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Brasil bate 2 mil mortes em 24 horas. Entenda o que os números dizem sobre o avanço da COVID-19

Brasil bate 2 mil mortes em 24 horas. Entenda o que os números dizem sobre o avanço da COVID-19

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Sanar

4 minhá 37 dias

Há um ano do início da pandemia, o Brasil ultrapassa a assustadora marca de 2 mil mortes diárias. Na última quarta-feira (10/03), foram registradas 2.349 vidas perdidas em 24 horas, o que evidencia o avanço da COVID-19.

Já são 270.917 vítimas fatais contabilizadas, e a média móvel em sete dias bateu o recorde de 1.645 óbitos, com alta de 43% em relação ao período anterior. É a primeira vez que a média de mortes no Brasil ultrapassou a dos Estados Unidos, país com maior número absoluto de casos e vítimas fatais.

Como mostra a ferramenta da Universidade de Oxford Our Wolrd in Data, que traz dados atualizados sobre o avanço da COVID-19 no mundo, apenas quatro países registraram mais de duas mil mortes diárias, em diferentes contextos e momentos da pandemia.

Dados represados X avanço da COVID-19 desenfreado

Os Estados Unidos foi o caso mais emblemático, com impressionantes 4.465 vidas perdidas em 12 de janeiro de 2021. Na Índia foram 2.003 mortes em 16 de junho de 2020. O México chegou a 3.050 mortes em 5 de fevereiro de 2021 e a Argentina registrou 3.351 óbitos em 1º de outubro de 2020.

Mas há uma diferença importante apontada pelo G1. Enquanto Índia, México e Argentina viram seus números explodirem após a divulgação de dados represados, Estados Unidos e Brasil apresentaram curva com altas consistentes.

Isso revela que os picos de mortes têm relação direta com o impacto do SARS-CoV-2 em países populosos que não conseguiram frear a transmissão da COVID-19 durante longos períodos.

Proporção populacional

Os números absolutos de mortes diárias não traduzem o impacto proporcional da pandemia em cada país, pois, para isso, é preciso considerar o dado em relação ao total de habitantes e de disparidades regionais.

Assim, Reino Unido e Alemanha são apontados pelo Our World in Data como os mais prejudicados pela pandemia da COVID-19, com 26,9 mortes por milhão e 20,7 mortes por milhão em janeiro de 2021, respectivamente. Itália ocupa a terceira posição do ranking, com 16,42 mortes por milhão em dezembro de 2020.

Já Estados Unidos e Brasil aparecem em 4º e 5º lugar, com 13,49 mortes por milhão em 12 de janeiro de 2021 e 11,05 mortes por milhão em 10 de março de 2021.

A vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai, disse ao G1 que mesmo sem ocuparmos os pontos mais altos do ranking, as projeções para o futuro do Brasil são muito duras, especialmente por causa da variante do novo coronavírus originada em Manaus.

“O Reino Unido viveu a sua pior fase com a sua nova variante. O Brasil está só começando com a nova variante, a gente está só vendo o início do que pode ser. Pode parecer que morre menos (pacientes da Covid) no Brasil do que no Reino Unido. Mas qual foi a proporção no Amazonas, e no Rio Grande do Sul?”, disse, enfatizando que o país se aproxima de uma “catástrofe nacional”.

Um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontou que a mutação presente na variante brasileira está na maioria dos casos em seis de oito estados analisados.

Além disso, dados do Ministério da Saúde contabilizados até 20 de fevereiro, indicam que ao menos quatro estados brasileiros já tinham identificado a circulação da variante britânica B.1.1.7, que cientistas já consideram ser, em média, 64% mais letal.

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