Residência Médica

Como é o processo seletivo para residência nos estados unidos?


Como é o processo seletivo para residência nos estados unidos?

Muitos brasileiros possuem o sonho de fazer a residência nos Estados Unidos, mas na prática, poucos conseguem realizá-lo. Seja por não se sentir preparado, o grande investimento financeiro ou mesmo não saber como é o processo para tal. Por isso, hoje resolvemos esclarecer algumas dúvidas sobre o processo seletivo para cursar a residência médica nos EUA.

Por que fazer residência nos EUA?
Muitos expressam o seu descontentamento com a qualidade da saúde no Brasil. Muitas vezes, o exercício da medicina é barrado por questões de políticas públicas e eleitorais. 

Dessa forma, muito buscam países mais desenvolvidos para exercer uma medicina de melhor qualidade. Nos EUA, a organização e regulamentação da prática da medicina são rigorosamente estruturadas e existe um órgão que faz a fiscalização detalhada dos programas de residência. Os estudantes têm uma participação ativa nos processos de avaliação e acreditação, e constantemente se averiguar a satisfação e qualidade do ensino e estrutura oferecidos pelos programas. Bem diferente do Brasil, não é mesmo?

Como funciona o processo seletivo?
Primeiramente, vai exigir estudo, tempo e dedicação, como para ingressar em qualquer programa de residência qualificado. Considerando o alto custo e o tempo investido, tenha certeza antes que é o que realmente deseja. A melhor maneira de confirmar isso é passando algum tempo em uma instituição de ensino no país e vendo o dia-a-dia dos residentes. Seguro de que é isso que deseja? Certo!

A segunda coisa que você tem que ter em mente é que o diploma de um médico estrangeiro vai pesar menos do que o de um médico dos EUA. Por isso, você precisa se sair bem nos outros requisitos. Um dos fatores que mais conta pontos são as recomendações dos seus mentores, por isso, repetimos: visite programas de residência no país, demonstre experiência e faça contatos. Cada programa aceita três cartas de recomendações e uma obrigatoriamente tem que ser do diretor da faculdade de graduação do candidato.

Pesquisa e publicações também são um grande diferencial, e para alguns programas é requisito obrigatório. O candidato também precisa escrever uma carta onde descreve os motivos que o levaram a escolher a carreira médica e seus planos futuros.

Como são as provas?

Os médicos estrangeiros fazem a mesma prova que os que moram no país. Se chama Steps e é dividido em 3 fases:

Step 1: Avalia o conhecimento das áreas básicas aplicados a clínica. Trata-se de uma prova com cerca de 300 questões de múltiplas escolhas, respondidas em um computador e que pode ser feita em locais credenciados. No Brasil, pode ser feito em: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. A maior parte das questões tem foco em patologia e fisiologia, mas todas as áreas são avaliadas. Dentre todas as provas é a que carrega mais peso.

Step 2: Essa prova é dividida em 2 partes: Clinical Knowledge (CK) e Clinical Skills (CS). As duas são agendadas separadamente. O conteúdo teórico dessa prova é bem parecido com os de residência do Brasil, porém com 340 questões. Na parte prática se realiza 12 atendimentos do tipo primeira consulta, e o candidato é avaliado no seu conhecimento, profissionalismo e ética. Essa prova é obrigatoriamente realizada nos EUA.

Step 3: Inclui casos que refletem situações rotineiras no dia a dia de um médico generalista. Fornece uma avaliação final aos médicos que ingressam na prestação de cuidados sem supervisão de preceptores. Não é necessário ser aprovado nessa prova para ter o certificado do ECFMG (equivalente à validação do diploma médico), porém é preciso dela para o título de residência. Assim, os candidatos com o visto J1 (a maioria) podem fazer a prova durante a residência. Já os com visto H1, precisam ter feito essa prova antes de ingressar na residência. Existem vários livros e bancos de questões para se preparar para as provas. Os estrangeiros costumam ter notas muito boas para se tornarem candidatos mais competitivos.

Certo e agora?
Depois de passar por todas essas fases, o candidato vai se participar do Match. Neste, o participante seleciona os programas que ele mais tem interesse em cursar. Os programas que se interessarem por ele vão convidá-lo para uma entrevista. O candidato pode aplicar para mais de uma especialidade ao mesmo tempo.

Uma vez terminado o período de entrevistas, os candidatos e os programas criarão no website do match, o seu ranking de preferência, que irão ser cruzados. Em uma data estipulada conhecida como Match Day, o resultado desse cruzamento sai, indicando onde cada candidato foi selecionado. Aqueles candidatos que não foram selecionados têm a chance de aplicar para os programas que não tiveram todas as vagas preenchidas.

Animou? O processo pode ser cansativo e custoso, porém, certamente é muito gratificante. Poder exercer a medicina com a tecnologia de ponta que a maioria das instituições americanas fornecem deve ser animador.
Caso tenham interesse em saber mais sobre a rotina do residente nos EUA, fala pra gente! Podemos fazer um post só sobre isso para vocês!

Até a próxima.

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