Coronavírus

Vacinação, variantes e mais: cenário atual da pandemia no Brasil

Vacinação, variantes e mais: cenário atual da pandemia no Brasil

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Sanar

4 min há 30 dias

Fique atualizado sobre o cenário atual da pandemia! Nas últimas semanas, o país tem registrado melhores dados sobre a Covid-19. O avanço da campanha de vacinação e a redução do número de casos são motivos para comemorar. Mas não é hora de se descuidar.

O infectologista Álvaro Costa reforçou que a prevenção não farmacológica deve continuar. O uso de máscaras e evitar aglomerações são essenciais para o controle da doença.

Cenário atual da pandemia no Brasil

Para o infectologista, a cobertura vacinal no Brasil melhorou, mas ainda há muito que avançar. “Estamos muito distantes de uma cobertura com duas doses na maior parte da população”, alertou.

Esse fator aliado a presença das variantes e a flexibilização das medidas de prevenção ligam um sinal de alerta. Há chances do cenário epidemiológico ficar delicado em breve.

“Com o retorno das atividades, as pessoas se encontrando mais. E, muitas vezes, se descuidando das medidas de prevenção. O contribui para um maior potencial de transmissão do vírus, principante das variantes”, explica Álvaro.

Diante deste cenário, o médico conta que pode acontecer um incremento de casos de Covid-19 nas próximas semanas. “Não vai ser do tamanho da primeira ou da segunda dose da dose. Mas precisamos nos preparar para essa possibilidade”, acrescenta.

Variante Delta e as vacinas

O infectologista alerta que mesmo tomando as duas doses da vacina a prevenção deve continuar. “A gente não pode voltar a viver uma vida como antes da pandemia ainda. Afinal, apesar das melhoras nos índices existe o temor das variantes. E o fato de o cenário de vacinação ainda não ser dos melhores”, alerta.

Com relação às variantes, ele reforça o fato dos coronavírus terem um alto potencial de mutação.

“A medida que o vírus circula mais variantes aparecem. Isso acontece desde o início da pandemia. As variantes são chamadas pelas letras do alfabeto grego. Alfa, Beta, Gama, Delta… E a Delta é a mais transmissível”, contextualiza.

De acordo com Álvaro Costa, a variante Delta tem algumas características um pouco diferentes das demais. Por exemplo, há uma carga viral mais alta nas secreções respiratórias. Ela originalmente veio da Índia,

O médico também explica que as vacinas que temos protegem contra as variantes. Todos os imunizantes protegem contra a forma grave da doença.

“Caso necessário, com todo avanço em vacinologia, é possível termos outras vacinas. Isso em caso de surgir uma variante que não estejamos cobertos”, afirma o médico.

Tem como zerar o risco de contrair e/ou transmitir a Covid-19?

Neste momento, um cenário ideal seria vacinar 70% da população. Questionamos o infectologista se ao “bater essa meta” zeramos os riscos de contágio. Álvaro Costa respondeu: DEPENDE.

“Tudo vai depender da identificação de escapes de cobertura vacinal. E também se vão surgir novas variantes”, conta.

O médico ainda alerta que é bem provável um reforço da vacina. Isso vale principalmente para alguns grupos especifícos.

“Pessoas idosas, com comorbidades e déficit de imunidade podem ser os primeiros a terem que receber um reforço. Vários estudos estão sendo feitos. E as decisões estão sendo baseadas em ciência e observação”, conclui.

*O Dr. Álvaro Costa é presença confirmada no Sanarcon 2021. O maior congresso digital de medicina do Brasil acontece no dia 18 de setembro. O tema central é “A Vacinação no Brasil: desafios, impactos e futuro”. Para participar, é só se inscrever gratuitamente no site (sanarcon.sanarmed.com). Serão 8 horas de muito aprendizado sobre vacinação e vários outros temas.

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