Residência Médica

Confira questões comentadas da prova do SUS-SP

Confira questões comentadas da prova do SUS-SP

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Veja como são as questões da prova de residência médica do SUS-SP e se prepare melhor para seu processo seletivo.

O processo seletivo de residência médica do SUS-SP é um dos mais concorridos do país. Além de dar acesso às principais instituições de ensino do estado, possui ainda muitas vagas disponíveis e conta com as mais diversas especialidades médicas, tanto de R1 como de subespecialidades. 

Como sabemos que estudar por questões e conhecer a prova que você vai realizar são fundamentais para alcançar a tão sonhada vaga na residência médica, traremos para você como os assuntos são cobrados na prova do SUS-SP. Confira!

Como é a prova de residência médica do SUS-SP?

O processo seletivo do SUS-SP é composto de uma única fase, que consiste na realização de uma prova escrita objetiva

Para as especialidades de acesso direto, essa prova conta com 100 questões, dividida entre as cinco grandes especialidades base da medicina (pediatria, ginecologia e obstetrícia, clínica médica, cirurgia geral e preventiva).

No caso das especialidades que necessitam de pré-requisito, a prova é composta por 50 questões de múltipla escolha. 

Para saber mais sobre a residência médica e o processo seletivo do SUS-SP, confira nosso artigo completo: Residência Médica no SUS SP: edital, assuntos mais cobrados e mais 

Questões comentadas da prova do SUS-SP

Estudar por questões comentadas pode trazer uma série de vantagens e benefícios para o processo de aprendizagem. Entre eles, a fixação de conteúdos, identificação de lacunas no conhecimento, familiarização com o estilo das questões, desenvolvimento de habilidades de raciocínio e resolução de problemas.

Além disso, à medida que você estuda e resolve mais questões comentadas, você se torna mais familiarizado com os conteúdos e com a forma como as perguntas são elaboradas. Isso pode aumentar sua confiança para enfrentar exames e avaliações, reduzindo a ansiedade e melhorando seu desempenho.

Assim, entendendo a importância de ter acesso às questões comentadas, hoje traremos exemplo de uma questão de cada área da medicina do processo seletivo de 2022/2023. 

Questões comentadas de clínica médica da prova do SUS-SP 

(SUS – SP – SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – SUS – SÃO PAULO, 2023)

Um homem de 58 anos de idade, obeso, hipertenso e diabético, em uso de atenolol 25 mg/dia, de hidroclorotiazida 25 mg/dia e de metformina 1.000 mg/dia, comparece a uma consulta de rotina trazendo exame de amostra isolada de urina com microalbuminúria e Holter 24h com bradicardia sinusal, com frequência cardíaca mínima em vigília igual a 45 bpm, assintomático. No momento da consulta, sua frequência cardíaca é 50 bpm. O médico de família indica a troca do atenolol. Com base nesse caso hipotético, assinale a melhor opção de medicamento entre as alternativas apresentadas a seguir.

(A) Anlodipino

(B) Espironolactona

(C) Furosemida

(D) Enalapril

(E) Hidraliza

Resposta comentada

Dica do autor: Em pacientes hipertensos e diabéticos com microalbuminúria, está indicado o tratamento com IECA ou BRA para prevenção da piora da doença renal, já que essas classes reduzem a proteinúria por reduzirem a pressão de filtração intraglomerular (efeito da vasodilatação da arteríola eferente do glomérulo).

  • A: INCORRETA. Embora o Anlodipino seja um fármaco de primeira linha no tratamento da HAS, não há benefício comprovado dessa classe quando há microalbuminúria.
  • B: INCORRETA. Não é de primeira linha, está indicado como quarta droga para HAS resistente.
  • C: INCORRETA. Diurético de alça, que está indicado no tratamento da HAS em pacientes com doença renal crônica avançada e/ou com estados edematosos.
  • D: CORRETA. Enalapril é um IECA. 
  • E: INCORRETA. Vasodilatador arterial direto, não é de primeira linha, nem traria benefícios no caso em questão.

Resposta: alternativa D.

