Luiza Schwan. Acesso Venoso Central. Disponível em: .
  • Revista Brasileira de Terapia Intensiva. Acessos Venosos Centrais e Arteriais Periféricos – Aspectos Técnicos e Práticos. Volume 15, n° 2.

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