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Anatomia do Tórax | Colunistas

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O tórax refere-se à região do corpo humano localizada entre o pescoço e o abdômen. Sua estrutura é dada pela parte superior mais estreita que aumenta inferiormente, tendo o que chamamos de formato de cone truncado.

Além disso, o tórax é composto por:

  • Uma estrutura óssea, formada por esterno, costelas e coluna vertebral torácica.
  • Músculos, entre os quais estão os músculos intercostais, o diafragma e músculos acessórios da respiração (incluindo esternocleidomastoideo, escalenos e outros músculos da parte superior do tórax).
  • Órgãos, como coração, pulmões, traqueia, brônquios e esôfago.
  • Vasos sanguíneos e nervos.

Ademais, as principais funções relacionadas ao tórax e às estruturas que o compõe são:

  • Proteção – A caixa torácica protege os órgãos vitais, como o coração e os pulmões.
  • Respiração – O movimento do diafragma e dos músculos intercostais permite a entrada de ar nos pulmões e a troca gasosa.
  • Circulação sanguínea – O coração bombeia sangue através dos vasos sanguíneos para fornecer oxigênio e nutrientes para o corpo.

O intuito desse texto é demostrar de uma forma dinâmica e sucinta a divisão e limites do Tórax e seus Componentes Anatômicos.

Divisão da Caixa Torácica

Por conta do tamanho da caixa torácica, sua divisão em compartimentos facilita o estudo e auxilia na localização das estruturas. Portanto, divide-se a caixa torácica em:

  • Mediastino.
  • Cavidades pulmonares.

O Mediastino é um compartimento central, localizado entre os pulmões, onde está presente as vísceras e estruturas, como o coração, a traqueia, o esôfago, vasos sanguíneos maiores (como a aorta e a veia cava) e estruturas nervosas.

Além disso, o mediastino pode ser dividido em cavidades mediastinais superior e inferior, sendo a inferior, por sua vez, dividida em compartimentos posterior, anterior e médio.

Já as Cavidades Pulmonares localizam-se ao lado do mediastino e alojam os pulmões.

Fonte: https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/torax
Divisão da Caixa Torácica

Limites do Tórax

O tórax possui limites, entre os quais encontram-se:

  • Face Posterior, formado pelas 12 vértebras torácicas e partes posteriores das costelas.
  • Face Anterior, formada pelo esterno e cartilagens costais.
  • Faces Laterais, formadas pelas costelas separadas pelos espaços intercostais, ocupados por músculos e membranas.
  • Abertura Superior, formada pela primeira vértebra torácica atrás, pelo bordo superior do esterno adiante, e pela primeira costela de ambos os lados.
  • Abertura Inferior, formada pela 12˚ vértebra torácica, atrás, pela 11˚ e 12˚ costelas, lateralmente e a frente pelas cartilagens da decima, nona, oitava e sétima costelas.

Componentes anatômicos da caixa torácica

Neste bloco, revisaremos a anatomia dos principais componentes anatômicos da caixa tóracica, incluindo esterno, costelas e cartilagens costais.

Esterno

O Esterno está localizado na parede anterior do tórax e tem como característica ser um osso alongado e achatado. Além disso, é dividido em três partes de cima para baixo:

  • Manúbrio.
  • Corpo.
  • Processo Xifoide.

Manúbrio do Esterno

O Manúbrio do Esterno tem formato quadrangular. Ademais, sua junção com o corpo é estreita, mas se alonga em cima.

Com relação as suas faces, a Face Anterior dá origem ao Músculo Peitoral e ao Músculo Esternocleidomastóideo. Na Face Posterior, por sua vez, localiza-se a inserção de cada lado ao Músculo Esterno-hioideo e ao Músculo Esternotireóideo.

No que se refere aos bordos, o Bordo Superior é o mais espesso e apresenta em seu centro a chanfradura jugular ou pré-esternal. Já o Bordo Inferior, por sua vez, é oval e áspero e articulado com o Corpo do esterno. Por fim, os Bordos Laterais são marcados em cima por uma depressão e em baixo por uma pequena faceta.

Corpo do Esterno

O Corpo do Esterno é a parte mais longa do esterno, além de ser estreito e delgado.

Sua Face Anterior é orientada para cima e para frente dando inserção à porção esternal do Músculo Peitoral Maior. Sua Face Posterior, por outro lado, é ligeiramente côncava e dá origem, em sua parte inferior, ao Músculo Transverso do Tórax.

Com relação aos bordos do corpo do esterno, o Bordo Superior é oval e articulado com o Manúbrio, o que resulta no Ângulo Esteral. Já o Bordo Inferior é estreito e articula-se com o Processo Xifóide. Por fim, o Bordo Lateral apresenta em seu ângulo superior uma pequena faceta que forma uma cavidade para a cartilagem da segunda costela. Além disso, abaixo existem quatro depressões angulares que recebem as cartilagens da terceira à sexta costela.

Processo Xifoide (ou Apêndice Xifoide)

O Processo Xifoide, também chamado de Apêndice Xifoide, é a menor das três outras partes do esterno e localiza-se na extremidade inferior do Esterno.

Além disso, possui formas variáveis, podendo apresentar-se: pontiagudo, bífido, largo, delgado até mesmo desviado para um dos lados.

Na sua Face Anterior, inserem-se os ligamentos Costoxifoideo Anterior e parte do parte do músculo Reto Abdominal. Na Face Posterior, por outro lado, inserem-se algumas fibras do diafragma, triangular do tórax e o ligamento costoxifóideo posterior. Por fim, nos Bordos Laterais, ocorre a inserção para as aponeuroses dos músculos abdominais.

