Anúncio

Vias aéreas: o que são, anatomia e fisiologia

Índice

ÚLTIMA CHANCE | SÓ ATÉ 30/05

Você só tem +2 dias para garantir sua pós em medicina com até 54% DE DESCONTO no aniversário Sanar.

A sua aprovação no ENAMED 2026, com quem dominou a prova em 2025

As vias aéreas são responsáveis pela aquisição e eliminação dos gases do organismo. Ou seja, promove a absorção do oxigênio e a eliminação do gás carbônico produzido nos processos celulares.

O oxigênio é necessário para a respiração celular aeróbica e, por isso, sua falta em órgãos vitais pode levar rapidamente o paciente a óbito. Dessa forma, garantir que a via aérea esteja pérvia e com ventilação adequada, prevenindo hipercapnia, é uma das prioridades do atendimento médico.

Hipercapnia é o aumento da concentração de gás carbônico no sangue, que pode levar a uma diminuição no pH sanguíneo e desencadear uma acidose respiratória.

Anatomia e Fisiologia das Vias Aéreas

Como já mencionado, as vias aéreas são responsáveis pelo transporte do ar até os pulmões, onde ocorrem as trocas gasosas que irão oxigenar o sangue e retirar o gás carbônico circulante. Além disso, o sistema respiratório também participa da fonação (articulação da fala) e da percepção olfatória.

As vias aéreas podem ser anatomicamente divididas em vias aéreas superiores e vias aéreas inferiores. As vias aéreas superiores têm localização extratorácica e são constituídas pelas cavidades nasais, faringe e laringe. Já as vias aéreas inferiores têm localização intratorácica, e é composta pela traqueia, brônquios, bronquíolos e alvéolos, que são as estruturas funcionais do pulmão.

Imagem relacionada às Vias Aéreas Superiores e Inferiores.

Imagem: Vias Aéreas Superiores e Inferiores. Fonte: https://bit.ly/2yRJTzS

Fisiologicamente, as vias aéreas podem ser divididas em porção condutora e porção respiratória, ou seja, porção por onde o ar é conduzido e porção onde realmente ocorrem as trocas gasosas.

Durante seu transporte até o pulmão, o ar é aquecido e purificado pelas estruturas presentes no epitélio respiratório, além da própria constituição anatômica do trato respiratório, que força o ar a “fazer voltas” antes de chegar até o pulmão, aquecendo e esfriando esse ar até a alcançar a temperatura ideal.

O epitélio respiratório é constituído por epitélio ciliado pseudoestratificado colunar, contendo muitas células caliciformes, que produzem o muco responsável por reter as partículas carregadas pelo ar. As células colunares são conhecidas como células em escova, devido aos seus numerosos microvilos, que também são importantes na retenção de partículas e expulsão do muco contendo essas partículas.

As cavidades nasais são a porta de entrada do sistema respiratório e possuem em suas superfícies as vibrissas, pelos que filtram o ar até a faringe. As conchas nasais, que formam a parede das cavidades nasais, são estruturas que oferecem grande área de superfície para troca de calor, ou seja, participam do processo de aquecimento e umidificação do ar inspirado.

A faringe conduz o ar até a laringe, fazendo parte da porção condutora do sistema respiratório, e leva o alimento ao esôfago com o auxílio da epiglote, fazendo parte também do sistema digestório. Com isso, a faringe é dividida em nasofaringe, orofaringe e laringofaringe. Essa estrutura possui bastante tecido linfoide, sendo importante no processo de purificação do ar.

Imagem ilustrativa Vista anterior da laringe e pregas vocais

Imagem: Vista anterior da laringe e pregas vocais. Fonte: https://bit.ly/2KGnqZa

A laringe é formada por cartilagens unidas por membranas e ligamentos que contêm as pregas vocais, responsáveis pela fonação. Além disso, une-se a parte inferior da faringe pelo ádito da laringe, formando a laringofaringe e ligando a faringe a traqueia. A principal função da laringe é proteger as vias respiratórias, principalmente durante a deglutição, servindo de esfíncter das vias aéreas inferiores com o intuito de mantê-las pérvias.

A traqueia, por sua vez, é um tubo que se estende da laringe até o tórax, cujo epitélio é rico em cílios e, por isso, é capaz de expulsar o muco contendo resíduos e poluentes para a faringe, de onde é expelido ou deglutido, protegendo assim as vias aéreas inferiores (reflexo da tosse). É formada por anéis de cartilagens traqueais incompletos (em formato de C) e se bifurca em brônquios principais direito e esquerdo. Mantém relação com o tronco na raiz do pescoço.

Os pulmões são os órgãos realmente responsáveis por oxigenar o sangue. Eles são elásticos e separados pelo mediastino, ao qual são fixados pelas raízes dos pulmões (brônquios e estruturas adjacentes). Cada pulmão é segmentado em ápice, base (face diafragmática) e lobos, além disso, são revestidos por uma membrana, a pleura, que possui dois folhetos: visceral e parietal.

O pulmão direito é maior que o esquerdo e é constituído por três lobos (superior, médio e inferior) divididos por duas fissuras – oblíqua e horizontal. O pulmão esquerdo é dividido em lobo superior e inferior, divididos pela fissura oblíqua.

Os pulmões abrigam a árvore traqueobronquial, cujo tronco é formado pela traqueia e os galhos são as muitas ramificações que daí surgem. Cada um dos brônquios principais (primários) vai para um pulmão, e então eles se ramificam em brônquios lobares secundários, os quais, por sua vez, se ramificam em vários brônquios segmentares terciários.

Além dos brônquios segmentares terciários, há cerca de 25 gerações de bronquíolos condutores ramificados, que terminam como bronquíolos terminais (menores bronquíolos condutores). Essas ramificações são importantes para aumentar a área de troca gasosa. Vale destacar que os brônquios e bronquíolos possuem os mesmos anéis que a traqueia, os quais mantêm as vias aéreas pérvias, mas a parede dos bronquíolos não possui cartilagem.

Os bronquíolos condutores transportam ar, mas não tem glândulas nem alvéolos. Cada bronquíolo terminal origina diversas gerações de bronquíolos respiratórios, caracterizados pelos alvéolos. O alvéolo pulmonar é o local onde ocorre a troca gasosa no pulmão.

Cada bronquíolo respiratório origina ductos alveolares, que por sua vez dão origem a sacos alveolares. Os ductos alveolares são vias respiratórias alongadas, revestidas por alvéolos, que levam aos sacos alveolares, nos quais se abrem os grupos de alvéolos.

Posts relacionados

Compartilhe este artigo:

Cursos gratuitos para estudantes de medicina

Anúncio

Minicurso Gratuito

+ Certificado

Fisiologia Celular