Carreira em Medicina

Saúde integral do paciente e a equipe multiprofissional

Saúde integral do paciente e a equipe multiprofissional

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Confira no artigo discussões sobre saúde integral do paciente e a equipe multiprofissional!

“Estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não, simplesmente, a ausência de doenças ou enfermidades”. Esse é o conceito de saúde, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Então, esqueça a ideia do médico cuidando sozinho de um paciente.

O paciente e o sistema de saúde

Um paciente inserido em um sistema de saúde deve receber atenção integral, conforme suas demandas e necessidades. O que envolve profissionais preparados para o planejamento e a execução de um conjunto de ações nos diversos níveis de complexidade.

Modelo de assistência

Trata-se de um modelo de assistência que coloca o paciente como ser humano em primeiro lugar. Dotado de emoções e de uma vida, mantendo-se um acompanhamento contínuo e criando-se um vínculo bidirecional com a equipe de saúde.

A integralidade implica na inserção do indivíduo em uma rede de serviços capaz de responder às necessidades, que se ampliam enormemente da dimensão biológica (na qual é centrada a prática hegemônica), mas que, minimamente, deve ser capaz de oferecer ações de promoção e proteção da saúde, integradas às ações assistenciais necessárias à demanda singular de cada usuário.”

FERLA, A. A., 2009

Questões a priorizar

Questões sobre alimentação, saúde bucal, controle das emoções, equilíbrio psicológico, condições de moradia, relações sociais e uma série de outros fatores relacionam-se ao conceito de saúde integral.

Ao prioriza a visão do ser humano como um todo, traz-se à tona a necessidade do trabalho em equipe para se prestar uma assistência de qualidade.

Não, o médico não sabe tudo.

Preceito ético

Assim sendo, deve-se seguir o preceito ético de que cada profissional tem autonomia para atuar conforme os limites e as competências específicas de sua formação, contribuindo para o cuidado integral do paciente.

Uma equipe formada por profissionais dotados de habilidades distintas, que trabalham em harmonia, reconhece a importância da ação individual de cada um de seus membros.

Tem-se como resultado uma contribuição direta muito mais eficaz com a saúde dos indivíduos sob cuidado.

Composição das equipes multiprofissionais

As equipes multiprofissionais podem ser compostas por especialidades médicas e por outros profissionais de saúde, como:

  • enfermeiros,
  • dentistas,
  • psicólogos,
  • terapeutas,
  • nutricionistas,
  • farmacêuticos,
  • assistentes sociais, sempre adaptadas às necessidades individuais.

Onde estão as equipes multiprofissionais?

Essas equipes são encontradas dentro dos hospitais, das unidades de atenção básica com Estratégia de Saúde da Família. Também, nos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), criados pelo Ministério da Saúde, em 2008, como apoio à Atenção Primária, ampliando as ofertas de serviços de saúde, a resolutividade, a abrangência e o alvo das ações.

Equipes multiprofissionais: funções

Médicos

  • realizam consultas,
  • diagnósticos,
  • propõem tratamentos específicos,
  • realizam procedimentos e,
  • geralmente, coordenam as equipes.

Profissionais de enfermagem

Profissionais de enfermagem responsabilizam-se pelo acolhimento do paciente e realizam consultas de enfermagem. Iniciando um vínculo do indivíduo com a equipe e conhecendo aspectos de sua vida relevantes para o planejamento de ações para seu cuidado.

Além disso, realizam avaliações periódicas de sinais vitais e encaminhamento a consultas médicas, sempre que necessário.

Nutricionista

Uma consulta de nutrição avalia a qualidade da alimentação do paciente. Faz um diagnóstico nutricional e oferece a orientação individualizada de dieta; também alerta sobre possíveis alergias alimentares e interações entre alimentos e medicamentos em uso.

Na avaliação psicológica, o paciente recebe auxílio para enfrentar o sofrimento biopsicossocial comumente causado pelo processo saúde-doença; potenciais riscos à saúde mental também são identificados.

A abordagem da família do paciente pelo psicólogo também é de extrema importância; o modo como o paciente interage com seu sistema familiar tem consequências no curso de sua doença e de seu processo de recuperação e a equipe precisa considerar isso (MORE et al., 2009).

Assistente social

Um assistente social pode avaliar as condições socioeconômicas do paciente e de sua família. Auxiliando na análise do prognóstico e no desenvolvimento de atividades que possam melhorar a adesão do paciente aos tratamentos propostos.

Vê-se, assim, que a abordagem unidirecional do paciente é realmente limitante.

Com uma atenção multiprofissional, aumenta-se o número de atendimentos e os pacientes têm seus problemas reconhecidos mais precocemente. Recebendo um cuidado potencializado e tratamento otimizado. Isso aumenta as chances de recuperação mais rápida da saúde, sobretudo, graças à divisão das responsabilidades profissionais.

Importância da relação harmônica na equipe multidisciplinar

Uma relação harmônica entre as peças da equipe multidisciplinar garante uma assistência global ao paciente. Nutrindo a sabedoria dos profissionais em um processo de educação continuada, favorecendo a responsabilidade coletiva e promovendo um cuidado cada vez mais coeso e humanizado.

No ciclo da vida, a saúde e a doença são processos que requerem um cuidado especial. O bom funcionamento de uma equipe que presta essa assistência depende de um caminhar unido e na mesma direção. O paciente agradece.

O texto acima é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

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