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Endocrinologia: residência, áreas de atuação, rotina e mais!

Endocrinologia: residência, áreas de atuação, rotina e mais!

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A endocrinologia e metabologia são especialidades médicas relativamente novas, portanto, pouco conhecidas pela população em geral. Essa área da Medicina estuda e trata os transtornos das glândulas endócrinas.

Os endocrinologistas atuam em um campo vasto, que inclui doenças da tireoide, andropausa, reposição hormonal na menopausa, distúrbios do crescimento e da puberdade, diabetes, distúrbios da menstruação, obesidade, dentre outras. 

No Brasil, segundo os dados mais recentes do Conselho Federal de Medicina, existem 5210 endocrinologistas, o que corresponde a 1,4% do número total de médicos do país. Esses profissionais estão mais concentrados na região sudeste, onde atuam mais de 56% dos especialistas do país. A região com menor quantidade de endocrinologistas é o norte, com 2,6%.

Se você se interessa por essa área e quer saber mais sobre a residência médica em endocrinologia, acompanhe este artigo e conheça a rotina desse profissional e o mercado de trabalho. Vamos lá?

O endocrinologista e sua rotina

A endocrinologia é uma especialidade clínica e, por isso, é fundamental que o médico goste de ter contato direto com o paciente e saiba lidar com ele, treinando sempre a habilidade de se comunicar de maneira clara e com empatia. 

Por ser uma área com avanços diários, também é muito importante que o profissional tenha disciplina para manter-se atualizado, assim como atenção aos detalhes — esses podem ser os detalhes que fazem um paciente optar por um outro médico. 

Em suas consultas de rotina, o endocrinologista precisa avaliar diversos aspectos. Tomando como exemplo um paciente diabético, será necessário avaliar hipoglicemias, valores de glicemia capilar dos diferentes horários, contagem de carboidratos, uso correto da insulina, adesão, atividades físicas e muitas outras coisas. Para que isso seja feito de maneira apropriada, é preciso ter paciência e tempo.

Esse é um dos grandes desafios do endocrinologista, já que muitas clínicas estipulam um limite de tempo para cada atendimento e ele, na maioria das vezes, é insuficiente para que todos esses fatores sejam avaliados. 

Outro desafio da endocrinologia na atualidade é o fato de os pacientes estarem em uma busca pelo corpo perfeito, muitas vezes de forma inadequada, querendo resultados rápidos, sem levar em conta a saúde. É comum receber pacientes perguntando sobre dietas divulgadas pela mídia, medicações para emagrecer e uso de suplementos. Lidar com esse tipo de situação requer maturidade para discernir o que é melhor para cada paciente. 

Por tudo isso, o endocrinologista precisa ter habilidades que vão além do conhecimento técnico. Essas vivências podem ser abordadas desde a residência para formar profissionais preparados para lidar com todo o conjunto de fatores que formam a relação médico-paciente. 

Mercado de trabalho na endocrinologia

A especialidade vem ganhando projeção com o passar dos anos, pois as doenças endócrinas têm se elevado entre a população brasileira. A obesidade e a diabetes são duas doenças decorrentes, em grande parte, da modificação alimentar causada pelo desenvolvimento no mundo, e o número de pacientes tem aumentado .

Com isso, a demanda por endocrinologistas cresce exponencialmente. A maior parte dos especialistas trabalha com a endocrinologia geral, mas, em grandes centros, há aqueles que se dedicam apenas e uma subárea, como, por exemplo, os tumores neuroendócrinos. 

No início da carreira, o endocrinologista recém formado pode trabalhar um ambulatório de hospital, filiar-se a uma clínica existente ou começar o seu próprio consultório, além de dedicar-se ao atendimento na rede pública, em ambulatórios de especialidades e hospitais. 

Essas são algumas das possíveis áreas de atuação:

  • hospitais públicos ou particulares;
  • clínicas e instituições de saúde;
  • centros laboratoriais;
  • consultórios próprios;
  • SPAs e centros de estética;
  • centros e laboratórios de pesquisa da área;
  • docência em universidades e faculdade.

Uma curiosidade sobre o paciente endocrinológico é que ele volta com frequência ao consultório, o que aumenta a possibilidade de amplo contato entre ele e o médico, especialmente pelo caráter crônico da maioria das doenças.

Remuneração do endocrinologista

A remuneração varia de acordo com o campo de atuação, e, como vimos, há diversas possibilidades para esse profissional. Segundo pesquisas, o salário médio de um endocrinologista é de R$ 8.318,74, para uma jornada de 25 horas semanais, sem contar com plantões e atendimentos extras.   

A residência médica em endocrinologia

A residência médica em Endocrinologia dura dois anos e tem como pré-requisito a residência em Clínica Médica, com outros dois anos de duração. Em sua formação, o futuro endocrinologista passa pelos serviços relacionados à subáreas do conhecimento:

  • desenvolvimento (que inclui temas como crescimento, andropausa, distúrbios da menstruação e puberdade, reposição hormonal);
  • lípides;
  • obesidade e transtornos alimentares;
  • diabetes;
  • adrenal;
  • ossos;
  • neuroendócrino (hipófise);
  • tireoide.

As suas atividades diárias se dividem entre o atendimento ambulatorial, que ocupa a maior parte do dia a dia, enfermaria e reuniões didáticas, que incluem aulas, apresentações de casos clínicos e artigos científicos. Alguns programas também contemplam atividades relacionadas à biologia molecular e a rotina laboratorial de hormônios. 

Na rotina ambulatorial, existe grande interação com outras especialidades na condução dos casos, como nutrologia e nutrição, radiologia e cirurgia. 

Preparação

A melhor forma de acertar na escolha da sua carreira é se informar. Procure ler bastante sobre o assunto e conversar com profissionais da área. Se você está estudando para as provas e considera fazer Residência Médica em Endocrinologia, conheça o nosso método de estudos!

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