Atenção Primária – Diabetes Mellitus | Colunistas

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Gabriel Martinez
4 min4 days ago

Diabetes Mellitus tipo 2: quando rastrear?

Frequentemente na prática clínica em Unidade Básica de Saúde ou mesmo em consultórios particulares, deparamo-nos com pacientes completamente assintomáticos, procurando serviço médico para fazer o famoso “check-up”. Diante desta situação, é comum o próprio paciente relatar que deseja realizar diversos exames laboratoriais que faz todo ano para ver como está de saúde. A pergunta que devemos fazer é: “Realmente há necessidade de todos esses exames? Os mesmos devem ser realizados todo ano?”

Nessa série de posts sobre rastreamentos, vamos expor e discutir as perguntas acima no âmbito das diversas patologias de muitas especialidades da clínica médica (oncologia, cardiologia, endocrinologia…) e pra começar, vamos falar sobre o rastreamento de uma doença comum: Diabetes Mellitus tipo 2.

Antes mesmo de falarmos sobre a doença propriamente dita, precisamos relembrar que o termo “rastreamento” é definido pelo Ministério da Saúde como “a realização de testes ou exames diagnósticos em populações ou pessoas assintomáticas, com a finalidade de diagnóstico precoce (prevenção secundária) ou de identificação e controle de riscos, tendo como objetivo final reduzir a morbidade e mortalidade da doença, agravo ou risco rastreado”. Visto que o rastreamento e diagnóstico precoce da Diabetes Mellitus tipo 2 minimiza o risco de desenvolvimento de complicações macro e microvasculares, vamos agora discutir os principais pontos deste post:

Quem deve ser rastreado?

A diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (2017-2018) recomenda os procedimentos de diagnóstico em população de alto risco identificados por um escore maior ou igual a 15 pontos no questionário Finnish Diabetes Risk Score (FINDRISC), um escore validado que utiliza parâmetros de gênero, idade, IMC, circunferência abdominal, antecedentes pessoais, antecedentes familiares e hábitos para identificar o risco de desenvolvimento de DM tipo 2 em 10 anos.

Posso rastrear sem a utilização do escore FINDRISC?

Sim. E nesses casos, os critérios de rastreamento são:

Idade maior ou igual a 45 anos OU

Qualquer idade associada a antecedente de Hipertensão Arterial Sistêmica, familiar de 1° grau com DM tipo 2, dislipidemias, acantose nigricans, obesidade ou sobrepeso (IMC > 25 Kg/m² ou > 23 Kg/m² em asiáticos), sedentarismo, histórico prévio de diabetes gestacional, uso prévio de corticoides, diuréticos tiazídicos e antipsicóticos, infecções micóticas ou hepatite C.

Devo rastrear anualmente?

Não há resposta exata para esta pergunta devido ausência de ensaios clínicos para esta situação. Contudo, a própria diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (2017-2018) relata ser razoável um intervalo entre 3 a 4 anos para pacientes com resultados prévios normais ou baixo risco de desenvolvimento. Para pacientes com alto risco ou com diagnóstico prévio de pré-diabetes, há recomendação de rastreamento anual.

Quais exames devo solicitar?

Os mesmos utilizados para o diagnóstico (pelo menos dois exames alterados), que são:

Glicemia de jejum

Hemoglobina glicada

Glicemia de 2h pós-sobrecarga (menos utilizado)

Lembre-se que todas as diretrizes norteiam os profissionais de saúde com evidências para as melhores condutas, porém os pacientes não são iguais uns aos outros. Devemos sempre individualizar cada paciente no seu contexto clínico e social para orientar o melhor tratamento possível.

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Paciente do sexo feminino, 65 anos, com nódulo na tireoide identificado em exame físico, com 2,0 cm de diâmetro, endurecido, em lobo esquerdo. Realizada ultrassonografia da glândula tireoide, caracterizando nódulo sólido de 2,0 cm em lobo esquerdo e nódulo de 1 cm no lobo direito, e com laudo final de "bócio multinodular". A melhor conduta seria:

A
observação clínica.
B
tratamento com tiroxina em doses supressivas.
C
tomografia computadorizada para confirmar multinodularidade.
D
exame citológico de material obtido por punção biópsia aspirativa por agulha fina.
E
radioiodoterapia.
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