Anestesiologia

As melhores residências em Anestesiologia

As melhores residências em Anestesiologia

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Sanar Residência Médica

14 min há 301 dias

Elencar as melhores residências em Anestesiologia no Brasil, é uma tarefa difícil, pois nunca foi feito um estudo alinhado e comparativo nesse sentido. Entretanto, ao longo desta publicação, você vai conhecer um pouco sobre o perfil da especialidade e, também, ver uma relação de instituições que são referência no setor quando imaginamos quais seriam as melhores residências em Anestesiologia.

Anestesiologia

A Anestesiologia é a especialidade médica que estuda e proporciona ausência ou alívio da dor e outras sensações ao paciente que necessita realizar procedimentos médicos, como cirurgias ou exames diagnósticos, identificando e tratando eventuais alterações das funções vitais. Em resumo: é responsável por manter o paciente confortável e imóvel para a consecução cuidadosa do procedimento, visando minimizar o impacto orgânico da agressão cirúrgica. 

A especialidade vem a cada dia ampliando suas áreas de atuação, englobando não só o período intraoperatório, bem como os períodos pré e pós-operatórios, realizando atendimento ambulatorial para avaliação pré-anestésica e assumindo um papel fundamental pós-cirúrgico no acompanhamento do paciente, tanto nos serviços de recuperação pós-anestésica e Unidades de Terapia Intensiva (UTI) quanto no ambiente da enfermaria (cuidados paliativos, por exemplo) até o momento da alta hospitalar. Em razão destas mudanças, existe a tendência atual de se denominar esta especialidade médica como Medicina Periperatória. 

A Anestesiologia é uma área de atuação da saúde em constante crescimento, e talvez seja uma das especialidades médicas mais ligadas à tecnologia. O anestesiologista possui diversas funções, que envolvem tanto conhecimentos médicos, como anatomia, fisiologia e farmacologia, quanto técnicos, como equipamentos, procedimentos e materiais, por exemplo.

Histórico 

Durante séculos, procedimentos cirúrgicos foram feitos sem a intervenção de anestesia. Há relatos de amputações no Egito antigo, apenas com o uso de substâncias analgésicas ou entorpecentes, por exemplo. Tudo tinha, por obrigação, ser executado da maneira mais rápida possível, já que sem anestesia sistemática, não havia como manter o paciente imóvel e sem dor por muito tempo.

O índice de mortalidade por complicações pós-operatórias era elevadíssimo. Por conta disso, os cirurgiões limitavam-se a intervir em problemas externos, sem abordar cavidades internas. Os clínicos que se arriscaram a cuidar de patologias internas, eram chamados de internistas. 

O registro da primeira cirurgia realizada com anestesia geral é de outubro de 1846. No caso, o médico cirurgião John Collins Warren, extraiu um tumor submandibular do paciente, que não deu sinais de sentir a mínima dor. O instrumento utilizado para o procedimento foi um globo de vidro com duas cânulas, que direcionava vapores de éter até a boca do paciente. Assim, o responsável pela criação, Morton, comprovou que era possível realizar qualquer procedimento cirúrgico sem dor, através da anestesia.

Desde então, a cada dia a anestesiologista dispõe de novos conhecimentos médicos, técnicos e tecnológicos, amparados pelas recentes descobertas científicas e pelos equipamentos modernos.

O médico anestesiologista

Além de administrar o medicamento para diminuir ou retirar a dor do paciente, o anestesiologista também realiza o monitoramento em tempo integral do estado de saúde deste enfermo. Como mencionado, a anestesiologia é uma especialidade clínica, que aplica diversos conceitos e conhecimentos tanto de ciências básicas quanto de conceitos práticos. Por isso, a afinidade com os procedimentos é essencial para o profissional que deseja se especializar nesta área.

