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05/032021

Confira as fakes news sobre o Covid-19

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Fake news: revisão de estudo publicado no site do MS não garante eficácia da hidroxicloroquina contra COVID-19A falta de eficácia da hidroxicloroquina para tratamento da COVID-19, seja ele preventivo ou não, é consenso na comunidade científica global, mas não são poucas as notícias falsas que se espalham nas redes sociais dizendo o contrário, apesar das evidências médicas. Confira as fakes news sobre o Covid-19 Viralizou no Twitter uma série de postagens que faz referência a um estudo que recomenda o uso precoce da hidroxocloroquina na prevenção da COVID-19 e que teria sido publicado em 1º de janeiro deste ano no periódico científico The American Journal of Medicine. O mesmo estudo foi citado em uma reportagem do site do Ministério da Saúde e em uma coluna de vídeo do jornalista Alexandre Garcia, que posteriormente foi republicada pelo presidente Jair Bolsonaro. A conta de origem do viral pertence a Alessandro Loiola, figurinha carimbada nas checagens de agências que combatem notícias falsas. Até 19 de janeiro de 2021, a repercussão da postagem foi de 7,4 mil curtidas e 2,9 mil compartilhamentos, além de trazer também o link da página do Ministério da Saúde. Para checar a veracidade do estudo, o Comprova buscou a íntegra do trabalho acadêmico original, entrou em contato com um dos autores responsáveis e consultou dois especialistas brasileiros para comentar os achados. A conclusão é de que este é mais um caso de fake news: além de não ter sido publicado na data indicada, o estudo não comprova a eficácia da hidroxicloroquina e está mais próximo de um “artigo de opinião” do que de um material embasado. “Por se tratar de um portal com conteúdo oficial do governo federal, além da repercussão, acreditamos que a postagem pode ser perigosa, uma vez que
03/032021
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Fake news: CDC não inflou em 1.600% o número de mortes por COVID-19 nos EUANa medida em que os números sombrios da pandemia e mortes por COVID-19 avançam rapidamente – já são mais de dois milhões e quinhentas mil mortes ao redor do mundo –, novas teorias da conspiração ganham fôlego. Circula nas redes sociais um estudo que diz que o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) inflou em 1.600% o número de mortes por COVID-19 no país. O material foi analisado pela Lupa, que concluiu que se trata de mais um caso de fake news. Segundo a agência de checagem, o estudo em questão faz uma interpretação equivocada de estatísticas publicadas pelo CDC.   Leia também: Confira as fakes news sobre o Covid-19 O tal estudo foi publicado em outubro de 2020 e de lá para cá já foi desmentido pela instituição norte-americana, por outros pesquisadores e por veículos internacionais, como USA Today e Politifact. “Interpretação completamente equivocada” sobre mortes por COVID-19 O estudo questiona uma alteração na orientação fornecida pelo CDC sobre o preenchimento de atestados de óbito. Em março de 2020, um documento da instituição norte-americana tratou da criação de um novo código para ser incluído em certidões de óbitos, com o objetivo de capturar com precisão os dados de mortalidade pelo SARS-CoV-2. “COVID-19 deve ser relatada na certidão de óbito para todos os falecidos em que a doença causou, ou se presume que causou, ou contribuiu para a morte. Os certificadores devem incluir o máximo de detalhes possível com base em seu conhecimento do caso, registros médicos, exames laboratoriais etc.”, aponta o documento do CDC. O estudo questiona o documento. “Uma alteração caprichosa na coleta de dados compromete
02/032021
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Fake news: estudo alemão não prova que máscaras são prejudiciais para criançasMais uma informação falsa está circulando. Durante transmissão ao vivo, ocorrida na última quinta-feira (25/02), o presidente Jair Bolsonaro citou um estudo alemão que provaria que máscaras são prejudiciais para crianças, e não uma proteção contra a COVID-19, e que provocariam sintomas como irritabilidade, dor de cabeça e dificuldade de concentração. A agência de checagem de informações AFP Checamos, porém, identificou que embora o estudo realmente exista, os próprios autores enfatizam que se trata de uma “versão preliminar de um manuscrito não revisado por pares” e que dizem pouco sobre as relações causais entre sintomas e uso de máscaras. As evidências até agora disponíveis comprovam que o uso de máscaras em ambientes públicos, em associação com outras medidas públicas de saúde, podem reduzir de forma bem sucedida da transmissão do SARS-CoV-2 (e também de outros vírus). Contexto da fake news que afirma que máscaras são prejudiciais para crianças “Pessoal, começam a aparecer estudos aqui, não vou entrar em detalhe, né?, sobre o uso de máscaras. Que, num primeiro momento aqui, uma universidade alemã fala que elas são prejudiciais a crianças”, disse Bolsonaro, durante sua transmissão ao vivo. Ele continua citando os supostos efeitos colaterais das máscaras em crianças, identificados pelo estudo:  “Levam em conta vários itens aqui, como irritabilidade, dor de cabeça, dificuldade de concentração, diminuição da percepção de felicidade, recusa em ir para a escola ou creche, desânimo, comprometimento da capacidade de aprendizado, vertigem, fadiga… Então começam a aparecer aqui os efeitos colaterais das máscaras, tá ok?”. Porém, a AFP Checamos identificou que o estudo citado trata-se de um artigo publicado em dezembro de 2020 no site Research Square, que divulga resultados preliminares de estudos que ainda não foram
