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Neurologia: residência, mercado de trabalho, áreas de atuação e mais!

Neurologia: residência, mercado de trabalho, áreas de atuação e mais!

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A neurologia é a medicina focada no estudo do sistema nervoso e nas suas relações com o restante do organismo humano. Em 2018, o Brasil tinha cerca de 5 mil especialistas, segundo dados divulgados pelo jornal da Universidade de São Paulo (USP). 

O neurologista é um profissional de fundamental importância para a sociedade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a segunda doença que causa mais mortes em todo o mundo, atrás apenas da cardiopatia isquêmica. No ranking das 10 doenças que mais matam, também aparece o Alzheimer e outras demências, também tratadas pelo neurologista. 

Se você está escolhendo a sua Residência Médica e se interessa pela área, chegou ao lugar certo. Aqui, vamos falar sobre a rotina do neurologista e suas áreas de atuação, mostrar a conjuntura atual do mercado de trabalho e falar sobre a Residência em Neurologia. Acompanhe!

O neurologista e sua rotina

Em qualquer atendimento feito por um neurologista, a anamnese e o exame neurológico devem tomar bastante tempo. Essa entrevista deve ser muito detalhada e feita com muita atenção e perspicácia pelo profissional. Isso acontece porque alguns detalhes que podem passar despercebidos aos pacientes e seus familiares ou até a outros médicos podem ser importantes para o diagnóstico correto.

A semiologia neurológica é a que mais exige conhecimento e treinamento do médico. Saber extrair os dados em uma anamnese tão aprofundada não é fácil. Essa tarefa torna-se ainda mais complicada quando o paciente não teve acesso à educação formal, assim como os seus acompanhantes, e cabe ao médico perceber essa situação e saber contorná-la, de modo que consiga extrair do indivíduo o máximo de informações possíveis.

O exame neurológico se inicia desde o primeiro contato com o paciente — até a forma como ele se levanta da cadeira na sala de espera pode trazer pistas para o diagnóstico. A observação desses sinais é muito importante. Ao longo da residência, você vai ver exemplos de como um exame físico equivocado pode desviar o raciocínio na investigação do diagnóstico. 

As características do neurologista 

O neurologista deve ter amplo conhecimento sobre anatomia geral e neuroanatomia, além de fisiologia, farmacologia, patologia e clínica médica. Tudo isso se faz necessário tanto nas diversas situações de doenças neurológicas quanto na interação multidisciplinar que se faz necessária para o acolhimento do paciente. 

Quando falamos sobre características pessoais, destacam-se a curiosidade, compaixão, paciência, persistência, empatia e sinceridade. Juntas, essas competências ajudam buscar investigações aprofundadas, perceber os anseios do paciente e dos seus familiares, explicá-los sobre as consequências da doença de forma adequada e insistir na busca pelo diagnóstico e tratamento mesmo nos casos mais difíceis.

As doenças tratadas pelo neurologista

As doenças estudadas pela neurologia acometem o sistema nervoso central (encéfalo, medula espinhal, líquido cefalorraquidiano e seus envoltórios meníngeos), sistema nervoso periférico (raízes nervosas da medula espinhal e suas ramificações terminais, nervos periféricos) e os tecidos efetores (vasos, músculos, glândulas e outros).

Também pode acontecer de o neurologista trabalhar para diagnosticar a tratar doenças sistêmicas que manifestem sinais e sintomas no funcionamento do sistema nervoso. 

Áreas de atuação

A tendência à subespecialização médica existe em todo o mundo e pode trazer benefícios para o profissional, como a continuidade da vida acadêmica e melhora da assistência prestada a pacientes com doenças complexas ou raras. 

As subespecialidades da neurologia já reconhecidas e disponíveis para médicos formados na residência são:

  • distúrbios da dor: trata de dores crônicas e de difícil tratamento;
  • hansenologia: estuda os nervos periféricos;
  • distúrbios do sono: cuida de condições que interferem na qualidade do sono do paciente;
  • neurofisiologia: foca na realização e interpretação de exames complementares;
  • neurologia pediátrica: acessível para neurologistas e pediatras, trata de doenças neurológicas nessa faixa etária;

Mercado de trabalho e remuneração

Os neurologistas recém-formados tendem a buscar trabalhos em plantões de emergência ou no acompanhamento de pacientes internados em enfermarias especializadas. Muitos têm vontade de trabalhar atendendo os pacientes em consultórios particulares, mas isso demanda experiência e tempo, então nem todos conseguem seguir por esse caminho logo após o término da especialização.
Também existe a possibilidade de seguir com os estudos e investir em uma subespecialização, como falamos no tópico anterior.

Apesar de a maior causa de mortalidade entre as doenças neurológicas ser o AVC, a maioria dos atendimentos trata de queixas menos complexas, como dores crônicas, vertigem, problemas de memória, crises convulsivas e alterações comportamentais. 
A remuneração média de um neurologista é de R$ 5.779,98 para uma jornada de 19 horas semanais, segundo pesquisa. 

A residência em Neurologia

Antigamente, a residência em neurologia era feita somente após a formação em clínica médica. No entanto, hoje o acesso é direto para médicos generalistas, mediante concurso de admissão. A residência em neurologia dura três anos, onde o médico tem rotinas de estudos, atividades práticas profissionalizantes e avaliações. 

O primeiro ano é dedicado exclusivamente à clínica médica e os dois seguintes são focados na neurologia. Todas as instituições que oferecem vagas de residência devem seguir as linhas gerais da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), que indica as seguintes atividades para cada período:

Primeiro ano (R1):

  • ambulatório de clínica médica;
  • enfermarias de clínica médica;
  • unidades de terapia intensiva;
  • serviços de urgência;
  • unidade básica de saúde;
  • plantões semanais em serviços de urgência;
  • estágios opcionais.

Segundo e terceiro anos (R2 e R3):

  • unidade de internação;
  • ambulatório;
  • urgência e emergência;
  • estágios obrigatórios;
  • estágios opcionais;
  • instalações e equipamentos. 

A neurologia tem grandes desafios — o principal deles é entender a fisioetiopatogenia e o curso clínico das doenças estudadas. no entanto, avanços tecnológicos têm aberto possibilidades interessantes para a área e podem ajudar bastante, desde que se tenha o conhecimento necessário para usá-los com propriedade.
Essa área da medicina está em plena expansão e tem muito a descobrir. Se você acha que a Residência em Neurologia é a opção ideal para o seu futuro, clique aqui e saiba como se preparar para as provas!

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