Entenda o que é a prioridade de admissão na UTI e como ela é feita! Acesse agora e fique por dentro do assunto.
Ter uma prioridade de admissão na UTI favorece o acolhimento de pacientes em estado grave. Mas você sabe o que fazer quando não há as vagas necessárias? Como definir qual paciente tem prioridade na admissão?
Neste artigo iremos abordar tudo que você precisa saber sobre prioridade. Acesse e confira.
O que é um paciente grave?
A medicina intensiva, de modo geral, cuida de pacientes críticos ou com alto nível de dependência.
É considerado um paciente grave o indivíduo que tem instabilidade em um dos seus sistemas causada por uma alteração aguda. Na prática, são pacientes instáveis e com deterioração clínica.
Assim sendo, pacientes nessas condições claramente carecem de recursos concentrados, de uma tecnologia mais avançada e uma equipe disponível por 24h por dia.
Classificação de Risco para admissão na UTI
No Brasil, a prioridade de admissão na UTI é definida pelo Sistema de Classificação de Pacientes (SCP), que é utilizado pelos hospitais para avaliar o grau de urgência do paciente e determinar a sua prioridade de atendimento.
O SCP considera diversos fatores, como:
- Gravidade da doença;
- Necessidade de intervenções médicas imediatas;
- Risco de mortalidade;
- Disponibilidade de leitos na UTI.
Pacientes com quadros clínicos mais graves e que necessitam de tratamento imediato têm prioridade de admissão na UTI em relação a pacientes com quadros menos graves.
No entanto, é importante ressaltar que a prioridade de admissão na UTI pode variar de acordo com a região e a disponibilidade de leitos. Em casos de escassez de leitos, pode ser necessário adotar critérios mais rígidos para a seleção dos pacientes que serão admitidos na UTI.
Patologias que merecem atenção
Dentre tantas doenças que aparecem nas emergências, algumas merecem atenção. Assim, você deve considerar doenças:
- Respiratórias, como a necessidade de ventilação mecânica ou risco de falência respiratória;
- Cardiovasculares, como pacientes pós-ressuscitação ou com insuficiência cardíaca;
- Neurológicas, como convulsões ou traumatismo;
- Onco/hematológicas;
- Endócrinas ou metabólicas;
- Gastrointestinais instáveis;
- Renais.
Além disso, há também doenças de outros sistemas que devem ser levadas em conta. Entre elas, por exemplo, temos os acidentes elétricos e queimaduras ou casos de hipotermia.
Prioridade de admissão na UTI
Para padronizar a priorização, o Ministério da Saúde instituiu a Portaria 895/2017. Nela são descritos os critérios que pacientes devem apresentar e suas respectivas prioridade.
A Prioridade 1, por exemplo, é um paciente que necessita de suporte mas tem alta probabilidade de recuperação. Já a Prioridade 3 há uma baixa probabilidade. Enquanto que a Prioridade 5, a última classificação, são pacientes em estágio final.

Considerando todos esses critérios, vale a pena realizar uma sistematização objetiva e rápida, a fim de tomar a decisão, respondendo “sim” ou “não” para:
- É grave?
- Necessita de intervenções de suporte de vida?
- Necessita de monitorização intensiva?
- A probabilidade de recuperação é alta?
- Existe limitação terapêutica por parte do paciente?
- Existe limitação terapêutica por parte do hospital?
- O estado da doença é avançado e irreversível, com prognóstico de morte inevitável?
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Terapia intensiva: como dominar a rotina de UTI?
Se você é um profissional de saúde que trabalha em UTI, sabe o quão desafiador e intenso pode ser o ambiente de trabalho. A rotina de UTI exige uma atenção constante, habilidades clínicas avançadas e um conhecimento aprofundado sobre as diversas condições médicas que podem afetar os pacientes.
É por isso que é tão importante se capacitar com um curso de pós-graduação em terapia intensiva. Este curso oferece uma formação avançada e especializada em UTI, permitindo que você desenvolva habilidades técnicas e clínicas avançadas para lidar com pacientes críticos.
Ao optar por um curso de pós-graduação em terapia intensiva, você terá acesso a um currículo abrangente que aborda temas como ventilação mecânica, sedação e analgesia, monitorização hemodinâmica, manejo de pacientes com insuficiência renal, dentre outros.
Além disso, você poderá contar com a orientação de professores altamente capacitados e experientes, que estão à disposição para ajudá-lo em todas as etapas do curso.
Não deixe de investir em sua carreira e se capacite para enfrentar os desafios da rotina de UTI com segurança e confiança. Invista em uma pós-graduação em terapia intensiva e garanta um futuro mais promissor e gratificante na sua carreira.
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