Anestesiologia

As melhores residências em Anestesiologia

As melhores residências em Anestesiologia

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Elencar as melhores residências em Anestesiologia no Brasil, é uma tarefa difícil, pois nunca foi feito um estudo alinhado e comparativo nesse sentido.

Residência médica em anestesiologia

A residência médica em anestesiologia tem duração de três anos e a forma de ingresso é por acesso direto, ou seja, basta o certificado de conclusão da graduação em Medicina e o registro no conselho estadual de medicina. 

O treinamento deve ser realizado em instituição credenciada pela Comissão Nacional de Residência Médica/Ministério da Educação (CNMR/MEC).

Diferente de algumas outras especialidades, a SBA define um sistema de avaliação diferente. Anualmente, é aplicada uma prova ao longo do processo de formação do residente. O resultado dessa avaliação compõe um ranking de desempenho entre as instituições reconhecidas pela entidade. Isso acaba definindo os melhores Centros de Ensino e Treinamento – CETs, o que pode gerar maior ou menor concorrência em algumas instituições.

Segundo o Relatório de Demografia Médica de 2018, havia 2579 médicos residentes em atuação, destes 1000 R1, 834 R2 e 745 R3. Esse número representa 7,3% dos residentes brasileiros (é a 5ª especialidade com mais residentes em treinamento). Todavia, em 2018 havia autorizadas pelo CNRM 3261 vagas. 

Objetivo

Formar e habilitar médicos na área da Anestesiologia a adquirir as competências necessárias a realizar anestesia aos diversos procedimentos diagnósticos, terapêuticos e cirúrgicos.

Matriz de competências

Em 2018, a CNRM publicou a Matriz de Competências esperada por ano de atuação do médico residente.

Como é a rotina da residência em anestesiologia?

PRIMEIRO ANO – R1

Proporcionar conhecimento teórico-prático com os fundamentos da anestesiologia e desenvolver competências com habilidades técnicas para realização de intubação orotraqueal, venóclise periférica e central, anestesia do neuroeixo entre outras, sob supervisão.

O residente deve avaliar as condições clínicas do paciente antes do ato anestésico e decidir pela melhor estratégia a ser adotada.

Os casos mais recomendados para o residente do primeiro ano são cirurgias eletivas com avaliação pré-anestésica para cirurgias de pequeno ou médio porte.

SEGUNDO ANO – R2

Realizar a avaliação pré-anestésica e planejamento anestésico a cirurgias de médio e grande porte. Adquirir maior desenvolvimento dos procedimentos invasivos como punção arterial e acesso venoso central guiado por ultrassonografia ou não.

Neste ano os conhecimentos sobre avaliação e tratamento da dor aguda serão mais explorados com abordagem, também, da analgesia controlada pelo paciente por via sistêmica e epidural. Receberá maior enfoque para tratamento intensivo de pacientes cirúrgicos no ambiente da terapia intensiva e na sala de recuperação pós-anestésica.

A habilidade na manipulação da via aérea deverá abranger preparo da via aérea com adequada anestesia regional e tópica e uso de dispositivos ópticos (videolaringoscópio, fibroscopia básica), além do completo domínio da manipulação de dispositivos supraglóticos. Nas atividades práticas o residente do segundo ano deve priorizar cirurgias de médio ou grande porte.

TERCEIRO ANO – R3

Ter visão global do paciente a ser submetido a procedimentos cirúrgicos, desde seu preparo, visando otimização prévia, até manejo intensivo pós-operatório, estratificando riscos dos diferentes órgãos e sistemas (risco pulmonar; risco renal, delirium, cardíaco e neurológico).

Ter domínio no manejo das vias aéreas, reposição volêmica e transfusão de hemocomponentes, bem como adequada correção de coagulopatias. Realizar anestesia para cirurgias de grande porte como cirurgia cardíaca, transplantes em geral, principalmente o receptor do transplante hepático e anestesias para cirurgias pediátrica e obstétricas, bem como para procedimentos diagnósticos e terapêuticos fora do centro cirúrgico, incluindo os de alta complexidade, tais como a radiologia vascular.

Realizar acesso vascular central e bloqueios periféricos guiados pela ultrassonografia. Ter adequado comportamento tanto assistencial, no cuidado do paciente como na relação com colegas e assistentes. Desenvolver compromisso com sua formação, tanto teórica, quanto prática e científica, com a entrega no período adequado do trabalho de conclusão de curso.

Subespecialidades

Segundo o Relatório de Demografia Médica de 2018, haviam 02 subespecialidade autorizadas pelo CNRM:

  • Dor – 01 ano
  • Medicina paliativa – 01 ano

Diante da evidência de que nas últimas décadas, a área da anestesiologiatem passado por grandes progressos em termos de conhecimento e técnicas, alguns profissionais optam por complementar a formação no exterior, nas chamadas “fellowships”.

Melhores residências em Anestesiologia

A escolha de qual programa de residência médica seguir é fundamental na formação de um médico. Por isso, é de suma importância que pesquise sobre as instituições que oferecem a especialidade escolhida e opte por aquelas que atendam as demandas pessoais para uma boa formação, suas necessidades e a satisfação profissional. 

A anestesiologia é um dos programas mais concorridos atualmente. A SBA possui 98 serviços credenciados e reconhecidos para treinar os residentes, enquanto a CNRM possui 130 programas autorizados.

Apesar de ser delicado definir quais as melhores residências em Anestesiologia, listamos algumas instituições com boas referências no setor, sendo as melhores avaliadas pela SBA no ano de 2019 (4° quartil: conceito global do CET igual ou maior que 75% dos demais CETs):

Ranking das melhores residências médicas em anestesiologia

Sugestão de leitura

Veja também:

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA)
  2. Comissão Nacional de Residência Médica/Ministério da Educação (CNMR/MEC)
  3. Ranking de melhores Centros de Ensino e Treinamento – CETs em Anestesiologia
  4. Matriz de Competência em Anestesoiologia 2018