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Conteúdo médico de Cirurgia pediátrica

Atresia de vias biliares

INTRODUÇÃO:  A atresia de vias biliares é uma doença fibro-obliterativa progressiva e idiopática da árvore biliar extra-hepática, que se apresenta com obstrução biliar exclusivamente no período neonatal. Embora a incidência geral seja baixa (aproximadamente 1 em 10.000 a 20.000 nascidos vivos), a atresia biliar (AB) é a causa mais comum de icterícia neonatal para a qual a cirurgia é indicada e a indicação mais comum para transplante de fígado em crianças. A icterícia por predomínio da bilirrubina indireta (BI) em recém-nascidos (RN) é comum e, na maioria das vezes, fisiológica; entretanto, o aumento da bilirrubina direta (BD) traduz a presença de doença hepatocelular ou biliar e necessita de exploração clínica urgente. Nesses casos, o esclarecimento precoce do diagnóstico etiológico e a instituição do tratamento adequado exercem influência decisiva na sobrevida e na qualidade de vida de muitos pacientes. Sendo assim, pode-se considerar a colestase neonatal uma urgência em gastroenterologia pediátrica. Colestase é o termo utilizado para descrever os estados patológicos que cursam com a redução do fluxo biliar, por alterações anatômicas ou funcionais do sistema biliar. Consequentemente, os pacientes colestáticos apresentam concentrações séricas elevadas de substâncias que habitualmente são excretadas na bile, como a BD, os sais biliares e o colesterol. Os principais achados clínicos são a icterícia, a hipocolia ou acolia fecal, a colúria, o prurido e os xantomas; e os laboratoriais são o aumento sérico dos sais biliares, do colesterol e da BD. A frequência da colestase neonatal é difícil de ser avaliada, situando-se por volta de 1:2.500 nascidos vivos, e seu diagnóstico diferencial inclui um grande número de doenças. SE LIGA! Como a icterícia é comumente observada nos RN (60 a 80% dos RN apresentam icterícia na primeira semana de vida), não é raro que este seja um sinal pouco valorizado nessa faixa etária, o que contribui

SanarFlix

3 minhá 553 dias

Cirurgia Pediátrica: residência, áreas de atuação, rotina e mais!

Uma criança não é um adulto em miniatura — ela apresenta doenças específicas que demandam cuidados diferentes dos oferecidos aos adultos. É por isso que existem as especialidades de pediatria e cirurgia pediátrica. Uma frase muito utilizada pelos profissionais da área é que “um adulto pode ser seguramente tratado como uma criança, mas o contrário pode ser desastroso”. A cirurgia pediátrica é a especialidade médica responsável pelo tratamento cirúrgico de doenças que acometem pacientes desde o período fetal até o início da vida adulta. No Brasil, existem 1.378 cirurgiões pediátricos, de acordo os dados do Conselho Federal de Medicina (CFM). 71% desses profissionais estão nas regiões Sudeste e Sul do país, enquanto o restante se divide entre Nordeste (15,7%), Centro-Oeste (9,1%) e Norte (3,9%). Neste post, você vai conhecer a rotina da especialidade, saber mais sobre o mercado de trabalho e entender como funciona a residência médica em cirurgia pediátrica. Acompanhe!                                   O especialista e sua rotina A cirurgia pediátrica é considerada a cirurgia geral da criança. Por isso, é uma especialidade muito abrangente e dinâmica. O seu escopo começa desde a vida fetal do paciente e vai até a adolescência. Um exemplo disso são as patologias pré-natais, detectadas cada vez precocemente com as novas tecnologias em exames de imagem, e as doenças que podem ser desenvolvidas na juventude, como um caso de apendicite ou intussuscepção intestinal.  O cirurgião pediátrico é o profissional indicado para avaliar sintomas potencialmente decorrentes de patologias cirúrgicas, como dores abdominais e malformações. Por isso, em sua rotina, há grande interação com médicos pediatras, que solicitam consultas para melhorar

Sanar Residência Médica

4 minhá 576 dias
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