Especialidades

Medicina Nuclear: residência, áreas de atuação, rotina e mais!

Medicina Nuclear: residência, áreas de atuação, rotina e mais!

Índice

A Medicina Nuclear pode ser definida com a especialidade médica que faz uso in vivo e in vitro de fontes radioativas não seladas com finalidades diagnósticas e terapêuticas. Por serem não seladas, essas fontes são manuseáveis e administradas ao paciente, habitualmente por via intravenosa, oral ou subcutânea, e são decididas de acordo com o objetivo médico a ser atingido. 

Essas fontes, chamadas de radiofármacos, são utilizadas em doses muito baixas e, por isso, muito seguras. Algumas pessoas leigas, erroneamente, as associam a acidentes nucleares. Outra confusão corriqueira também ocorre entre a medicina nuclear e outras especialidades médicas, como a radiologia e a radioterapia. Apesar de usarem, por vezes, radiações ionizantes com objetivos médicos, essas especialidades trabalham com fontes seladas ou artificiais. 

Se você se interessa por essa área da medicina e quer saber mais sobre ela, continue a leitura deste artigo. Aqui, falaremos sobre a rotina do profissional, o mercado de trabalho e a residência médica em medicina nuclear.

O especialista e sua rotina

A rotina do médico nuclear envolve diagnóstico por imagem na maior parte do tempo, chegando a até 100% das atividades para alguns profissionais que não atuam com terapias. A maioria dos procedimentos diagnósticos é ambulatorial eletiva — alguns casos raros são feitos em caráter de urgência, porém costumam ser realizados em serviços de maior complexidade e em ambiente hospitalar. 

Em segundo lugar estão as atividades terapêuticas, que podem ocupar até 50% da rotina do médico nuclear, a depender da atuação do profissional. Diferentemente da área diagnóstica, não é comum que médicos nucleares atuem somente com terapias. A maior atuação terapêutica ocorre quando o especialista tem maior gosto pela interação com pessoas. Nesse caso, o paciente é encaminhado para tratamento por outros especialistas e, durante o período do tratamento, é acompanhado pelo médico nuclear. 

Em terceiro lugar aparece o acompanhamento de cirurgias radioguiadas, em geral de forma auxiliar e complementar ao cirurgião, principalmente orientando o uso do gama-probe na sala cirúrgica. A possibilidade de vínculo acadêmico também existe e pode ser focada em ensino, em laboratórios de pesquisa médica ou em assistência a hospitais universitários — este último caso é o mais comum. 

As características do médico nuclear

O especialista em medicina nuclear deve ser dotado de capacidades tecnológicas, pois atua com aparelhos complexos. Também é necessário que goste de estudar ciências básicas como a fisiologia e anatomia, pois a cada momento surgem novos radiofármacos com propriedades moleculares específicas.

Por se tratar de uma especialidade que também atua com terapias,incluindo consultas e tratamentos ambulatoriais, a boa comunicação com o paciente também é desejável. Por fim, devido ao fato de ser uma especialidade de auxílio diagnóstico e terapias complementares, o médico nuclear deve ter gosto pelo trabalho em equipe, pois estará em constante contato com colegas de outras especialidades. 

Mercado de trabalho e remuneração

A medicina nuclear é uma área de procedimentos eletivos e permite a opção de não trabalhar em horários não programados, como finais de semana e feriados. Apesar disso, as clínicas trabalham com horários estendidos para dar conta da demanda, então pode acontecer de o profissional dedicar até 12 horas diária do seu tempo ao trabalho. 

No Brasil, existem poucos especialistas em medicina nuclear. Segundo os dados mais recentes do Conselho Federal de Medicina, são apenas 915 titulados, o que corresponde a 0,2% do total de médicos do país. 

Existem boas oportunidades de cargos públicos concursados ou para trabalhar como celetista, onde normalmente o contrato se dá por carga horária contratada. Em geral, o médico nuclear recebe um salário fixo, acompanhando de benefícios. Essas vagas costumam ser bastante disputadas e o salário pode variar bastante de acordo com o contratante.

Um levantamento feito pelo site Glassdor aponta que um médico nuclear que trabalha na EBSERH ganha cerca de R$ 9 mil, enquanto esse número chega a R$ 15 mil na prestação de serviços a empresas privadas. Já uma pesquisa divulgada pelo site Educa+Brasil afirma que o salário médio desse profissional é de R$ 23 mil. 

A residência médica em medicina nuclear

A residência médica em medicina nuclear é de acesso direto, ou seja, pode ser iniciada logo após a conclusão da graduação. Ela tem duração de três anos. Em alguns momentos, é comum haver contato com departamentos de radiologia, para que se conheça um pouco das demais modalidades de diagnóstico por imagem. 

O Ministério da Educação (MEC) indica parâmetros mínimos que os programas de residência em medicina nuclear devem contemplar:

  • primeiro ano (R1): introdução a estatística, instrumentação nuclear, proteção radiológica, radiofarmácia e radioensaios, aplicações clínicas em medicina nuclear, radiologia e diagnóstico por imagem;
  • segundo ano (R2): cardiologia, terapias em medicina nuclear, cirurgias radioguiadas, exames realizados em gama câmara e tomografia por emissão de pósitrons, radiologia II;
  • terceiro ano (R3): cardiovascular, aparelho digestivo, endocrinologia, gênito-urinário, oncologia, músculo-esquelético, sistema nervoso, hematologia, radiologia III.

Em geral, as residências não costumam ter atividades de plantões noturnos ou de fim de semana, mas a rotina durante a semana costuma ser bem intensa. 

A medicina nuclear é uma especialidade ampla, com atuação em diversas áreas do conhecimento médico, e possibilidades diagnósticas e terapêuticas. A complexidade do raciocínio fisiológico associado à imagem torna a especialidade única e interessante.

interessa por essa área e tem vontade de fazer residência médica em medicina nuclear, clique aqui e saiba como ser aprovado!

Links relacionados:

Confira o vídeo:

Política de Privacidade © Copyright, Todos os direitos reservados.