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Princípios da Cirurgia Plástica: conceito de peles e anexos

Princípios da Cirurgia Plástica: conceito de peles e anexos

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SanarFlix

8 min há 820 dias

Neste material, iremos ter uma visão geral sobre o os princípios da cirurgia plástica, quais suas áreas de atuação e seus principais pilares.

Princípios da cirurgia plástica

Para entendermos as áreas de atuação da cirurgia plástica, é necessário retirar da mente a clássica divisão entre estética e reparadora. A linha que divide essas duas possíveis áreas é bem tênue.

Quem alega essa divisão, se baseia na ideia de que as cirurgias estéticas são aquelas nas quais não existe previamente um prejuízo funcional da região abordada. É imaginar que uma mamoplastia seria uma cirurgia estética, já que no caso da colocação de implantes de silicone, a paciente apenas apresenta anseios estéticos na cirurgia.

Em um ponto diametralmente oposto, teríamos os grandes queimados, onde iríamos realizar uma cirurgia genuinamente reparadora, para permitir o máximo da manutenção das funções da vida e da pele, impedido a formação de complicações durante a cicatrização.

Quando entramos mais a fundo neste assunto, percebemos que essa divisão é mais baseada no ponto de vista de quem as criou do que na concepção das cirurgias realizada.

É imaginar que uma paciente que irá se submeter a uma mamoplastia com colocação de implante de silicone possui um hipodesenvolvimento mamário, o que acarreta um grande prejuízo no seu desenvolvimento social.

Enquanto um paciente queimado, pode realizar algumas etapas cirúrgicas com o intuito de o deixa-lo mais apresentável socialmente, como no caso de paciente queimados na infância que apresentam queimaduras que não apresentam complicações motoras, apenas estéticas.

Foto esquemática dos efeitos da mamoplastia.

Imagem: Foto esquemática dos efeitos da mamoplastia. Fonte: Google imagens. 

Assim, após essa introdução, fica mais claro que essa divisão entre estética e reparadora não possui uma base muito concreta, sendo, como já comentado anteriormente, pautada em conceitos pré-concebidos e que precisam ser revistos.

Agora que já temos em mente as “possíveis áreas de atuação do cirurgião plástico”, poderemos dar uma olhada nos principais temas por eles estudados. Iremos apresentar de maneira breve conceitos sobre a pele, seja sua histologia, seus anexos até como ocorre sua irrigação, enxertos e retalhos.

Estudo da pele

Se eu te perguntar qual o principal local de trabalho da cirurgia plástica, acredito que ninguém irá pensar muito antes de responder que é a pele.

Assim, esse órgão com diversas funções, seja de proteção como barreira para a entrada de microrganismos, ou de regulação do calor através de seus anexos e vasos, é composto por 2 camadas principais (iremos estudar um outro tecido abaixo dele, mas que é de suma importância para sua sobrevivência) e um vasto assunto para estudos.

Camadas

Quando estudamos a histologia da pele, iremos inicialmente perceber que ela é composta de 2 camadas principais (epiderme e a derme) sustentadas e nutridas pela chamada hipoderme, nosso tecido subcutâneo. A epiderme, que está em constante regeneração, é a camada mais externa, enquanto a derme, uma camada interna, é responsável pela elasticidade, flexibilidade e pelo suprimento neurovascular da epiderme.

A epiderme, um epitélio estratificado pavimentoso corneificado, vai ser dividida em cinco subcamadas: basal, espinhosa, granulosa, lúcida e córnea (da mais interna para mais externa). O conteúdo celular é diariamente substituído pela queratina ao chegar na subcamada mais superior, a córnea. É a subcamada basal que irá separar a epiderme da derme e que se encontram os componentes celulares da pigmentação.

Imagem ilustrativa da Anatomia da epiderme.

Imagem: Anatomia da epiderme. Fonte: Google imagens.

Já a derme, é subdividida em uma camada externa, chamada de derme papilar (separada da epiderme pela junção dermoepidérmica) e uma camada interna, chamada de derme reticular, que circunda o tecido subcutâneo.

A derme papilar irá permitir a nutrição da epiderme por difusão dos nutrientes a partir de suas reentradas nela, por isso o nome de papilas dérmicas, por possuir formato de papilas. Vai ser composta de células, fibras e pela substância fundamental. Os apêndices da pele se encontram nesta camada, incluindo glândulas sebáceas, glândulas sudoríparas e folículos capilares.

