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Terapia Intensiva: o que você precisa saber?

Terapia Intensiva: o que você precisa saber?

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A medicina intensiva cuida de pacientes críticos ou com alto nível de dependência. Assim, ela inclui a tecnologia para o suporte a vida e o manejo de falências graves. Quer saber mais sobre a Terapia Intensiva e a rotina do médico intensivista?

O que é a Unidade de Terapia Intensiva?

As Unidades de Terapia Intensiva (UTI) servem para o acolhimento de pacientes em estado grave. São pacientes com chances de sobrevida, mas que demandam monitoramento constante.

Além disso, as UTIs são destinadas a casos específicos. Dessa forma, elas podem ser divididas em: Adulto, Pediátrica, Pediátrica Mista (incluindo neonatal) e Neonatal.

Ainda, você pode encontrar as UTIs Especializadas, como a Cardiológica, Cirúrgica e Neurológica.

A Unidade de Terapia Intensiva foi criada em 1926, pelo Dr. Walter Dandy. A ideia era que, alocando os pacientes mais graves próximos aos profissionais da saúde, facilitaria o monitoramento e o atendimento.

No Brasil, as UTIs chegam na década de 1970, sendo inauguradas no Hospital Sírio Libanês.

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UTI ou CTI?

Como falamos acima, as UTIs são destinadas a casos mais específicos. Por isso, costumam ser encontradas mais facilmente em hospitais de médio a grande porte.

Além disso, as Unidades de Terapia Intensiva costumam ser utilizadas para pacientes com quadro clínico crítico e instável. É comum, por exemplo, ser necessário o suporte ventilatório e altas doses de medicamentos.

Já os Centros de Terapia Intensiva (CTI), ofertam acompanhamento intensivo sem uma patologia específica. Assim, reúnem pacientes com casos graves, que também precisam de monitoramento constante, com um time amplo de profissionais da saúde.

Há, ainda, as Unidades Semi-Intensivas, destinadas a casos menos graves. São pacientes que requerem observação e monitoração, mas que estão em processo de estabilização ou estado não muito grave.

Cuidados Intensivos

A rotina da UTI nunca para. Por isso, devem estar presentes profissionais da saúde 24h, preparados para realizar medidas de Suporte Avançado de Vida.

Para saber a melhor forma de agir e manter os pacientes estáveis, é necessário estar alerta aos sinais e sintomas de gravidade. Além disso, muitas vezes, é preciso tomar atitudes de forma rápida e assertiva.

Os cuidados intensivos são diversos, mas se destacam a monitorização de sinais e sintomas, avaliação e manejo da dor e a avaliação nutricional e psicológica. Assim, fica claro que a UTI oferta cuidados multidisciplinares.

Dessa forma, temos médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas, dentistas, psicólogos, farmacêuticos, bioquímicos e assistentes sociais.

Quer saber mais? Conheça nosso livro de Rotinas em Unidade de Terapia Intensiva.

O Médico Intensivista

O médico intensivista é responsável por pacientes em casos graves ou que tenham alto grau de dependência.

Sua rotina é movimentada e inclui procedimentos de: intubação endotraqueal e ventilação, traqueostomia percutânea, inserção de drenos, ultrassonografia, cateterização arterial e punção de veia central.

Além do monitoramento nas UTIs e CTIs, o profissional pode, por exemplo, trabalhar no pós-operatório, como na unidade de queimados. Ainda, pode trabalhar com pacientes que tenham um alto nível de dependência.

Residência Médica em Terapia Intensiva

A Residência Médica em medicina intensiva tem duração de dois anos. Ela treina o residente para controle de doenças, procedimentos práticos, cuidados terminais, ressuscitação, controle inicial do paciente agudamente enfermo, entre outros.

Contudo, é necessário que o candidato tenha realizado uma residência em: clínica médica, pediatria, cirurgia, anestesiologia, infectologia ou neurologia.

Pensando em se tornar um médico intensivista? Saiba mais sobre como se tornar um, as rotinas e o mercado de trabalho.

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