Questões comentadas de cirurgia 

(SUS – SP – SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – SUS – SÃO PAULO, 2023)

Em relação às hérnias inguinocrurais em adultos, julgue os itens a seguir:  I – O tratamento cirúrgico é indicado para homens sintomáticos com hérnia inguinocrural. II – O tratamento cirúrgico é indicado para mulheres não gestantes com hérnia inguinocrural, seja ela sintomática ou assintomática. III – O diagnóstico da hérnia inguinocrural deve ser feito pelo exame clínico.  IV – O ultrassom deve ser o exame inicial em casos em que a história clínica é condizente com hérnia e o seu exame físico é vago. V – Os diagnósticos diferenciais incluem linfonodomegalia, hérnia incisional, hidrocele e pubeíte. 

Assinale a alternativa correta.

(A) Apenas os itens I e III estão certos.

(B) Apenas os itens II e V estão certos.

(C) Apenas os itens I, II e IV estão certos.

(D) Apenas os itens III, IV e V estão certos.

(E) Todos os itens estão certos.

Resposta comentada

Dica do autor: questão sem maiores dificuldades. Um bom resumão sobre hérnias. Vamos ver cada uma das afirmativas.

  • I: CORRETA. Todo homem sintomático com hérnia inguino-femoral deve ser operado. 
  • II: CORRETA. O risco de encarceramento de hérnias em mulheres é maior, portanto, toda mulher, sintomática ou não, deve ser operada. 
  • III: CORRETA. O diagnóstico pode ser feito, sim, pelo exame físico. Exames de imagens ficam para casos em que há dúvida diagnóstica. 
  • IV: CORRETA. O ultrassom é um excelente exame para avaliar a presença de hérnias inguinocrurais e deve ser realizado quando há dúvida diagnóstico. 
  • V: CORRETA. Todos os diagnósticos mencionados são diagnósticos diferenciais. 

Logo, todas as afirmativas são corretas.

Resposta: Alternativa E.

Questões comentadas de pediatria da prova do SUS-SP

(SUS – SP – SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – SUS – SÃO PAULO, 2023)

Assinale a alternativa que apresenta a recomendação de suplementação de ferro para recém-nascidos a termo, com peso adequado para a idade gestacional, em aleitamento materno exclusivo, de acordo com o consenso sobre anemia ferropriva da Sociedade Brasileira de Pediatria.

(A) 2 mg de ferro elementar/kg/dia, iniciando aos 6 meses de vida até os 12 meses, em lactentes sem fator de risco.

(B) 1 mg de ferro elementar/kg/dia, iniciando aos 3 meses de vida até os 2 anos de idade, em lactentes com fator de risco.

(C) 2 mg de ferro elementar/kg/dia, iniciando aos 3 meses de vida até os 2 anos de idade, em lactentes com fator de risco.

(D) 1 mg de ferro elementar/kg/dia, iniciando aos 6 meses de vida até os 12 meses, em lactentes sem fator de risco.

(E) 2 mg de ferro elementar/kg/dia, iniciando aos 3 meses de vida até os 12 meses, em lactentes com fator de risco.

Resposta comentada

Dica do autor: Diversos estudos demonstram que o comprometimento cognitivo e comportamental pode persistir por anos, e até mesmo ser irreversível, mesmo após o tratamento precoce e adequado da anemia ferropriva. Por isso, devemos insistir em medidas profiláticas, como o incentivo ao aleitamento materno exclusivo por 6 meses, a fortificação das farinhas de trigo e de milho e a suplementação profilática de ferro na infância.

O novo consenso de 2021 da Sociedade Brasileira de Pediatria leva em consideração a presença de fatores de risco para indicar a idade de início da profilaxia com ferro. Na ausência de fatores de risco e na presença de aleitamento materno exclusivo, recomenda-se o início da profilaxia com 1 mg/kg/dia de ferro elementar aos 6 meses de vida, devendo ser mantida até os dois anos. 

Já na presença de fatores de risco (como dieta materna pobre em ferro, não suplementação de ferro durante a gestação, clampeamento precoce do cordão umbilical e doença do refluxo gastroesofágico com uso de inibidores da bomba de prótons), recomenda-se o início da suplementação profilática a partir dos três meses de vida, independentemente de o recém-nascido estar ou não em aleitamento materno exclusivo, devendo ser mantida até os 24 meses, com 1 mg/kg/dia de ferro elementar. 

