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Pós-Graduação em Terapia Intensiva

Pós-Graduação em Terapia Intensiva

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Sanar Pós Graduação

8 minhá 8 dias

A Pós-Graduação em Terapia Intensiva pode ajudar você em sua carreira! Você sabe como?

Tradicionalmente os médicos recém-formados têm como seus primeiros postos de trabalho salas de emergência e plantões em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Essa combinação provavelmente não é a mais adequada, pois combina médicos recém-egressos da Academia, ainda inexperientes, com ambientes que têm pacientes muito graves e com consideráveis probabilidades de morte.

Nesse contexto, nos últimos anos o Brasil tem experienciado duas importantes mudanças: a crescente demanda por médicos especialistas (emergencistas e intensivistas) para esses ambientes e uma maior procura dos médicos por se especializar em Terapia Intensiva.

É fato que em alguns anos, a maior parte desses postos de trabalho estarão reservados apenas aos especialistas. Portanto, a Pós-Graduação em Terapia Intensiva é uma excelente opção para você se diferenciar e se inserir com confiança no mercado, além de prover cuidados adequados aos seus pacientes em estado grave.

O que é terapia intensiva?

A terapia intensiva, também chamada de medicina intensiva, é o ramo da Medicina, originado da Clínica Médica, que trata essencialmente de pacientes em estado grave, os quais devem ser monitorizados com constância e de perto. 

A terapia intensiva é uma especialidade essencialmente hospitalocêntrica e de alto nível de complexidade, exigindo alto nível de tecnologia para sua prática. Além disso, é uma especialidade que necessita de contato frequente com equipe multidisciplinar, como enfermeiros, fisioterapeutas e nutricionistas, fornecendo atendimento completo ao paciente grave.

O ambiente essencial de trabalho do intensivista se divide entre a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o Centro de Terapia Intensiva (CTI). As UTI são ambientes que atendem pacientes graves específicos, por exemplo: UTI neonatal, UTI cardiológica ou UTI Covid. Já os CTI são mais encontrados em hospitais de pequeno porte e não apresentam especificação do tipo de paciente o qual recebem, podendo ser pacientes graves de quaisquer causas.

Além de pacientes graves, esses locais podem também receber pacientes no pós-operatório de cirurgias de grande porte, ou ainda pacientes menos graves mas com doenças de base descompensadas, os quais precisam ser monitorados de perto.

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O que é Pós-Graduação?

A Pós-Graduação Lato Sensu é uma outra forma de especialização dentro da Medicina. É mais comum na mente do médico a Residência como forma de especialização. Porém, a Pós-Graduação em Terapia Intensiva também é um caminho legalizado para a obtenção do título de especialista em Terapia Intensiva (ou seja, de intensivista).

A residência médica em Terapia Intensiva tem duração de dois anos, mas exige como pré-requisito alguma das seguintes residências: Clínica Médica, Cirurgia Geral, Infectologia, Neurologia ou Pediatria (se seu desejo for fazer Medicina Intensiva Pediátrica). Portanto, através da residência médica a formação de um intensivista dura, no mínimo, 4 anos, e com carga horária de 60 horas semanais.

Por outro lado, a Pós-Graduação em Terapia Intensiva é de acesso direto e dura entre 1 e 2 anos. Além disso, um curso de Pós-Graduação não exige dedicação exclusiva, como é o caso da Residência Médica.

Quais os caminhos para me tornar um(a) médico intensivista?

Como comentado anteriormente, os dois caminhos rumo ao título de intensivista são a Residência Médica e a Pós-Graduação em Terapia Intensiva.

Para se denominar intensivista é necessário solicitar registro junto ao CRM como tal. Médicos e médicas que fizeram Residência podem fazê-lo assim que concluem sua formação como residentes (ao fim de 4 anos). Já os profissionais que fizeram Pós-Graduação (1 – 2 anos) devem antes ser aprovados na prova de Título de Especialista da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). 

Ou seja, a Pós-Graduação fornece pré-requisito ao médico ou médica para que ele preste a prova de título da AMIB. Uma vez aprovado, o profissional pode solicitar seu registro junto ao CRM.

Dado que os dois caminhos existem, verifique qual dos dois tipos de formação mais se adequa ao seu perfil, às suas necessidade e às suas limitações.

Demografia médica e Pós-Graduação em Terapia Intensiva

De acordo com o mais recente estudo Demografia Médica, lançado em Dezembro de 2020, o Brasil possui um total de 7.127 profissionais intensivistas, correspondendo a 1,6% de todos os médicos no país. Apesar da grande demanda por esse tipo de profissional, é apenas a 15ª especialidade em termos de número de profissionais.

Ainda segundo o relatório, ⅔ (4.519) dos profissionais são do sexo masculino, contra ⅓ (2.118) do sexo feminino (razão masculino feminino = 2,17), com média de idade de 49,1 (±10,7) anos. 

Mais da metade dos intensivistas brasileiros atuam no Sudeste (55,1%), contra apenas 3,3% no Norte e 14,2% no Nordeste. A título de comparação, em dezembro de 2020, 323 profissionais estavam registrados como intensivistas na Bahia, contra 2.080 profissionais nas mesmas condições em São Paulo.

O relatório ainda não conta com a informação de quantos dos profissionais são oriundos do programa de Residência Médica e quantos são egressos da Pós-Graduação em Terapia Intensiva.

Pós-Graduação em Terapia Intensiva

Você sabe quais são as habilidades essenciais para ser um(a) intensivista?

De acordo com a AMIB, algumas das conhecimentos, habilidades e atitudes mais importantes para um(a) médico(a) especialista em Terapia Intensiva são:

CONHECIMENTOS

  1. Sinais precoces de advertência do surgimento de uma doença crítica. 
  2. Causas de parada cardiorrespiratória, identificação de pacientes em risco e tratamento corretivo das causas reversíveis. 
  3. Sinais clínicos associados com doença grave, sua importância relativa e interpretação. 
  4. Gravidade clínica da doença e indicações quando as disfunções ou falências orgânicas são uma ameaça imediata à vida.
  5. Causas, reconhecimento e controle de:  
    1. Dor torácica aguda 
    2. Obstrução das vias aéreas altas e baixas 
    3. Edema pulmonar 
    4. Pneumotórax (simples e hipertensivo) 
    5. Hipóxia tecidual 
    6. Hipoxemia 
    7. Hipotensão arterial 
    8. Estados de choque 
    9. Reações anafiláticas e anafilactóides 
    10. Emergências hipertensivas 
    11. Estados confusionais agudos e de consciência alterada 
    12. Crises epilépticas agudas/convulsões 
    13. Oligúria e anúria 
    14. Distúrbios agudos da termorregulação 

HABILIDADES

  1. Considerar questões legais e éticas: autonomia do paciente, pertinência da ressuscitação e admissão à UTI. 
  2. Conduzir um levantamento primário de um paciente grave: obter rápida e precisamente informações relevantes. 
  3. Reconhecer sinais e sintomas de parada cardíaca iminente. 
  4. Avaliar o nível de consciência, situação das vias aéreas e coluna cervical e realizar uma cuidadosa revisão dos sistemas

ATITUDES

  1. Reconhecer a necessidade de cuidados de suporte para todos os sistemas orgânicos com falência ou lesão. 
  2. Explicar claramente para o paciente, familiares e equipe. 
  3. Estabelecer relacionamentos de confiança e demonstrar compaixão no cuidado dos pacientes e seus familiares. 
  4. A segurança do paciente é fundamental.

Pós-Graduação em Medicina 

Pós-Graduação em Terapia Intensiva

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