01/032021
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Fake News: tratamento precoce contra COVID-19 não funcionaFalamos bastante sobre o tema aqui na Sanar, mas parece que a indicação de medicamentos contra o SARS_CoV_2 ainda tem fôlego. Na última terça-feira (23/02), as versões impressas de pelo menos oito jornais brasileiros publicaram um informe publicitário que faz a defesa tratamento precoce contra a COVID-19. O material foi assinado por uma desconhecida associação de médicos de Pernambuco, Associação de Médicos pela Vida. O site do grupo está fora do ar. Confira as fakes news sobre o Covid-19 As agências de checagem rapidamente acusaram a fake news: não há tratamento precoce contra COVID-19 e nem remédio capaz de prevenir a contaminação pelo novo coronavírus. Por enquanto, o distanciamento social, o uso de máscaras, a higienização das mãos e a aplicação das vacinas são os únicos métodos disponíveis para se proteger durante a pandemia do novo coronavírus. “Essas são as informações médicas, científicas, oficiais e mais recentes divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). São posições baseadas em dados técnicos, também defendidos por centenas de entidades séries de saúde em todo o planeta”, descreveu a agência de fact-checking Lupa ao rebater o conteúdo do anúncio. Ainda segundo a agência, no último ano foram pelo menos 46 verificações que indicam que cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina não têm eficácia comprovada contra o novo coronavírus. Nesse post, nós também trouxemos algumas evidências científicas que descartam o tratamento precoce contra a COVID-19.   Estudos com problemas metodológicos O anúncio com o manifesto pelo “tratamento precoce” cita alguns sites desconhecidos como referência, como c19study, ivmmeta, hcqmeta, c19ivermectin e c19legacy. Eles teriam, supostamente, realizado estudos sobre medicamentos com efeito benéfico contra a COVID-19. A agência de checagem
01/092020
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Fake news: OMS agora recomenda hidroxicloroquina para Covid-19A mais nova fake news que circula nas principais redes sociais afirma que a Organização Mundial de Saúde (OMS) modificou o seu posicionamento contrário à utilização da hidroxicloroquina para combater a Covid-19 e pediu desculpas por isso. “OMS pede desculpas pelo erro na controvérsia sobre a hidroxicloroquina” é o texto que consta na mensagem falsa. Contudo, a Organização Pan-Americana de Saúde, escritório regional da OMS nas Américas, foi procurada pela equipe de jornalismo da CBN.  Em resposta, a instituição deixou claro que “não houve mudanças no entendimento sobre a inadequação destes medicamentos para a Covid-19”.  Em trecho do site da OPAS, referentes as dúvidas sobre o novo Coronavírus, consta que: Todo país é soberano para decidir sobre seus protocolos clínicos de uso de medicamentos. Embora a hidroxicloroquina e a cloroquina sejam produtos licenciados para o tratamento de outras doenças – respectivamente, doenças autoimunes e malária –, não há evidência científica até o momento de que esses medicamentos sejam eficazes e seguros no tratamento da Covid-19; As evidências disponíveis sobre benefícios do uso de cloroquina ou hidroxicloroquina são insuficientes, a maioria das pesquisas até agora sugere que não há benefício e já foram emitidos alertas sobre efeitos colaterais do medicamento. Por isso, enquanto não haja evidências científicas de melhor qualidade sobre a eficácia e segurança desses medicamentos, a OPAS recomenda que eles sejam usados apenas no contexto de estudos devidamente registrados, aprovados e eticamente aceitáveis. Testes clínicos com a  hidroxicloroquina seguem suspensos desde junho Desde o dia 17 de junho que a OMS anunciou o fim definitivo dos testes clínicos com hidroxicloroquina para o tratamento dos pacientes com a Covid-19. A decisão foi tomada dois dias após Food
21/082020
