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Cirurgia Plástica: residência, áreas de atuação, rotina e mais!

Cirurgia Plástica: residência, áreas de atuação, rotina e mais!

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A cirurgia plástica é a mais eclética especialidade médica, pois atua em praticamente todo o corpo — crânio, face, pescoço, tronco, membros, genitália etc. Há algumas décadas a área vem sendo dividida entre a cirurgia reparadora e estética.

No entanto, na prática, essa diferenciação é difícil de ser feita, pois mesmo um procedimento considerado apenas estético, como a colocação de implantes mamários, pode trazer melhorias funcionais e anatômicas.

É comum que o cirurgião plástico sofra preconceito da sociedade e até de colegas médicos de outras especialidades. Quando isso acontece, a validade dos seus objetivos é colocada em dúvida. Mas o que acontece é que a cirurgia plástica visa à melhora da qualidade de vida do paciente, seja pela correção de uma fissura labiopalatina, por exemplo, ou pela colocação de implantes em portadoras de hipomastia. 

Para saber mais sobre essa especialidade, continue lendo este artigo! Aqui, você vai conhecer as áreas de atuação, a rotina do profissional e o mercado de trabalho, além de saber como é a dinâmica da residência médica em cirurgia plástica. Vamos lá?

O especialista e sua rotina

O cirurgião plástico é um profissional que atua na reparação de órgãos e tecidos para garantir os melhores resultados estéticos e funcionais. Ele deve ter conhecimentos aprofundados em anatomia, fisiologia e técnica cirúrgica, além de consciência da arte. Por atuar nas mais diversas partes do corpo humano, ele precisa de alta capacitação técnica e formação prolongada.

Em sua rotina, esse profissional pode trabalhar em conjunto com colegas de outras especialidades, como oftalmologia, urologia e cirurgião bucomaxilofacial. Por isso, é importante que o cirurgião plástico tenha a habilidade de trabalhar em equipe. 

O lado artístico do cirurgião plástico pode ser um grande diferencial. O discernimento estético e da harmonia corporal podem ajudar muito, assim como a técnica fotográfica. Cursos e treinamentos específicos em fotografia são importantes para que se tenha um bom registro dos resultados.

A rotina do cirurgião plástico é dividida entre consultório ou ambulatórios e centro cirúrgico. Em ambos os casos, ele deverá realizar uma avaliação pré-operatória detalhada e cuidadosa, solicitando exames complementares e consultas com outros especialistas caso seja necessário.

O planejamento, a marcação correta do paciente, o respeito à técnica e preceitos cirúrgicos e o acompanhamento pós-operatório são cruciais para a boa prática de cirurgia plástica. 

Áreas de atuação

Existem algumas subespecialidades da cirurgia plástica que têm como objetivo o tratamento de questões específicas. Saiba mais sobre algumas delas a seguir!

  • Cirurgia crânio-maxilo-facial: trata de doenças de partes moles e esqueléticas da face e do crânio, como deformidades congênitas, patologias adquiridas dos maxilares e articulação têmporo-mandibular, além de correção de fraturas da face pós-traumas;
  • cirurgia da mão: atua na correção de traumas e fraturas, reimplantes, deformidades congênitas, recuperação de tendões, nervos e músculos;
  • tratamento de queimados: oferece suporte clínico e cirúrgico na urgência e no tratamento de lesões e sequelas, além de proporcionar a reabilitação;
  • tratamento de feridas complexas: inclui feridas de difícil tratamento e resolução, como feridas crônicas por pressão, diabetes, insuficiência vascular e vasculite, ou feridas agudas por trauma e infecção O tratamento muitas vexes necessita de intervenções cirúrgicas elaboradas e com longo tempo de internação;
  • cirurgia reconstrutiva em oncologia: realiza a reconstrução de órgãos após ressecção de neoplasias benignas ou malignas;
  • cirurgia plástica pediátrica: pouco difundida no Brasil, essa subespecialização foca no atendimento a crianças com malformações congênitas ou adquiridas;
  • cirurgia do contorno corporal: tem como objetivo a melhora da qualidade de vida e autoestima de pacientes que apresentam problemas congênitos, envelhecimento ou ganho e perda de peso;
  • cirurgia estética: realiza procedimentos estéticos em pacientes que se queixam de alterações na forma corporal ou por não estarem em conformidade com os padrões de beleza. Esse tipo de procedimento costuma ter grande impacto positivo psicológico;
  • cosmiatria: área de intersecção com a dermatologia, que realiza tratamentos para melhorar a qualidade e prevenir o envelhecimento da pele e seus anexos. 

Mercado de trabalho e remuneração 

A cirurgia plástica é uma das especialidades que mais cresce em toda a medicina. De acordo com os dados mais recentes do Conselho Federal de Medicina (CFM), o Brasil tem 6.3604 titulados, o que corresponde a uma razão de 3,04 especialistas para cada 100 mil habitantes. 

De acordo com o censo bianual da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, em 2018 foram realizadas mais de 1,7 milhões de operações no país, sendo 60% para fins estéticos. Dessas, as mais procuradas são o aumento de mama e a lipoaspiração.

O mercado de trabalho de cirurgia plástica tem como característica o pouco vínculo com planos de saúde, principalmente em relação às cirurgias cosméticas. A possibilidade de tratamentos em conjunto com outras especialidades, como a mastectomia e a reconstrução de mama, abre um leque grande de atuação profissional. 

Todavia, o mercado está cada vez mais competitivo para cirurgiões plásticos, principalmente os recém-formados, por causa do monopólio de poucas empresas ou cirurgiões.

É por isso que os mais novos podem sentir alguma dificuldade em começar a vida privada de atendimento em consultório. Por outro lado, a área está em ampla expansão e surgem novos procedimentos a cada dia. 

Remuneração

De acordo com uma pesquisa realizada pela Catho, o salário médio de um cirurgião plástico no Brasil é de R$ 22.083,08.

A residência médica em cirurgia plástica

Como falamos, o processo de formação de um cirurgião plástico é longo e exige muita dedicação. A residência médica em cirurgia plástica dura três anos e tem como pré-requisito dois anos de residência em cirurgia geral. Ao final do programa, o médico deverá ser aprovado no exame de título aplicado pela SBCP.

Os programas de residência médica em cirurgia plástica no Brasil são muito heterogêneos. Isso acontece pela vasta área de atuação, o que dificulta a composição de um programa com treinamentos completos.

A maioria deles apresenta deficiência em alguma área de atuação, por isso o médico deve pesquisar sobre as suas opções antes de escolher o ideal, de acordo com os seus objetivos de carreira. 

Durante os três anos de treinamento, o profissional adquire experiência, técnica e segurança progressivamente, sempre com supervisão de professores no acompanhamento pré-operatório, cirurgias e pós-operatórios.

Geralmente, procedimentos de menor complexidade são de atribuição dos residentes do primeiro ano (R3) — são exemplos os enxertos de pele, retalhos locais, ressecção de tumores cutâneos menores, dentre outros. Algumas residências têm plantões noturnos em unidades de queimados, pronto-socorros ou enfermarias, também feitos pelos R3.

Os outros dois anos são dedicados ao aperfeiçoamento do cuidado e de técnicas cirúrgicas refinadas, em procedimentos cada vez mais complexos. Em geral, a residência médica em cirurgia plástica tem elevada complexidade técnica, pois são realizadas cirurgias delicadas, muitas vezes em áreas nobres do corpo.

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