O anestesiologista é um profissional multidisciplinar – trabalha com todas as especialidades médicas que envolvam a atividade cirúrgica e as principais características desejáveis para quem deseja seguir na área, são:

  • Raciocínio sobre algoritmos;
  • Resistência à fadiga;
  • Capacidade de decisão;
  • Liderança;
  • Calma;
  • Capacidade de transmitir segurança;
  • Empatia trabalhando em equipe;
  • Destreza manual;
  • Boa coordenação olho-mão;
  • Boa estruturação argumentativa para lidar com pacientes e familiares;

É possível encontrar um anestesiologista em praticamente qualquer setor de um hospital. Do centro cirúrgico ao centro de endoscopia. Passando do pronto-socorro ao transporte de pacientes em estado grave. Em todas as áreas hospitalares o profissional em anestesiologia é sempre muito solicitado. 

Você pode encontrar o anestesiologista:

  • no centro cirúrgico;
  • no centro obstétrico;
  • no setor de endoscopia;
  • na hemodinâmica;
  • no pronto atendimento;
  • no setor de ecocardiografia transesofágica;
  • transportando pacientes críticos;
  • avaliando pacientes internados;
  • prescrevendo esquemas analgésicos em pacientes operados ou sob cuidados paliativos;
  • no setor de biópsias;

Dados da Demografia Médica de 2018, mostram que Anestesiologia é a 5ª especialidade mais visada pelos recém-formados e a 4ª pelos homens. São ao todo 23021 médicos anestesiologistas (o que representa 6% do total) e o perfil consiste em um profissional de em média 49 anos. 62% são homens e a distribuição é de 11,09 profissionais a cada 100 mil habitantes. Por região, a quantidade de anestesiologistas é irregular e se dá assim: Norte 3,8%, Nordeste 17,4%, Sudeste 51%, Sul 18,8% e Centro-Oeste 9%.

A rotina do anestesiologista

A rotina de um anestesiologista pode ser bem variada, dependendo da sua área de atuação. Ele pode, inclusive, estipular os dias de trabalho e as áreas em que deseja trabalhar, se apenas no cuidado pré-operatório, realizando avaliações de risco cirúrgico ou se participa do ato cirúrgico e cuidados pós-operatórios. A função do anestesiologista leva em consideração alguns fatores, como o tipo de hospital, o regime do exercício, tamanho da equipe, o caráter multidisciplinar e o perfil dos pacientes, por exemplo.

Entre suas funções, podemos citar algumas, como:

  • Prover o estado anestésico antes de um procedimento
  • Avaliar previamente o paciente
  • Otimizar o estado fisiológico do paciente
  • Minimizar o impacto da agressão cirúrgica
  • Auxiliar no tratamento da dor pós-operatória

Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA)

A Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) é uma associação civil, sem fins econômicos, fundada em 25 de fevereiro de 1948, por tempo indeterminado, constituindo- se em uma Federação de Associações Regionais, com sede e foro na Cidade do Rio de Janeiro.

Missão

Promover o desenvolvimento, o bem-estar e o aprimoramento científico dos anestesiologistas e garantir a qualidade e a segurança da medicina perioperatória para a sociedade em geral.

Visão

Significar para a comunidade em geral uma entidade exemplar no campo do ensino, atualização científica, defesa profissional, qualidade e segurança da anestesiologia, com reconhecimento internacional.

Mercado de trabalho

Sempre em expansão, o mercado de trabalho para o anestesiologista é vasto. Possui alto índice de empregabilidade em todas as regiões do Brasil e está em constante crescimento devido a expansão das redes hospitalares públicas e privadas. A cidade com mais ocorrências de contratações e por consequência com mais vagas de emprego é o Rio de Janeiro – RJ.

Após cumprir o programa de residência médica em Anestesiologia, o profissional pode construir sua agenda semanal. Para ter mais conforto e tranquilidade nesse momento, é necessário receber boas recomendações para os postos de trabalho disponíveis. 

Para isso, o ideal é que o residente tenha desenvolvido bom desempenho e  boa convivência durante todo o tempo de especialização. Geralmente, os responsáveis técnicos pelos centros de ensino acabam indicando os melhores residentes para os postos que desejam.

