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Médicos e redes sociais: como ter bons resultados sem ferir a ética médica

Médicos e redes sociais: como ter bons resultados sem ferir a ética médica

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Imagem de perfil de Sanar

Para se destacar profissionalmente, vale ficar por dentro das discussões sobre médicos e redes sociais. Continue lendo esse post para saber tudo que você precisa sobre o assunto!

Ter uma presença ativa nas redes sociais já se tornou um compromisso na rotina de muitos dos médicos. Diante da vasta quantidade de canais disponíveis e da preocupação em manter uma boa conduta médica, é comum surgirem dúvidas se deve investir nisso ou não.

Pensando nisso, a Sanar resolveu explanar melhor a temática. Além disso, nesse post, reunimos algumas dicas de como manter o equilíbrio e a ética durante a exposição nas redes sociais e “colher bons frutos” do uso.

Médicos e redes sociais: vale a pena investir?

De acordo com um estudo divulgado pela plataforma CupomValido.com.br, que reuniu dados da Hootsuite e WeAreSocial, mais de 4,2 bilhões de pessoas utilizam redes sociais pelo mundo. Isso representa 53,6% da população mundial. No Brasil, são mais de 150 milhões de usuários de redes sociais.

Além disso, o estudo aponta que o brasileiro fica cerca de 3 horas e 42 minutos por dia conectado em algum aplicativo. A pesquisa foi divulgada em setembro deste ano.

Com tantas pessoas presentes nestes meios e tão conectadas, não há como negar o enorme peso que esses meios podem ter para um negócio ou profissional. As redes sociais são uma oportunidade de ouro de trazer visibilidade, se aproximar do público (e potenciais clientes) e divulgar serviços.

Além disso, as interações nesses meios podem ser um excelente termômetro para tomada de decisão pensando nos interesses dos clientes. O que consequentemente trará mais resultados de receita.

Para os médicos, o uso das redes sociais, para além de engajamento e atrair novos pacientes, pode ser uma ótima oportunidade de garantir posicionamento e autoridade na sua área, principalmente em tempos de alta competitividade no mercado. É preciso se diferenciar.

O que é preciso saber antes de começar?

Os dois principais pontos de início são: entender a responsabilidade que a exposição das redes implica e que não precisa ter conta em todas as redes sociais.

Um profissional da saúde nas redes sociais tem certa autoridade na sociedade. O que isso quer dizer? As suas publicações podem virar uma regra na vidas das pessoas. Por isso, é fundamental ter um excelente conhecimento sobre ética médica.

É preciso ficar atento para não ferir as regras do Conselho Federal de Medicina (CFM). Confira algumas das recomendações mais importantes:

  • É proibida a divulgação de métodos ou técnicas não reconhecidos pelo CFM
  • Compromisso com a verdade. É imprescindível checar a veracidade das informações antes de compartilhar, se é atual. E também é aconselhável ponderar se ela pode ser dita em qualquer ambiente.
  • Não é permitido a publicação de imagens ou detalhes de atendimentos e procedimentos, inclusive o parto.

Com relação ao segundo ponto, é importante ter um filtro. Entender qual tipo de conteúdo você vai produzir e a melhor forma de compartilhar fará toda diferença. Isso porque cada rede social tem suas particularidades.

Além disso, é preciso também pensar em que público quer atingir com isso e onde esse público marca presença nas redes. Afinal, por exempo, não adianta fazer um excelente conteúdo de Twitter se o seu público usa o Instagram.

Para essa tomada de decisão sobre quais redes usar e a melhor forma de apresentar os conteúdos, vale contratar um profissional de gestão de redes sociais.

O que é uma boa presença ativa nas redes?

Para o uso das redes sociais trazer várias vantagens, é preciso ficar atento (a) aos detalhes. Definição de identidade visual, planejamento de produção e postagem de conteúdos, acompanhamento do resultado das publicações e das interações do público.

Pontos chaves nessa missão são criatividade e constância. Ter presença ativa nas redes sociais é um trabalho de formiguinha, ou seja, é sempre se manter fazendo um pouquinho.

Médicos e redes sociais: dicas para ter excelentes resultados nas redes

  1. Tenha um planejamento de produção e publicação de conteúdos. A regularidade de postagens é fundamental.
  2. Pense bem antes de publicar. O conteúdo deve ser verídico, de qualidade e não deve ferir as regras do CFM.
  3. Preocupe-se com a sua reputação. Cuidado com publicações com imagens com seus pacientes, porque isso fere o código de ética médica. Além disso, fuja de conteúdos e/ou materiais sem comprovação científica.
  4. Evite se super expor. Trate o perfil (ou os perfis) nas redes sociais como um espaço de trabalho. Tenha cuidado para não expor demais sua vida pessoal e suas opiniões pessoais, principalmente sobre assuntos polêmicos.
  5. Reforce sempre a necessidade das consultas médicas e de um diagnóstico com especialista. Infelizmente, com o excesso de informação na internet, muitas pessoas acreditam que podem entender e se tratar sobre o que estão sentindo e sobre doenças através de leituras online.
  6. Conheça e aproveitei os recursos disponíveis na rede social que criou o perfil para diversificar a apresentação do seu conteúdo.

Observação: foque na sua especialidade no tema que você domina.

O que diz o Conselho Federal de Medicina sobre a presença dos médicos nas redes?

No dia 15 de dezembro, a entidade abrandou as restrições através da Resolução nº 2.133/2015, com esclarecimentos sobre a divulgação e publicidade de assuntos médicos na internet e em canais das redes sociais.

O texto, que altera apenas um ponto do anexo 1 da Resolução 1.974/2011, permite que os médicos publiquem nos seus perfis dados como sua especialidade, CRM, RQE, além do endereço e telefone do local onde atendem.

Vale consultar o site portal.cfm.org.br/publicidademedica/pubpropaganda.html

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