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Medicina Intensiva: residência, áreas de atuação, rotina e mais!

Medicina Intensiva: residência, áreas de atuação, rotina e mais!

Índice

A medicina intensiva é uma especialidade relativamente nova da medicina, que surgiu na segunda metade do século XX, refletindo a especialização necessária para cuidar dos pacientes críticos, incluindo tecnologia para o suporte de vida e manejo de falências orgânicas graves.

A história da especialidade vem do reconhecimento de que certos pacientes graves poderiam ter melhor atendimento caso fossem reunidos em áreas específicas e assistidos por pessoas especializadas.

Assim, nos anos 60, surgiu a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, com ela, a necessidade de médicos que dominassem atitudes e habilidades no reconhecimento e manuseio de pacientes gravemente enfermos, agrupando conhecimento em diversas áreas. Hoje em dia, esse profissional é chamado de médico intensivista.

Se você quer saber mais sobre a área, chegou ao lugar certo. Aqui, falaremos sobre a rotina desse profissional, mercado de trabalho e residência médica em medicina intensiva. Acompanhe!

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O especialista e sua rotina

O médico intensivista é o responsável por cuidar de pacientes gravemente enfermos ou com alto grau de dependência de cuidados. Ele se envolve em todos os aspectos do cuidado ao doente crítico, liderando a equipe multidisciplinar que atua na UTI, ao mesmo tempo em que age como interlocutor entre outros especialistas, assistentes, demais membros da equipe e familiares dos pacientes.

A rotina do médico intensivista é movimentada e desafiadora. Geralmente, o dia começa com uma rodada de visitas a todos os pacientes, com revisão e elaboração de um plano de tratamento individualizado.

O especialista também discute os casos com os médicos assistentes, que são aqueles que habitualmente cuidavam do paciente ou que, a partir da alta, o acompanharão na enfermaria.

Esses são os procedimentos comumente realizados pelo intensivista:

  • intubação endotraqueal e ventilação mecânica;
  • ultrassonografia à beira do leito;
  • cateterização arterial, punção de veia central e cateterização de artéria pulmonar;
  • traqueostomia percutânea;
  • inserção de drenos torácicos;
  • balão intra-aórtico, marcapasso temporário e ECMO.

A quantidade de leitos que o especialista tem sob sua responsabilidade varia bastante durante um plantão, mas uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estipula o número máximo de 10. 

Cuidados de fim de vida e manutenção do potencial doador cadáver também fazem parte da rotina do intensivista.

Áreas de atuação

Existem diversas áreas de atuação dentro da medicina intensiva. O médico com treinamento adequado consegue lidar com variados perfis de doentes em UTIs gerais ou especializadas. Veja, a seguir, algumas atuações que servem a diferentes perfis de pacientes:

  • admissão na UTI para monitoramento;
  • no pós-operatório, como extensão da sala de recuperação anestésica; para cuidados intensivos de enfermagem, que não são disponíveis em outras unidades ( a unidade de queimados é um exemplo) ;
  • com pacientes que necessitem manter a fisiologia sob controle rigoroso para evitar danos secundários;
  • para indivíduos com reserva fisiológica mínima, que sofreram agressões agudas potencialmente reversíveis, necessitando suporte até que as anormalidades se revertam;
  • pacientes submetidos a uma alteração fisiológica massiva, devido a uma resposta esmagadora ao estresse ou uma compensação inadequada dessa resposta (o trauma grave é um exemplo) .

Mercado de trabalho e remuneração

Existe no meio médico a percepção comum de que o médico intensivista é mais exposto a situações estressantes, principalmente por conta do número de vidas que estão em suas mãos e da rotina de plantões.

Entretanto, o estresse esta mais relacionado às longas jornadas de trabalho, demandas excessivas que diminuem a qualidade do trabalho , exposição a riscos, atritos com a equipe, poucas horas de descanso e falta de condições de trabalho.

Apesar disso, as oportunidades de carreira no Brasil são boas, já que o número de leitos de UTI aumenta a cada ano, assim como o déficit de profissionais altamente especializados.

O Brasil tem 6.562 médicos intensivistas, de acordo com dados do Conselho Federal de Medicina (CFM), sendo que mais de 74 deles atua nas regiões sul e sudeste do país. Com isso, a demanda por esse especialista é maior nas demais regiões, o que pode possibilitar melhores oportunidades.

Remuneração

Em relação às outras especialidades, o que se observa na medicina intensiva é uma boa remuneração já no início da carreira, porém sem grandes perspectivas de incrementos. Eles dependeriam de algumas variáveis como a carga de trabalho, o local de atuação e a posição ocupada.

Segundo um levantamento feito pelo site Vagas, o salário inicial é de cerca de R$ 7.200, podendo chegar a R$ 17.345 após algum tempo de carreira. A média salarial no país para esse especialista é de R$ 10.324,00.

A residência médica em medicina intensiva

A residência médica em medicina intensiva tem duração de dois anos e, como pré-requisito, o candidato deve ter cumprido residência médica em uma das áreas a seguir:

  • clínica médica;
  • pediatria;
  • cirurgia;
  • anestesiologia;
  • infectologia ou
  • neurologia.

O programa é baseado em parâmetros internacionais de treinamento de competências em terapia intensiva para implementação em várias regiões do mundo. Ao longo da residência, o médico será treinado em:

  • ressuscitação e controle inicial do paciente agudamente enfermo;
  • diagnóstico: avaliação, investigação, monitoramento e interpretação de dados;
  • controle de doenças;
  • intervenções terapêuticas/suporte a sistemas orgânicos;
  • condições de falência única ou múltipla dos órgãos;
  • procedimentos práticos;
  • cuidados peri-operatórios;
  • conforto e recuperação;
  • cuidados terminais;
  • transporte;
  • segurança do paciente e controle de sistemas de saúde;
  • profissionalismo.

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