Cabe ao profissional, então, definir os locais onde quer trabalhar, o tempo, a pretensão salarial entre outros quesitos e trabalhar em função disso. A boa notícia é que há ainda uma certa carência de profissionais especializados em anestesiologia no país, o que faz com que poucos locais sejam considerados travados ou lotados para recém-especializados.

Para o anestesiologista, também existe a possibilidade de seguir com os estudos e investir em uma subespecialização ou um programa de fellowship fora do Brasil. 

Área de atuação

Em sua carreira profissional, é comum que os anestesiologistas se associem com outros colegas. Desse modo, é possível dividir responsabilidades, experiências, compartilhar ofertas de trabalho e encontrar os melhores locais de trabalho/remuneração.

Também é possível atuar individualmente, como membro de uma equipe cirúrgica, embora nesse caso decisões como férias, horário de trabalho, dias de folga e remuneração passam a ser decisões compartilhadas e compartilháveis com todo o grupo que vai atuar no procedimento ou na intervenção cirúrgica.

Também é possível atuar em hospitais públicos ou privados, cooperativas, fundações prestadoras de serviços, consultórios…

Como visto, o exercício da anestesiologia no Brasil é multifacetado.

Remuneração

Hoje, a remuneração de um médico anestesiologista é considerado um dos melhores da carreira médica. De acordo com a pesquisa salarial do site Vagas, o recém-formado inicia ganhando R$ 11.416,00 de salário e pode vir a ganhar até R$ 30.939,00. A média salarial gira em torno de R$ 20.215,00.

Atualmente, as melhores propostas de trabalho para anestesiologistas estão nas cidades de grande e médio porte no interior do país.

De todo modo, a remuneração, em linhas gerais, depende da experiência do profissional e da área de atuação. Para a anestesiologia, a experiência do profissional é extremamente valorizada, sendo divididos em:

  • Trainee: até dois anos de experiência
  • Júnior: entre dois e quatro anos de experiência
  • Pleno: entre quatro e seis anos de experiência
  • Sênior: entre seis e oito anos de experiência
  • Master: mais de oito anos de experiência

Quanto mais experiente, maiores os salários e melhores as jornadas de trabalho.

Residência médica em anestesiologia

A residência médica em anestesiologia tem duração de três anos e a forma de ingresso é por acesso direto, ou seja, basta o certificado de conclusão da graduação em Medicina e o registro no conselho estadual de medicina. 

O treinamento deve ser realizado em instituição credenciada pela Comissão Nacional de Residência Médica/Ministério da Educação (CNMR/MEC).

Diferente de algumas outras especialidades, a SBA define um sistema de avaliação diferente. Anualmente, é aplicada uma prova ao longo do processo de formação do residente. O resultado dessa avaliação compõe um ranking de desempenho entre as instituições reconhecidas pela entidade. Isso acaba definindo os melhores Centros de Ensino e Treinamento – CETs, o que pode gerar maior ou menor concorrência em algumas instituições.

Segundo o Relatório de Demografia Médica de 2018, havia 2579 médicos residentes em atuação, destes 1000 R1, 834 R2 e 745 R3. Esse número representa 7,3% dos residentes brasileiros (é a 5ª especialidade com mais residentes em treinamento). Todavia, em 2018 havia autorizadas pelo CNRM 3261 vagas. 

Objetivo

Formar e habilitar médicos na área da Anestesiologia a adquirir as competências necessárias a realizar anestesia aos diversos procedimentos diagnósticos, terapêuticos e cirúrgicos.

Matriz de competências

Em 2018, a CNRM publicou a Matriz de Competências esperada por ano de atuação do médico residente.

PRIMEIRO ANO – R1:

Proporcionar conhecimento teórico-prático com os fundamentos da anestesiologia e desenvolver competências com habilidades técnicas para realização de intubação orotraqueal, venóclise periférica e central, anestesia do neuroeixo entre outras, sob supervisão. O residente deve avaliar as condições clínicas do paciente antes do ato anestésico e decidir pela melhor estratégia a ser adotada. Os casos mais recomendados para o residente do primeiro ano são cirurgias eletivas com avaliação pré-anestésica para cirurgias de pequeno ou médio porte.

