Cirurgia geral ou área cirúrgica básica: qual a área mais adequada para você? | Colunistas

Cirurgia geral ou área cirúrgica básica: qual a área mais adequada para você? | Colunistas

Índice
Índice
Matheus Siqueira
6 min50 days ago

“Somos iguais, fazendo coisas diferentes, com o mesmo sentido”.

Wesley D’Amico

A frase acima exposta parece sumarizar um pouco da mudança que ocorreu em 2018 na Residência Médica de Cirurgia geral. Talvez você ainda não esteja familiarizado com o que ocorreu, mas fique tranquilo, pois nesse texto tentarei não só abordar um pouco das mudanças ocorridas, mas também qual é o caminho que será mais adequado a sua realidade, seja a Residência Médica de Cirurgia Geral ou a Área Cirúrgica Básica.

Para que você entenda melhor um pouco sobre as mudanças que ocorreram, sugiro a leitura dos textos:

  • “Mudança na Residência de Cirurgia Geral: respondemos todas as suas dúvidas” (Sanar Residência Médica);
  • RESOLUÇÃO Nº 48, DE 28 DE JUNHO DE 2018 (Diário Oficial da União).

E o que mudou?

Bom, como tenho plena certeza de que você deu uma olhada nos textos que recomendei, irei ser breve na explanação.

A primeira alteração interessante é a da duração da Residência Médica de Cirurgia Geral (RMCG) que eram de 2 anos, e agora passaram a ser 3 anos, ou seja, aumentaram em 1 ano a duração da Residência.  

A segunda é a criação da Área Cirúrgica Básica, com duração de dois anos. Essa é considerada um pré-requisito para as demais áreas cirúrgicas (Cirurgia do Aparelho Digestivo, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Cirurgia Plástica, Cirurgia Vascular, Urologia, Cirurgia Torácica, Cirurgia Oncológica, Cirurgia Pediátrica e Cirurgia Coloproctológica).

Você deve estar se perguntando, mas por que houve essa mudança? Ora, o Brasil era um dos poucos países que ainda mantinham o tempo da RMCG de apenas dois anos (em alguns países da União Europeia, por exemplo, o período de treinamento é de 4 a 6 anos, ou seja, no mínimo 4 anos), e visando um melhor desenvolvimento e aprofundamento nessa área no país, decidiram por incluir mais um ano à especialidade.

 E por qual das duas você deve optar

À vista disso, é necessário primeiro entender o que cada uma delas garante a você, que quer exercer essa especialidade.

 Cirurgia Geral:

– Garante:

  • Um ano a mais para um maior aprofundamento na Área, onde serão incluídas cirurgias eletivas que não serão abordadas nos dois primeiros anos como transplantes, por exemplo;
  • A supervisão dos R1 e R2;
  • Título de especialista;
  • A possibilidade de se subespecializar nas áreas cirúrgica de sua preferência, ou seja, ela serve também como pré-requisito para as outras especialidades cirúgicas;
  • Pré-requisito para acesso às Áreas de Atuação (Vídeo e Trauma) e o Programa Avançado em Cirurgia Geral.
  • Bolsa de estudos

 Área cirúrgica básica:

Garante:

  • Pré-requisito para as outras especialidades cirúrgicas que não são de acesso direto;
  • Menor tempo (dois anos) para garantir o acesso a essas especialidades cirúrgicas;
  • Mesma matriz que a RMCG possui nos dois primeiros anos;
  • Certificado de competência para a atuação dos procedimentos cirúrgicos básicos;
  • Bolsa de estudos;

OBS: Caso você queira ficar um ano a mais para obter o título de especialista em Cirurgia Geral, há essa possibilidade onde ao final do segundo ano, concorrer a uma vaga para o terceiro ano, mediante a realização de um processo seletivo (caso haja vagas para a residência de Cirurgia Geral).

 Quantidade de vagas:

A quantidade de vagas dependerá de onde você irá realizar sua residência, aqui, irei expor apenas alguns dos principais locais de residência do país, e, caso esteja interessado em saber quais são os outros hospitais que estão oferecendo vagas, clique no link que está localizado nas referências utilizadas.

  • UNIVERSIDADE FEDERAL DE SAO PAULO – Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP):
Vagas Credenciadas Oferta de vagas RMCG Oferta de vagas Área Cirúrgica
25 6 18
  • Faculdade de Ciências Médicas Unicamp
Vagas Credenciadas Oferta de vagas RMCG Oferta de vagas Área Cirúrgica
18 2 16
  • HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UFG GOIÂNIA GO
Vagas Credenciadas Oferta de vagas RMCG Oferta de vagas Área Cirúrgica
4 1 3
  • FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS E DA SAÚDE PONTIFICIA UNIVERSIDADE CATOLICA DE SÃO PAULO – PUC
Vagas Credenciadas Oferta de vagas RMCG Oferta de vagas Área Cirúrgica
10 3 7
  • HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPR
Vagas Credenciadas Oferta de vagas RMCG Oferta de vagas Área Cirúrgica
10 2 8

Conclusão:

Desta forma, optar por uma das duas depende da carreira que você quer construir, pois caso você queira se especializar em alguma área cirúrgica que não a Cirurgia Geral em si (Cirurgia do Aparelho Digestivo, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Cirurgia Plástica, Cirurgia Vascular, Urologia, Cirurgia Torácica, Cirurgia Oncológica, Cirurgia Pediátrica e Cirurgia Coloproctológica), o mais sensato é aderir a Área Cirúrgica básica. Não obstante, optar por aprofundar seus conhecimentos na Cirurgia Geral, é pertinente a escolha pela RMCG.

Ainda está com dúvidas sobre esse tema? Deixe nos comentários, ou mande dúvidas nas minhas redes sociais, que irei respondê-las. Até uma próxima!

Autor: Matheus Siqueira

Instagram: @matheussdfg

LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/matheussdfg/

Email: matheussiqueiraferraz@gmail.com


Gostou do artigo? Quer ter o seu artigo no Sanarmed também? Clique no botão abaixo e participe

Compartilhe com seus amigos:
Tire 10 nas provas da faculdade

Estude com as melhores aulas de professores padrão USP onde você estiver no SanarFlix.

Vídeo-aulas

Fluxogramas

Mapas mentais

Resumos

Questões comentadas

Cancele quando quiser

Seja aprovado na Residência

Paciente do sexo feminino, 65 anos, com nódulo na tireoide identificado em exame físico, com 2,0 cm de diâmetro, endurecido, em lobo esquerdo. Realizada ultrassonografia da glândula tireoide, caracterizando nódulo sólido de 2,0 cm em lobo esquerdo e nódulo de 1 cm no lobo direito, e com laudo final de "bócio multinodular". A melhor conduta seria:

A
observação clínica.
B
tratamento com tiroxina em doses supressivas.
C
tomografia computadorizada para confirmar multinodularidade.
D
exame citológico de material obtido por punção biópsia aspirativa por agulha fina.
E
radioiodoterapia.
Termos de Uso | Política de Privacidade. © Copyright, Todos os direitos reservados.