Pediatria

Desafios do Internato de Pediatria

Desafios do Internato de Pediatria

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Sanar Residência Médica

5 min há 302 dias

O internato é um período em que o estudante coloca em prática os aprendizados adquiridos durante os períodos básico e intermediário do curso. São dois anos que envolvem muita dedicação e novas experiências, e são vários os desafios do internato de Pediatria, sobre o qual falaremos aqui.

Pediatria é uma das especialidades com maior número de médicos. Segundo a Demografia Médica no Brasil em 2018, eram 39.234 pediatras, sendo 18,39 por 100 mil habitantes. Nesse mesmo período, 12% de todos os recém-formados em Medicina tinham a residência médica em Pediatria como primeira opção. O programa de residência tem acesso direto com duração de 3 anos e é ofertado na maioria das grandes instituições do país.

Para entender um pouco mais dos desafios do internato em Pediatria, convidamos Beatriz Câmara, interna do 5º ano de Medicina na Universidade de Estado da Bahia. O seu rodízio em pediatria foi realizado no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador/BA.

Conhecer um pouco do que estar por vir é fundamental para conseguir aproveitar o internato de pediatria ao máximo. Confira abaixo os maiores desafios do internato de Pediatria e dicas para essa etapa.

A importância da Pediatria no internato

O internato é um momento muito importante que além de muito aprendizado, possibilita ao estudante o contato diário com a especialidade. É o que nos diz Beatriz.

“É um momento para conhecer um pouco mais da área, o que ajudará na decisão de escolher a especialidade que deseja seguir. Além disso, o rodízio de Pediatria é fundamental para romper alguns mitos acerca dos atendimentos às crianças e desenvolver as habilidades necessárias”, afirma.

Embora muitas pessoas sintam dificuldade em lidar com crianças e com seus familiares, os conhecimentos e habilidades práticas em pediatria são fundamentais.

Segundo Beatriz, “o médico generalista também atenderá pacientes crianças e adolescentes. Por isso, considero um rodízio essencial para consolidar os conhecimentos que serão necessários em algum momento da carreira médica, principalmente para quem optar por atender em Unidades de Pronto Atendimento e/ou Unidades Básicas de Saúde”.

O que mais gostou

A interna do 5º ano revela que, entre o que mais gostou durante o internato em Pediatria, foi o serviço e também o seu coordenador, além dos diálogos com preceptores e residentes.

“O que mais gostei no internato de Pediatria foi o serviço e o coordenador que são muito bons e possibilita atendimento de excelência às crianças. Além disso, as diversas discussões com os preceptores e residentes ajudaram a desenvolver nosso raciocínio clínico e pensar em diagnósticos diferenciais da pediatria”, conta Beatriz.

O que menos gostou

Assim como acontece em outros internatos, esse período exige muito dos estudantes e traz vários desafios. Entre eles, a carga horária, que é apontada pela interna como o que ela menos gostou durante o internato.

A carga horária elevada dificulta maior dedicação à parte teórica. afirma Beatriz. “ Foi um rodízio muito cansativo, sobrava pouco tempo para estudar os casos dos pacientes”, revelou

Conclusão sobre os desafios do Internato de Pediatria

O internato é um momento que envolve muitos desafios, afinal é durante esse período que o estudante tem mais contato com o paciente, aprendendo a desenvolver habilidades fundamentais para a prática médica.

Para aproveitar tudo o que esses dois anos tem a oferecer, Beatriz orienta muito estudo. “Estude tudo do seu paciente! Saiba toda a história, os medicamentos usados, comorbidades e suspeitas diagnósticas. Esse é o momento para desenvolver habilidades que nos tornarão bons profissionais”, recomenda a interna.

Em meio aos desafios do internato de Pediatria, está a insegurança alta por parte dos estudantes em relação à abordagem da criança. Sobre isso Beatriz deixa uma dica que aprendeu ao longo do rodízio.

“É muito importante conquistar a confiança da criança para facilitar a realização do exame físico e a condução da consulta. Para isso podemos conversar e explicar o que será feito. Caso não resolva, podemos pedir ajuda aos pais ou usar artifícios como a Galinha Pintadinha”, conclui.

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