Coronavírus

O que preciso saber sobre a subvariante BA.2 da ômicron?

O que preciso saber sobre a subvariante BA.2 da ômicron?

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Subvariante BA.2 da ômicron: o que é, como ocorre a transmissão, o que dizem as pesquisas, qual o cenário atual e mais. Continue a leitura do post para ficar bem informado(a).

A variante ômicron é responsável por um grande número de casos de covid-19 pelo mundo. Recentemente, os cientistas identificaram a subvariane BA.2, que começou a substituir a variante BA.1.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a BA.1 corresponde pela maioria dos casos até o momento. Presente em quase 99% das amostras de DNA viral submetidas ao banco de dados global GISAID (em 25 de janeiro de 2022).

É importante ressaltar que os vírus se transformam em novas variantes, que podem se divivir ou se ramificar em sub-linhagens.

Ainda conforme a OMS, a nova forma da ômicron não parece ser mais grave do que a forma original. “Observando outros países onde a BA.2 está agora ultrapassando a (BA.1). Não estamos vendo nenhum aumento maior na hospitalização do que o esperado”, disse Boris Pavlin, da equipe de resposta à covid-19 da organização.

Pavlin acrescentou que, mesmo que a BA.2 substitua a BA.1, isso pode ter pouco efeito na trajetória da pandemia e na forma de tratar as pessoas. “É improvável que seu impacto seja substancial, embora sejam necessários mais dados”, afirmou.

O que é a subvariante da ômicron BA.2?

A subvariante é chamada de “furtiva” por não possui o marcador genético que os pesquisadores estavam usando para identificar rapidamente se uma infecção era um caso de ômicron “regular” (BA.1 ) ou de delta.

A infeção pode essa subvariante pode ser detectada por testes PCR e antígeno. Porém, os testes só indicam se o caso é positivo ou negativo para Covid. Para distinguir as variantes, são necessárias mais verificações.

Estudos indicam que ela é mais transmissível que as variantes anteriores. Mas não há (até o momento) risco de casos mais graves.

Desde novembro do ano passado, 40 países adicionaram milhares de sequências BA.2 aos seus bancos de dados. A Dinamarca é um dos países que mais tem sido prejudicados com a subvariante. Isso porque cerca de metade dos novos casos de covid-19 do país são causados pela sub-linhagem. Os dados são do Instituto Estatal Serum do país.

A situação também é delicada na Inglaterra, são mais de mil casos confirmados de BA.2 no país. Os dados são da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA, na sigla em inglês).

O que muda nessa nova versão?

Assim como a versão BA.1, a nova subvariante tem um grande número de alterações – cerca de 20 – concentradas na proteína spike, a parte do vírus que é alvo das vacinas.

A mudança mais significativa é que ela não causa a chamada de falha no alvo do gene S nos testes de laboratório. O que significa que pode se parecer com outras variantes do SARS-CoV-2 em uma primeira vista. Por isso, alguns a chamam de “a variante disfarçada”.

Por que a subvariante BA.2 é mais transmissível?

Um estudo com 8,5 mil famílias e 18 mil indivíduos conduzido pelo Instituto Estatal Serum da Dinamarca descobriu que BA.2 era “significativamente” mais transmissível do que BA.1.

Segundo o estudo, ela infectou com mais facilidade indivíduos vacinados e com doses de reforço do que as variantes anteriores. Mas as pessoas vacinadas tenham mostrado menos probabilidade de transmiti-la.

Pesquisadores do Reino Unido também conduziram um estudo que apontou para a maior transmissibilidade para BA.2 em comparação com a BA.1.

Há pesquisas, realizadas na Dinamarca, que apontam para o poder de reinfecção desta linhagem em quem já foi infectado pela ômicron. O chefe do laboratório de pesquisa e desenvolvimento sobre vírus do Instituto Nacional de vacinas da Dinamarca, Anders Fomsgaard, afirmou que isso seria “uma possibilidade teórica”.

Mais estudos estão sendo realizados para identificar mais particularidades da subvariante. Faixas etárias mais atingidas, o nível de imunização das pessoas, as possibilidades de taxas de hospitalizações, etc.

A vacinação protege nesse novo momento da covid-19?

As autoridades afirmam que as vacinas contra covid-19 seguem fornecendo proteção semelhante contra as diferentes formas da ômicron.

É importante pontuar que completar o esquema de imunização e seguir as medidas para evitar o contágio ainda são a melhor forma de se proteger do vírus.

Nova subvariante da Ômicron no Brasil

No último sábado (5), a Fiocruz divulgou que identificou dois casos da linhagem BA.2 da variante Ômicron. Um no estado do Rio de Janeiro e outro no de Santa Catarina, conforme divulgado pelas secretarias estaduais de Saúde. A identificação foi possível a partir da técnica de sequenciamento genético.

O diagnóstico inicial foi feito pelos laboratórios dos estados por meio do exame RT-qPCR. As amostras foram encaminhadas para o Laboratório de Vírus Respiratório e Sarampo do IOC/Fiocruz para a realização do sequenciamento genômico, o que confirmou a presença da subvariante BA.2.

Os resultados finais foram informados às secretarias de Saúde dos dois estados e ao Ministério da Saúde, de acordo com os protocolos de referência.

Segundo a Fiocruz, a nova linhagem é mais contagiosa, mas ainda é desconhecido se ela é mais perigosa.

Recentemente, o ministro da saúde, Marcelo Queiroga, o Brasil não atingiu pico da variante ômicron. No Brasil há cerca de dois meses, a nova cepa registrou, no fim de janeiro, 300 mil casos diários de infecções do coronavírus.

“Analisando a última semana epidemiológica do país, tivemos aumento de casos causado pela covid-19 e ainda não chegamos no pico da onda causada pela ômicron. O enfrentamento contra a doença continua”, avaliou Queiroga nesse sábado (5), no Twitter.

Fonte: Agência Brasil, OMS, G1.

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