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Conteúdo médico de Microbiologia

Filo arthropoda e classe insecta

INTRODUÇÃO:  O nome Arthropoda significa pés articulados (podos = pés; arthro = articulação). É o filo que apresenta o maior número de indivíduos do reino animal, possuindo hoje mais de 1.500.000 espécies já descritas. Os artrópodes têm corpo segmentado, formado por um exoesqueleto de quitina, organizado em placas separadas por áreas membranosas. Os grupos taxonômicos de artrópodes distinguem-se, de maneira geral, pela maneira com que os segmentos são agrupados para compor as partes compactas ou distintas do corpo. Dois destes grupos, as classes Insecta e Arachnida, incluem vários importantes vetores para doenças humanas. Entretanto, outras espécies se destacam por atuarem diretamente como ectoparasitos humanos. FILO ARTHROPODA: Os artrópodes possuem simetria bilateral, com esqueleto externo (exoesqueleto) formado pelo tegumento. Este, por sua vez, compreende a epiderme e a cutícula com três camadas. O tegumento, sendo a camada externa dos artrópodes, possui as funções de proteção, sustentação e impede a perda de água. A cutícula é secretada pela epiderme que, quando recente, é flexível e mole; entretanto, passado algum tempo após a secreção, pode tornar-se esclerotisada, isto é, enrijecida. Um de seus principais componentes é a quitina, um carboidrato estrutural muito comum neste grupo de animais. SE LIGA! Em algumas articulações a cutícula permanece flexível por apresentar a resilina, uma proteína cuticular bastante flexível e elástica. Os apêndices locomotores ou alimentares são articulados e dispostos aos pares. O corpo é dividido em duas porções (cefalotórax e abdome, cabeça e tronco) ou três (cabeça, tórax e abdome). Internamente, os artrópodes apresentam uma cavidade geral, denominada hemocele, que se apresenta cheia de hemolinfa, um líquido que banha os orgãos internos. A existência do exoesqueleto, que é rígido, impede o crescimento contínuo dos artrópodes; este crescimento ocorre somente durante as mudas ou ecdises e consiste na substituição do tegumento velho por um novo, durante as

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Moscas e miíases

INTRODUÇÃO: Com exceção feita aos mosquitos, os dípteros mais importantes para a medicina humana e veterinária encontram-se na infraordem Muscomorpha, principalmente na secção Calyptratae. O representante clássico deste grupo é Musca domestica, praga importante para saúde pública por frequentar ambientes insalubres, pousar sobre alimentos e utensílios domésticos, veiculando bactérias, vírus, cistos e oocistos de protozoários, além de ovos e larvas de nematódeos. SE LIGA! O estudo tanto da Musca domestica, como o de outras espécies importantes para agropecuária, foge dos propósitos deste material. Apenas moscas cujas larvas se alimentam de tecidos humanos causando miíases, aplicáveis na terapia larval ou larvária ou na entomologia forense serão aqui descritas. O ciclo vital das moscas é holometábolo e compreende as fases de ovo, larva (três estágios, alcançados por meio de ecdises), pupa e imago (adulto alado). As fêmeas das moscas estudadas neste material botam os ovos no meio exterior, onde eles se desenvolvem; a única exceção são as moscas Sarcophagidae, que parem larvas de primeiro estágio. Imagem: Organização externa geral dos insetos e estruturas características de muscomorfas. A. Diagrama de inseto primitivo, mostrando a segmentação da cabeça, tórax e abdome. B. Cabeça típica de um muscomorfa. C. Asa típica de um muscomorfa, mostrando a venação e os lóbulos bem desenvolvidos situados na base das asas de insetos da secção Calyptratae, denominados calíptera (= caliptra ou esquama) Fonte: Parasitologia Contemporânea, 2017. O estudo dos dípteros muscoides está novamente tomando grande impulso, tendo em vista não somente a capacidade de algumas larvas de causar miíases, bem como dos adultos de veicular inúmeros patógenos para homens e animais domésticos. Dentre os estudos atuais, ainda destacam-se os que focam a dispersão e a sinantropia (associação entre homens, animais e meio ambiente), emergindo um interesse progressivo também no uso de dípteros para atender a questões dentro dos

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Toxoplasma gondii

INTRODUÇÃO:  Toxoplasma gondii é um protozoário de distribuição geográfica mundial, com alta prevalência sorológica, podendo atingir mais de 80% da população em determinados países. No entanto, os casos de doença com manifestação clínica são menos frequentes. Nestes, a forma mais grave é encontrada em crianças recém-nascidas, sendo caracterizada por lesões necróticas e inflamatórias que podem levar a sequelas neurológicas geralmente associadas a encefalite, coriorretinite e hidrocefalia, com altas taxas de morbidade e mortalidade. A toxoplasmose apresenta quadro grave de evolução em indivíduos com o sistema imune comprometido causando encefalite, retinite ou doença sistêmica. Entre o grupo de risco incluem-se os receptores de órgãos, indivíduos em tratamento quimioterápico e aqueles infectados com HIV. A toxoplasmose é uma zoonose e a infecção é muito frequente em várias espécies de animais: mamíferos (principalmente carneiro, cabra e porco) e aves. O gato e outros felinos são os hospedeiros definitivos ou completos e o ser humano e os outros animais são os hospedeiros intermediários ou incompletos. Toxoplasma gondii é parasito intracelular obrigatório, do filo Apicomplexa e classe Sporozoea (= Sporozoa), sendo, portanto, um esporozoário e, morfologicamente, muito próximo dos coccídeos e plasmódios. Nas classificações modernas pertence a família Sarcocystidae. VOCÊ SABIA? O T. gondii foi descoberto em 1908, quase ao mesmo tempo e independentemente por Splendore, em coelhos, no Brasil, e logo depois por Nicolle & Manceaux no gondi, um roedor do norte da África. CICLO BIOLÓGICO: O ciclo biológico do T. gondii desenvolve-se em duas fases distintas: Fase assexuada: em vários tecidos de diversos hospedeiros (aves, mamíferos, inclusive gatos e outros felídeos). Fase sexuada (ou coccidiana): nas células do epitélio intestinal de gatos e outros felinos não imunes. SE LIGA! T. gondii apresenta um ciclo heteroxeno, no qual os gatos são considerados hospedeiros definitivos ou completos por possuírem simultaneamente um ciclo

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