SEGUNDO ANO – R2:

Realizar a avaliação pré-anestésica e planejamento anestésico a cirurgias de médio e grande porte. Adquirir maior desenvolvimento dos procedimentos invasivos como punção arterial e acesso venoso central guiado por ultrassonografia ou não. Neste ano os conhecimentos sobre avaliação e tratamento da dor aguda serão mais explorados com abordagem, também, da analgesia controlada pelo paciente por via sistêmica e epidural. Receberá maior enfoque para tratamento intensivo de pacientes cirúrgicos no ambiente da terapia intensiva e na sala de recuperação pós-anestésica. A habilidade na manipulação da via aérea deverá abranger preparo da via aérea com adequada anestesia regional e tópica e uso de dispositivos ópticos (videolaringoscópio, fibroscopia básica), além do completo domínio da manipulação de dispositivos supraglóticos. Nas atividades práticas o residente do segundo ano deve priorizar cirurgias de médio ou grande porte.

TERCEIRO ANO – R3:

Ter visão global do paciente a ser submetido a procedimentos cirúrgicos, desde seu preparo, visando otimização prévia, até manejo intensivo pós-operatório, estratificando riscos dos diferentes órgãos e sistemas (risco pulmonar; risco renal, delirium, cardíaco e neurológico). Ter domínio no manejo das vias aéreas, reposição volêmica e transfusão de hemocomponentes, bem como adequada correção de coagulopatias. Realizar anestesia para cirurgias de grande porte como cirurgia cardíaca, transplantes em geral, principalmente o receptor do transplante hepático e anestesias para cirurgias pediátrica e obstétricas, bem como para procedimentos diagnósticos e terapêuticos fora do centro cirúrgico, incluindo os de alta complexidade, tais como a radiologia vascular. Realizar acesso vascular central e bloqueios periféricos guiados pela ultrassonografia. Ter adequado comportamento tanto assistencial, no cuidado do paciente como na relação com colegas e assistentes. Desenvolver compromisso com sua formação, tanto teórica, quanto prática e científica, com a entrega no período adequado do trabalho de conclusão de curso.

Subespecialidades

Segundo o Relatório de Demografia Médica de 2018, haviam 02 subespecialidade autorizadas pelo CNRM:

  • Dor – 01 ano
  • Medicina paliativa – 01 ano

Diante da evidência de que nas últimas décadas, a área da anestesiologiatem passado por grandes progressos em termos de conhecimento e técnicas, alguns profissionais optam por complementar a formação no exterior, nas chamadas “fellowships”.

Melhores residências em Anestesiologia

A escolha de qual programa de residência médica seguir é fundamental na formação de um médico. Por isso, é de suma importância que pesquise sobre as instituições que oferecem a especialidade escolhida e opte por aquelas que atendam as demandas pessoais para uma boa formação, suas necessidades e a satisfação profissional. 

A anestesiologia é um dos programas mais concorridos atualmente. A SBA possui 98 serviços credenciados e reconhecidos para treinar os residentes, enquanto a CNRM possui 130 programas autorizados.

Apesar de ser delicado definir quais as melhores residências em Anestesiologia, listamos algumas instituições com boas referências no setor, sendo as melhores avaliadas pela SBA no ano de 2019 (4° quartil: conceito global do CET igual ou maior que 75% dos demais CETs):

Sanar-Residência-Médica-Trial-Extensivo-R1-2021

Confira o vídeo

Conheça as melhores residências médicas:

Referências

  1. Anestesiologia: melhores residências, duração, concorrência, salário e mais!
  2. Relatório de Demografia Médica de 2018
  3. Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA)
  4. Comissão Nacional de Residência Médica/Ministério da Educação (CNMR/MEC)
  5. Ranking de melhores Centros de Ensino e Treinamento – CETs em Anestesiologia
  6. Matriz de Competência em Anestesoiologia 2018
  7. Serviços credenciados e reconhecidos pela SBA 2019
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