Residência Médica nos EUA: como é o processo?

Residência Médica nos EUA: como é o processo?

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Carreira Médica
5 min456 days ago

Como é o processo seletivo para residência nos estados unidos?

Muitos brasileiros possuem o sonho de fazer a residência nos Estados Unidos, mas na prática, poucos conseguem realizá-lo. Seja por não se sentir preparado, o grande investimento financeiro ou mesmo não saber como é o processo para tal. Por isso, hoje resolvemos esclarecer algumas dúvidas sobre o processo seletivo para cursar a residência médica nos EUA.

Por que fazer residência nos EUA?

Muitos expressam o seu descontentamento com a qualidade da saúde no Brasil. Muitas vezes, o exercício da medicina é barrado por questões de políticas públicas e eleitorais. 

Dessa forma, muito buscam países mais desenvolvidos para exercer uma medicina de melhor qualidade. Nos EUA, a organização e regulamentação da prática da medicina são rigorosamente estruturadas e existe um órgão que faz a fiscalização detalhada dos programas de residência.

Os estudantes têm uma participação ativa nos processos de avaliação e acreditação, e constantemente se averiguar a satisfação e qualidade do ensino e estrutura oferecidos pelos programas. Bem diferente do Brasil, não é mesmo?

Como funciona o processo seletivo?

Primeiramente, vai exigir estudo, tempo e dedicação, como para ingressar em qualquer programa de residência qualificado. Considerando o alto custo e o tempo investido, tenha certeza antes que é o que realmente deseja.

A melhor maneira de confirmar isso é passando algum tempo em uma instituição de ensino no país e vendo o dia-a-dia dos residentes. Seguro de que é isso que deseja? Certo!

A segunda coisa que você tem que ter em mente é que o diploma de um médico estrangeiro vai pesar menos do que o de um médico dos EUA. Por isso, você precisa se sair bem nos outros requisitos.

Um dos fatores que mais conta pontos são as recomendações dos seus mentores, por isso, repetimos: visite programas de residência no país, demonstre experiência e faça contatos.

Cada programa aceita três cartas de recomendações e uma obrigatoriamente tem que ser do diretor da faculdade de graduação do candidato.

Pesquisa e publicações também são um grande diferencial, e para alguns programas é requisito obrigatório. O candidato também precisa escrever uma carta onde descreve os motivos que o levaram a escolher a carreira médica e seus planos futuros.

Como são as provas?

Os médicos estrangeiros fazem a mesma prova que os que moram no país. Se chama Steps e é dividido em 3 fases:

  1. Step 1: Avalia o conhecimento das áreas básicas aplicados a clínica. Trata-se de uma prova com cerca de 300 questões de múltiplas escolhas, respondidas em um computador e que pode ser feita em locais credenciados. No Brasil, pode ser feito em: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. A maior parte das questões tem foco em patologia e fisiologia, mas todas as áreas são avaliadas. Dentre todas as provas é a que carrega mais peso.
  2. Step 2: Essa prova é dividida em 2 partes: Clinical Knowledge (CK) e Clinical Skills (CS). As duas são agendadas separadamente. O conteúdo teórico dessa prova é bem parecido com os de residência do Brasil, porém com 340 questões. Na parte prática se realiza 12 atendimentos do tipo primeira consulta, e o candidato é avaliado no seu conhecimento, profissionalismo e ética. Essa prova é obrigatoriamente realizada nos EUA.
  3. Step 3: Inclui casos que refletem situações rotineiras no dia a dia de um médico generalista. Fornece uma avaliação final aos médicos que ingressam na prestação de cuidados sem supervisão de preceptores. Não é necessário ser aprovado nessa prova para ter o certificado do ECFMG (equivalente à validação do diploma médico), porém é preciso dela para o título de residência. Assim, os candidatos com o visto J1 (a maioria) podem fazer a prova durante a residência. Já os com visto H1, precisam ter feito essa prova antes de ingressar na residência. Existem vários livros e bancos de questões para se preparar para as provas. Os estrangeiros costumam ter notas muito boas para se tornarem candidatos mais competitivos.

Certo e agora?

Depois de passar por todas essas fases, o candidato vai se participar do Match. Neste, o participante seleciona os programas que ele mais tem interesse em cursar. Os programas que se interessarem por ele vão convidá-lo para uma entrevista. O candidato pode aplicar para mais de uma especialidade ao mesmo tempo.

Uma vez terminado o período de entrevistas, os candidatos e os programas criarão no website do match, o seu ranking de preferência, que irão ser cruzados. Em uma data estipulada conhecida como Match Day, o resultado desse cruzamento sai, indicando onde cada candidato foi selecionado. Aqueles candidatos que não foram selecionados têm a chance de aplicar para os programas que não tiveram todas as vagas preenchidas.

Quer saber mais?

Ouça o SanarCast #05 “A Residência Médica nos EUA” para te ajudar a compreender um pouco melhor sobre todo esse processo. 

Animou? O processo pode ser cansativo e custoso, porém, certamente é muito gratificante. Poder exercer a medicina com a tecnologia de ponta que a maioria das instituições americanas fornecem deve ser animador.

Caso tenham interesse em saber mais sobre a rotina do residente nos EUA, fala pra gente! Podemos fazer um post só sobre isso para vocês!

Até a próxima.

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Paciente do sexo feminino, 65 anos, com nódulo na tireoide identificado em exame físico, com 2,0 cm de diâmetro, endurecido, em lobo esquerdo. Realizada ultrassonografia da glândula tireoide, caracterizando nódulo sólido de 2,0 cm em lobo esquerdo e nódulo de 1 cm no lobo direito, e com laudo final de "bócio multinodular". A melhor conduta seria:

A
observação clínica.
B
tratamento com tiroxina em doses supressivas.
C
tomografia computadorizada para confirmar multinodularidade.
D
exame citológico de material obtido por punção biópsia aspirativa por agulha fina.
E
radioiodoterapia.
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