SAIBA MAIS: A hipoderme, ou tecido subcutâneo, é composta por um tecido conjuntivo frouxo, pelo tecido adiposo, com função de unir a derme com a fáscia muscular profunda e pela passagem dos vasos até chegarem à derme. É bom lembrar que a hipoderme não é uma camada da pele, mas um outro tecido que corrobora na função da pele.

Os Anexos da Pele

Os anexos da pele são compostos pelas unhas, pelos, glândulas sudoríparas e pelas glândulas sebáceas com seus respectivos ductos.

As unhas são encontradas nas pontas dos dedos dos pés (pododáctilos) ou das mãos (quirodáctilos). São estruturas achatadas, elásticas, de textura córnea, aplicadas sobre a superfície dorsal das falanges distais. Cada unha está implantada por uma porção chamada raiz em um sulco da pele; a porção exposta é denominada corpo e a extremidade distal, borda livre.

A unha é firmemente aderente ao cório e exatamente moldada sobre a superfície; a parte de baixo do corpo e da raiz da unha é chamada matriz da unha porque é esta que a produz. Próximo a raiz da unha o tecido não está firmemente aderido ao tecido conjuntivo, mas apenas em contato com o mesmo; por isso, esta porção da unha é esbranquiçada e chamada lúnula devido a sua forma.

Os pelos são encontrados em quase toda superfície do corpo. Variam muito em comprimento, espessura e cor nas diferentes partes do corpo e nas várias raças humanas. Um pelo consiste em raiz (a parte implantada na pele) e haste (a porção que se projeta da superfície).

A raiz do pelo termina no bulbo do pelo que é mais esbranquiçado e de textura mais mole do que a haste e está alojado em um canalículo da epiderme que o envolve, chamado folículo do pelo. No fundo de cada folículo encontra-se uma pequena eminência cônica vascular ou papila.

Ela é contínua com a camada dérmica do folículo e suprida com fibrilas nervosas. O folículo piloso consiste em duas túnicas: externa e interna ou epidérmica. O bulbo piloso é moldado sobre a papila e compõe-se de células epiteliais poliédricas que, ao passarem para o interior da raiz do pelo, se alongam, tornando-se fusiformes.

A haste do pelo consiste, de dentro para fora, de três partes: a medula, o córtex e a cutícula. A medula, em geral, está ausente em delgados pelos que cobrem a superfície do corpo e comumente nos da cabeça. Compõe-se de fileiras de células poliédricas contendo grânulos de eleidina e frequentemente espaços aéreos.

O córtex constitui a parte da haste; suas células são alongadas e unidas para formar fibras fusiformes a achatadas contendo grânulos de pigmento em pelos escuros e ar nos brancos. A cutícula compõe-se de uma simples camada de escamas achatadas que se sobrepõem da profundidade para a superfície.

Correlacionado aos folículos pilosos há um conjunto de pequeninos feixes de fibras musculares lisas involuntárias, denominadas eretores dos pelos. Emergem da camada superficial da derme e se inserem no folículo. Colocam-se do lado para onde o pelo se inclina, e pela sua ação diminuem a obliquidade do folículo, tornando-o reto.

As glândulas sudoríparas (popularmente conhecidas como as glândulas de suor) são encontradas em quase toda a parte da pele. Consistem em um simples tubo cuja a parte profunda constitui uma bolsa esférica ou oval chamada corpo da glândula, enquanto a porção superior ou ducto atravessa a derme e a epiderme, abrindo-se na superfície da pele por uma abertura afunilada.

Nas camadas superficiais da derme o ducto é retilíneo, mas nas camadas profundas o ducto é enrolado ou mesmo retorcido. São muito abundantes na palma das mãos e planta dos pés.

As glândulas sebáceas são órgãos glandulares pequenos e saculiformes alojados na derme, encontradas em muitas partes da pele, mas em abundância no couro cabeludo e na face.

Cada glândula consiste de um simples ducto que emerge de um agrupamento ovalado ou em forma de garrafa – os alvéolos, que são em geral de dois a cinco, podendo chegar, em alguns casos, até vinte. Cada alvéolo é composto de uma membrana basal transparente contendo um certo número de células epiteliais.

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