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Leptospirose: definição, etiologia e fisiopatologia

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A leptospirose é uma doença infecciosa febril aguda caracterizada por amplo espectro clínico, podendo apresentar quadros assintomáticos e oligossintomáticos, além de formas graves e fulminantes como a síndrome de hemorragia pulmonar. É também conhecida como Doença de Weil, síndrome de Weil, febre dos pântanos, febre dos arrozais, febre outonal.

Trata-se de uma zoonose causada por uma bactéria helicoidal (espiroqueta) do gênero Leptospira, tendo importância universal. No Brasil, tem distribuição endêmica.

Pode ocorrer durante todo o ano, com maior incidência nos períodos chuvosos, principalmente em grandes centros urbanos, devido às enchentes associadas a aglomeração populacional de baixa renda, condições inadequadas de saneamento e alta infestação de roedores infectados.

As epidemias urbanas anuais estão relacionadas com condições precárias de moradia e trabalho. Os surtos, em geral, são decorrentes de desastres naturais de grande magnitude, pós enchentes e inundações.

É mais frequente na zona urbana, tendo importância social e econômica significativa. Trabalhadores que fazem a limpeza dos esgotos, garis, agricultores, veterinários, tratadores de animais, pescadores, dentre outros, são mais predispostos a infecção. É mais comum no sexo masculino e na faixa etária entre 30 a 49 anos.

Saiba mais sobre a Leptospirose

A Leptospirose é uma doença de notificação compulsória no Brasil desde 1985, sendo desde 2016 de notificação imediata, devendo ser notificada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) em até 24 horas a partir da ocorrência do caso suspeito.

No período de 2010 a 2014 o Brasil confirmou 20.810 casos de leptospirose, representando uma média anual de 4.162 casos. O número de óbitos foi de 1.694, representando uma média de 339 óbitos por ano. O país registrou a incidência média de 2,1/100.000hab e a letalidade média de 8,7%. No ano de 2017 foram notificados 468 casos de leptospirose apenas no estado do Rio de Janeiro.

Etiologia e Fisiopatologia da Leptospirose

O agente etiológico é uma bactéria helicoidal (espiroqueta) aeróbica obrigatória, altamente móvel, com elevada capacidade de sobrevivência no meio ambiente. Pertence ao gênero Leptospira, sendo a espécie mais importante a L. interrogans. Existem mais de 200 sorotipos da L. interrogans, estando a virulência da doença correlacionada ao sorotipo.

Os principais reservatórios são os roedores das espécies Rattus norvegicus (ratazana ou rato de esgoto), Rattus rattus (rato de telhado ou rato preto) e Mus musculus (camundongo ou catita). Outros reservatórios menos comuns são caninos, suínos, bovinos, equinos, ovinos e caprinos. Os animais infectados permanecem assintomáticos, mantêm a leptospira nos rins, eliminando-a viva na urina, contaminando água, solo e alimentos.

A infecção humana resulta da exposição direta ou indireta a urina de animais infectados. A penetração do microrganismo ocorre através da pele com presença de lesões, pele íntegra imersa por longos períodos em água contaminada ou através de mucosas. A incubação varia de 1 a 30 dias (média entre 5 e 14 dias).

HORA DA REVISÃO: Existem dois aspectos principais da patogênese da leptospirose: (1) a lesão direta do endotélio vascular, levando a uma espécie de “capilarite generalizada”; (2) adesão das leptospiras à membrana das células, determinando lesão ou disfunção celular, desproporcional aos achados histopatológicos. Isso quer dizer que podemos ter disfunção orgânica com pouca ou nenhuma inflamação.

A disfunção endotelial induzida pela leptospira determina extravasamento de líquido para o terceiro espaço e fenômenos hemorrágicos, característicos da doença, especialmente na sua forma grave. A síndrome febril pode ser decorrente da liberação de citocinas induzida por fatores de virulência da leptospira.

Na forma grave de leptospirose os órgãos mais afetados são o fígado, o rim, o pulmão, o coração e o músculo esquelético. A disfunção hepática predomina nitidamente na excreção biliar, justificando grandes elevações da bilirrubina, mas com leves aumentos das aminotransferases.

A disfunção tubular predomina no túbulo proximal, elevando significativamente a fração excretória de sódio e de potássio. Isso explica por que, eventualmente, a insuficiência renal aguda da leptospirose pode não ser oligúrica e frequentemente não cursa com hipercalemia.

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