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Coloproctologia: residência, áreas de atuação, rotina e mais

Coloproctologia: residência, áreas de atuação, rotina e mais

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A coloproctologia é a especialidade médica que trata das doenças clínicas e cirúrgicas do cólon, do reto e do ânus. A área compreende uma série de procedimentos de diagnóstico, como colonoscopia, manometria anorretal e ultrassonografia endorretal.

Neste artigo, você vai conhecer a rotina do coloproctologista, o mercado de trabalho, áreas de atuação e saber mais sobre a residência médica em coloproctologia. Continue a leitura!

O especialista em coloproctologista e sua rotina

O atendimento ambulatorial ocupa cerca de 50% da rotina do coloproctologista. As queixas mais frequentes são constipação intestinal e doenças orificiais – apenas uma parcela desses atendimentos resulta em casos de patologias realmente cirúrgicas.

O contrário acontece em grandes centros de referência em câncer colo-retal, com números crescentes de pacientes cirúrgicos e casos de grande complexidade. 

A realização de exames complementares também é um aspecto importante do dia a dia desse especialista. Dentre eles, os mais comuns são a colonoscopia, retossigmoidoscopia e manometria anorretal.

Muitos profissionais acabam concentrando sua prática nessas atividades, deixando de lado a área cirúrgica. 

Dentre as principais doenças tratadas pelo coloproctologista, estão os tumores e as doenças hemorroidárias, condições funcionais como a constipação e a síndrome do intestino irritável.

Para se ter uma ideia da prevalência de algumas dessas doenças, o câncer colo-retal é o segundo tipo mais comum entre homens e mulheres, segundo dados do Instituto Oncoguia. Estima-se que para cada ano do triênio 2020/2022 sejam diagnosticados mais de 40 mil novos casos da doença.

Mercado de trabalho e remuneração

A coloproctologia é uma especialidade muito dinâmica, que confere ao profissional uma rotina mais tranquila, caso ele seja focado em ambulatórios e exames, ou mais agitada, se a concentração for em cirurgias. Nesse último caso, há risco de complicações e cirurgias de emergências, com grande possibilidade de trabalho aos finais de semana e feriados.

No Brasil, existem 2.164 coloproctologistas, segundo os dados mais recentes da Demografia Médica no Brasil. A maioria desses profissionais atuam no sudeste (50,7%). Em seguida, vem a região nordeste (19,3%) e o Sul (17,7%). A região Centro-Oeste (9,8%) e Norte (2,5%) são as que têm menor quantidade de profissionais no mercado. Essas podem ser excelentes oportunidades para quem deseja se inserir logo no mercado.

Remuneração do coloproctologista

Um médico coloproctologista ganha em média R$ 4.561,18 para uma jornada de trabalho de 14 horas semanais. De acordo com pesquisa do site Salário junto a dados oficiais do Novo CAGED, eSocial e Empregador Web. O período analisado foi de Outubro de 2020 a Setembro de 2021.

A faixa salarial vai de R$ 3.901,51 e R$ 9.315,30 (teto salarial).

*Os dados não levam em conta nenhum tipo de adicional salarial.

Vale lembrar que a remuneração de um coloproctologista pode variar de acordo com a área de atuação, a experiência profissional e até com a região do país em que atua.

Residência médica em coloproctologia

A residência médica em coloproctologia tem duração de dois anos e, por ser uma especialidade cirúrgica, antes de entrar no programa o médico precisa completar outros dois anos de residência em cirurgia geral em serviço credenciado pelo Ministério da Educação (MEC).

A residência contempla três áreas importantes de atuação: a parte ambulatorial, a realização de exames e cirurgias. Ao longo do programa, o residente vai aumentando a sua experiência e atuando em casos cada vez mais complexos. Cada hospital tem o seu conteúdo programático, mas todos devem seguir uma linha lógica.

Como é a residência?

O primeiro ano é voltado para a realização de consultas ambulatoriais da especialidade e procedimentos cirúrgicos de menor complexidade, como hemorroidectomias, fistulectomias, fissurectomias e exérese de lesões anais. Nesse período também é feita a iniciação em exames complementares, como a anuscopia, retosigmoidoscopia rígida e flexível. 

Já o segundo ano é concentrado em atividades mais complexas. Cirurgias abdominais colorretais de maior complexidade e realização de exames (como colonoscopia e manometria anorretal).

A videolaparoscopia tem surgido como uma alternativa de grande impacto na atuação do coloproctologist. Mas alguns serviços, principalmente os ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS), ainda não dispõem desse recurso.

A videolaparoscopia é uma tendência da área e já é uma realidade em muitos centros do país. Ela traz menor tempo de internação e recuperação, além de melhor efeito estético. Uma realidade que ainda está distante da rotina dos profissionais do Brasil. Entretanto, é a cirurgia robótica, onde os movimentos cirúrgicos são reproduzidos por braços mecânicos. 

A especialidade permite ao profissional ter variadas opções de atuação. Tem até a possibilidade de exercer a profissão por completo, atuando no diagnóstico clínico e no tratamento cirúrgico.

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