Resposta: alternativa B.

Questões comentadas de  ginecologia e obstetrícia 

(SUS – SP – SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – SUS – SÃO PAULO, 2023)

Em relação a massas anexiais, assinale a alternativa correta.

(A) O exame pélvico bimanual ou a ultrassonografia transvaginal não têm acurácia significativa em mulheres assintomáticas para tumores anexiais benignos ou malignos, doença inflamatória pélvica ou câncer cervical, não sendo, portanto, recomendados como rotina para rastreamento.

(B) O diagnóstico definitivo dos tumores de ovário é citopatológico.

(C) Mulheres na menacme têm grande proporção de lesões malignas dos ovários em relação às lesões benignas.

(D) São importantes fatores de risco para tumores epiteliais malignos dos ovários a menarca tardia e a menopausa precoce.

(E) Mutações dos genes BRCA1 e BRCA2 nada têm a ver com tumores ovarianos, relacionando-se apenas com tumores de mama.

Resposta comentada

Dica do autor: Questão que aborda vários aspetos das lesões ovarianas. Vamos analisar cada uma das alternativas.

  • A: CORRETA. O exame ginecológico bimanual e o USG TV NÃO são exames de rastreamento ginecológico.
  • B: INCORRETA. O diagnóstico definitivo é HISTOpatológico. 
  • C: INCORRETA. Pacientes na menacme tem mais lesões benignas de ovário. A incidência do câncer de ovário aumenta na pós-menopausa. 
  • D: INCORRETA. Quanto maior a vida reprodutiva (e mais ovulações), maior o risco para o câncer de ovário. Portanto, menarca precoce e menopausa tardia são fatores de risco. 
  • E: INCORRETA. A mutação dos genes BRCA 1 e BRCA 2 é fator de risco para o câncer de mama e câncer de ovário. 

Resposta: Alternativa A.

Questões comentadas de preventiva da prova do SUS-SP

(SUS – SP – SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – SUS – SÃO PAULO, 2023)

Os coeficientes de mortalidade auxiliam as vigilâncias epidemiológicas, juntamente com municípios, estados e Ministério da Saúde, a adotarem medidas para melhorar a qualidade de serviços e para articular uma ação nacional. Considerando-se os coeficientes de mortalidade, é correto afirmar que

(A) As curvas de Nelson de Moraes são curvas de mortalidade proporcional por idade.

(B) O indicador de Swaroop-Uemura informa a proporção de óbitos de indivíduos com menos de 50 anos de idade residentes em uma determinada localidade.

(C) Estão incluído, no coeficiente de mortalidade neonatal óbitos de crianças que faleceram até o 42º dia completo de vida.

(D) O coeficiente de mortalidade materna informa o risco de óbito materno em uma determinada localidade ao longo de um determinado período e deve ser calculado dividindo-se óbitos de gestantes até 27º dia após o término da gestação pelo número de nascidos vivos.

(E) O coeficiente de mortalidade por causas externas não pode incluir óbitos por complicações de assistência médica, uma vez que esse tipo de causa deve ser calculado por coeficiente específico.

Resposta comentada

Dica do autor: Questão que aborda diferentes conceitos acerca dos coeficientes de mortalidade em suas alternativas. Vamos revisar cada uma.

  • A: CORRETA. As curvas de Nelson Moraes são representações gráficas da distribuição proporcional dos óbitos por faixas etárias.
  • B: INCORRETA. O índice de Swaroop-Uemura é a proporção de óbitos em pacientes ACIMA de 50 anos sobre a mortalidade geral na população. 
  • C: INCORRETA. O período neonatal vai até 27 dias. 
  • D: INCORRETA. O período do puerpério, que está englobado na mortalidade materna, é até 42 dias após o parto. 
  • E: INCORRETA. O coeficiente de mortalidade por causas externas é o número de óbitos por causas externas (acidentes e violências), por 100 mil habitantes, em determinado espaço geográfico, no ano considerado. Não há restrição acerca das complicações da assistência médica. 

Resposta: alternativa A.

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