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Fake news sobre as vacinas para Covid-19 podem atrapalhar imunizaçãoA vacinação para a COVID-19 já se tornou realidade em muitos países, inclusive aqui no Brasil. Apesar da tão aguardada vacina, a resistência diante da possibilidade de ser vacinado, muitas vezes motivada por desinformações, já é um problema real que preocupa médicos e pesquisadores.  No Brasil, uma pesquisa realizada pelo Datafolha revelou que 9% da população não quer se vacinar contra a Covid-19. E essa, acredite, não é uma tendência exclusiva de parte dos brasileiros. No Reino Unido, o instituto Ipsos Mori revelou que 16% dos britânicos não tomariam a vacina se ela estivesse disponível à época da pesquisa.  Já nos Estados Unidos o número é ainda maior, de acordo com o instituto Gallup: um em cada três pessoas afirmaram a mesma coisa.  Agora, pesquisadores e autoridades de saúde temem que os ataques às vacinas e o aumento da circulação de fake news relacionada comprometa, em certa medida, os esforços para imunizar a população e conter o avanço da pandemia. Principais tipos de fake news sobre as vacinas para covid-19 Com a crescente expansão de grupos antivacina nas redes sociais, uma parte deles no Brasil, informações falsas sobre vacinas para o combate à Covid-19 começam a ser fortemente divulgadas. Entre os principais temas das fakes news estão: A vacina irá modificar o DNA dos seres humanos.A vacina contém na sua composição células de fetos abortados.As vacinas são parte de uma conspiração de Bill Gates para implantar microchips em seres humanos.Voluntários dos testes já morreram por terem se submetido ao uso das vacinas. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou instituições e autoridades sobre o que chamou de “infodemia”. Elas consistem
20/082020
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Fake News: isolamento social é ineficaz e 80% da população é imune à Covid-19A mais nova Fake News que circula nas redes sociais afirma que um neurocientista britânico e pesquisador realizou um estudo e concluiu que maioria da população é imune ao novo Coronavírus. Além disso, e destaca ainda que o isolamento social adotado por alguns países e regiões seria inútil para conter o avanço da doença.  O compartilhamento das informações falsas conta ainda com a foto de Karl Friston em uma entrevista, um pesquisador conhecido da University College London. E afirma, entre outras coisas, que “a política de fechar tudo foi baseada em ciência falha”. A reportagem da CBN foi checar a informação e procurou o cientista Karl Friston, que negou ter sido o autor das declarações ou de qualquer pesquisa. “Estão afirmando nas redes sociais que eu disse que 80% da população mundial é imune à Covid-19 e que, portanto, o bloqueio era inútil. Mas isso é falso”, disse. O pesquisador revelou ainda que acredita que os 80% que aparece na mensagem falsa devem se referir a uma estimativa das pessoas que não estão expostas ao vírus e, caso sejam, não serão suscetíveis à infecção ou terão um quadro leve da doença. “Na verdade, meu trabalho científico nesta área sugere que o distanciamento social é importante, e interage com a imunidade da população e com outros fatores de mitigação da propagação do vírus”, destacou Friston através de um em e-mail encaminhado para a CBN. Evitar aglomerações sociais, utilizar as máscaras de proteção e adotar medidas de reforço na higiene seguem recomendadas pelas autoridades de saúde para conter a disseminação da pandemia. A importância do isolamento social durante a Covid-19 Uma das medidas de contenção da pandemia do novo
10/082020
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Fake News: dióxido de cloro pode prevenir e curar Covid-19Mais uma Fake News circula nas redes sociais! Dessa vez, as informações  destacam que a ingestão de dióxido de cloro (ClO2) diluído em água ajuda a prevenir e curar a Covid-19. O dióxido de cloro além de ser ineficaz para o tratamento da doença, também é uma substância altamente tóxica. O seu consumo é considerado por especialistas como tão perigoso quanto inalar ou beber produtos usados para limpeza residencial, por exemplo. “O dióxido de cloro não pode ser consumido de forma alguma como medicamento por ser tóxico. A própria Anvisa já percebeu esse movimento de venda de produtos à base de dióxido de cloro com apelo de que trataria o coronavírus e foi à caça desses sites para tirá-los do ar e processar quem anuncia esses produtos”, disse o pneumologista Rodolfo Fred Behrsin, professor do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, em entrevista ao portal G1.  Outro alerta vem também da infectologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Ingrid Cotta. “Até hoje não existe comprovação científica de utilidade para tratamento de qualquer doença em humanos, o que vale para a Covid-19”, destacou. Vale ressaltar que o uso de dióxido de cloro em qualquer dose pode gerar perigosos quadros de efeitos colaterais, hepáticos, hematológicos, como insuficiência respiratória, doenças do sangue, pressão arterial baixa, anemia, vômitos e diarreia. Podendo evoluir ainda para a insuficiência respiratória. “A falta comprovada de um tratamento eficaz e comprovado para a Covid-19 tem levado as pessoas ao desespero e a medidas descabidas. Fazer uso de qualquer remédio ou substância dá uma falsa sensação de que estamos fazendo alguma coisa. Mas com isso colocamos em risco a população”, alertou a médica pneumologista Patricia Canto Ribeiro, da Escola Nacional de Saúde Pública. 
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