2Fonte: SOBOTTA, J. e BECHER, H. – Atlas de anatomia humana. 21ª ed., Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2000, Vol. 1
Imagem Referente ao osso Esterno

Costelas

As Costelas são ossos arqueados, que compõe a maioria do tórax. Ao todo, são doze pares de costelas, que classificam-se em verdadeiras, falsas e flutuantes.

A Costelas Verdadeiras articulam-se posteriormente com a coluna vertebral e anteriormente são ligadas diretamente ao externo pelas cartilagens costais. As que fazem parte desse grupo são do primeiro ao sétimo par de costelas.

As Costelas Falsas, por sua vez, são o oitavo, o nono e o décimo par. Elas não ligam-se diretamente ao esterno, mas sim a cartilagem do sétimo par. Portanto, devido ao fato de não estarem conectadas diretamente ao esterno, classificam-se como Costelas Falsas.

Já as Costelas Flutuantes correspondem aos dois últimos pares, ou seja, o décimo primeiro e o décimo segundo par. São denominadas assim porque estão livres nas suas extremidades anteriores.

Por fim, as costelas possuem algumas características comuns. A primeira delas é que cada costela possui as extremidades vertebral e esternal (ou posterior e anterior). Além disso, todas as costelas possuem um corpo, ou seja, estrutura que corresponde a porção intermédia entre os extremos do osso.

Extremidade Posterior ou Vertebral

A Extremidade Posterior, também chamada de Extremidade Vertebral, apresenta as porções cabeça, colo e tubérculo.

A Cabeça é marcada por uma superfície articular reniforme e dividida por uma depressão e duas facetas. A faceta inferior é a maior, enquanto a superior é a menor, para que na crista o ligamento interarticular se insira.

O Colo, por sua vez, é a porção achatada do osso, sendo que sua face anterior é achatada e lisa enquanto a posterior é áspera e serve de inserção ao Ligamento do Colo.

O Bordo Superior do Colo apresenta uma crista para a inserção do Ligamento Costotransverso Anterior, enquanto isso, o Bordo Inferior possui a característica de ser arredondado. Por fim, na Face Posterior, localiza-se o Tubérculo com porção articular e não articular.

Já o Corpo é composto por face interna e externa e dois bordos (superior e inferior). Além disso, carcteriza-se por ser delgado e chato.

Extremidade Anterior ou Esternal

A Extremidade Anterior ou Esternal apresenta uma depressão que recebe a Cartilagem Costal.

Fonte: SOBOTTA, J. e BECHER, H. – Atlas de anatomia humana. 21ª ed., Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2000, Vol. 1
Costelas
Fonte: NETTER, F. H. Atlas de Anatomia Humana. 4 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.
Arcabouço Ósseo do tórax, demonstrando a posição das costelas

Cartilagens Costais

As Cartilagens Costais são compostas por cartilagem hialina, o que permite certo grau de movimento para a respiração, tanto no sentido latero-lateral quanto no sentido antero-posterior. Dessa forma, se não existisse esse tipo de cartilagem, a única movimentação que nosso pulmão poderia fazer seria no sentido crânio-caudal.

Assim como as costelas, as cartilagens variam em comprimento, largura e direção. Lembrando do tópico anterior, as cartilagens aumentam em comprimento do primeiro ao sétimo par e em seguida decrescem a partir do oitavo par até o décimo segundo par. Do mesmo modo, a largura vai diminuindo do primeiro até o décimo segundo par.

Outra variante que muda é a direção, sendo que o primeiro par é um pouco para baixo, o segundo é horizontal, o terceiro é angulado pouco para cima e os outros pares seguem o curso das costelas para depois se unirem à cartilagem precedente e seguir para o esterno.

Cada cartilagem costal possui duas faces, dois bordos e duas extremidades.

Faces

A Face Anterior tem forma convexa com sua face para cima e adiante. Enquanto isso, a Face Posterior tem forma côncava com sua face para trás e ara baixo.

Bordos

O Bordo Superior tem forma côncava, enquanto o Bordo Inferior tem forma convexa. Além disso, os bordos inferiores da sexta, sétima, oitava e nona cartilagens apresentam pontos de projeções tuberosas nos pontos de maior convexidade.

Extremidades

As cartilagens costais apresentam extremidades, sendo a Extremidade Lateral de cada cartilagem contínua com tecido ósseo da costela a que pertence.A Extremidade Medial, por sua vez, possui limites diferentes. Portanto, a extremidade medial da primeira cartilagem é continua com o esterno, já as seis seguintes encaixam-se em concavidades dos bordos do esterno. Já as cartilagens da sexta até a décima se ligam a cartilagem superior. Por fim, a décima primeira e a décima segunda são livres e pontiagudas.

Fonte: NETTER, F. H. Atlas de Anatomia Humana. 4 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.
Articulações Esternocostais, demostrando as Cartilagens

Autora: Camile Bergamaschi Chiode

Instagram: @k.chiode


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

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Sugestão de leitura recomendada

Referências

  1. STANDRING, S. (Ed.). Gray’s anatomia:  a base anatômica da prática clínica 24. Ed. Rio de Janeiro, 1946.
  2. MOORE, K. L. Anatomia orientada para a clínica 6. Ed. Rio de Janeiro: Guarabara Koogan, 2011.
  3. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 4 ed.Rio de Janeiro: Elservier, 2008.
  4. SOBOTTA, J. e BECHER, H. – Atlas de anatomia humana. 21ª ed., Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2000, Vol. 1

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