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Anafilaxia: epidemiologia, etiologia, tratamento e mais.

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A anafilaxia é definida como uma reação alérgica séria, generalizada e de início súbito, que pode causar a morte. É um quadro grave, com rápida evolução, podendo ser letal a partir de 5 a 30 minutos do início dos sintomas.

Os eventos anafiláticos tem aumentado a incidência e a gravidade, mas continuam sendo insuficientemente mal diagnosticados e muitas vezes não são tratados da forma adequada, devido a baixa adesão dos profissionais às diretrizes baseadas em evidências.

Epidemiologia

Na população geral, estima-se que cerca de 0,05 a 2% das
pessoas terá ao menos um evento anafilático durante a vida. Os principais
fatores de risco são:

  • Faixa etária: adolescentes e adultos jovens;
  • Asma e doenças respiratórias;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Rinite alérgica;
  • Dermatite atópica;
  • Doenças psiquiátricas;
  • Uso de betabloqueadores e inibidores da enzima conversora de angiotensina.

Etiologia e patogênese da anafilaxia

ETIOLOGIA: Alimentos mais comuns segundo a faixa etária:

  • Lactentes: predomínio de leite e derivados seguidos por amendoim, nozes, soja, ovos, frutas e vegetais.
  • Pré-escolares e escolares: amendoim e nozes
  • Adolescentes: amendoim, nozes, frutas e vegetais, peixes e frutos do mar.

Nos lactentes a exposição pode ser indireta através do leite materno. Nos pré escolares e escolares a maioria dos alimentos são ingeridos fora do domicílio, como na escola ou casa de parentes.

Principais causas de anafilaxia

A anafilaxia pode ocorrer por reação a diferentes agentes, porém, os mais comuns são alimentos e medicamentos. Vale salientar que, em crianças, os alimentos são as maiores causas de procura de serviços de emergência por reações alérgicas ou anafiláticas. 

As mulheres jovens também podem ser afetadas por anafilaxia a alimentos. Já os homens idosos apresentam um prognóstico ruim após alergias ocorridas por picadas de inseto. Estímulos físicos como exercício físico e frio também podem desencadear a anafilaxia.

Fisiopatologia

O contado com o alérgeno desencadeia hipersensibilidade imediata mediada por IgE com intensa liberação de mastócitos e basófilos.

Além disso, há uma grande liberação de substancias ativas, principalmente a histamina, que causam vasodilatação, edema e prurido, contração da musculatura lisa levando a broncoespasmo e aumento da motilidade intestinal, quimiotaxia e ativação de eosinófilos e neutrófilos.

Quais os principais sintomas apresentados pelos pacientes?

O início das manifestações clínicas podem variar:

  • O tempo entre o contato alérgeno e a morte pode variar de 5 minutos após injeção de droga
  • 10-15 minutos após picada de inseto
  • 35 minutos em anafilaxia secundária a alimentos. 

A maioria dos pacientes com manifestações graves apresentam a piora em até 60 minutos da exposição. manifestações podem envolver sistema respiratório, cardiovascular, gastrointestinal e neurológico, sendo o mais comum o envolvimento cutâneo. 

  • Cutâneo e da mucosa: prurido, rubor, edema nos lábios e língua, eritema urticariforme 
  • Respiratório: incluem sintomas de vias aéreas superiores como coriza, espirros, prurido nasal e, em suas formas graves, estridor, disfonia e rouquidão
  • Cardiovascular: síncope e tonturas são relativamente comuns, assim como arritmias e bradicardia paradoxal
  • Gastrointestinal: náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal
  • Neurológico: tontura e confusão mental

Como é feito o diagnóstico da anafilaxia?

Agora que você já sabe tudo sobre o que é e os principais sintomas da anafilaxia, é preciso entender como o diagnóstico é feito. 

O diagnóstico é essencialmente clínico. Para auxiliar no diagnósticos foram desenvolvidos critérios por diretrizes internacionais na tabela abaixo:

Tratado de Pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria, 4ª edição, Barueri, SP: Manole,2017.

Se esse for o caso do paciente que você irá atender,  se atente a uma boa anamnese e exame físico, isso vai te ajudar com o diagnóstico.

Diagnóstico diferencial

  • Síncope vaso vagal: não apresenta sinais cutâneos e geralmente cursa com bradicardia;
  • Crise asmática aguda;
  • Urticária generalizada;
  • Aspiração de corpo estranho;
  • Eventos cardíacos agudos (insuficiência cardíaca, IAM, TEP);
  • AVC;
  • Síndromes causadores de rubor como síndrome carcinoide, ingestão de álcool e epilespai
  • Choque hemorrágico, cardiogênico e séptico;
  • Síndrome  com excesso de produção de histamina: mastocitose sistêmica, urticária pigmentosa.
  • Angioedema hereditário;
  • Angioedema associado a IECA;
  • Vasculite urticariforme;
  • Síndrome do Homem Vermelho (infusão rápida de vancomicina);
  • Quadros psiquiátricos: síndrome do pânico, síndrome de Munchausen, síndromes conversivas.

Tratamento

Toda anafilaxia é uma emergência médica. O atendimento deve começar pela imediata remoção do agente desencadeante, sempre que possível e em seguida é feita avaliação rápida de vias aéreas, respiração, circulação, pele, estado mental e estimativa do peso.

Os seguintes passos devem ser executados:

  1. Solicitar ajuda das equipes de reanimação, anestesia ou emergência.
  2. Suporte circulatório: posicionar o pacientes em decúbito dorsal, com elevação de MMII (contra indicado nos casos de dispneia e vômitos).
  3. Em nenhum momento o paciente deve sentar-se ou levantar-se devido ao risco de colapso circulatório.
    • Administração imediata de adrenalina;
    • Monitorização respiratória e cardíaca contínua;
    • Acesso venoso e expansão com cristaloide, 20ml/kg de NaCl a 0,9% em bolus e depois a cada 30 a 60 minutos.
    • Em caso de hipotensão persistente, administra-se adrenalina endovenosa, 1: 10.000, na dose de 0,01 mg/kg até no máximo 1 mg.
  4. Manejo da via área e suporte respiratório: oxigênio suplementar. Deve-se estar preparado para IOT
    • Pacientes com rouquidão, estridor, edema de orofaringe e língua são de alto risco, e a entubação poderá ser difícil. Nesses casos, avaliar a possibilidade de entubação seletiva sob sedação.
  5. Uso de agentes adjuvantes:
    • Anti-histamínicos – difenidramina, 1 a 2 mg/kg, até 50 mg, EV.
    • Agonistas b-adrenérgicos – salbutamol inalatório, 0,1 mg/kg.
    • Corticoide: metilpredinisolona, EV, 1 a 2 mg/kg, até 50 mg.
  6. Acompanhamento do pacientes após estabilização.
    • Observação hospitalar por no mínimo 6 horas.
    • Orientar os familiares ao reconhecimento dos sinais da anafilaxia e preparo da automedicação: dispositivos de adrenalina autoinjetável (DAAI).

REFERÊNCIAS

  • Tratado de Pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria, 4ª edição, Barueri, SP: Manole,2017.
  • Guia Prático de Atualização – Departamento de Alergia. Anafilaxia. Socied Brasileira de Ped. Nº1, outubro de 2016.

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