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Nódulos tireoidianos: definição, epidemiologia, causas e mais

Nódulos tireoidianos: definição, epidemiologia, causas e mais

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Nódulos tireoidianos são formações de tecido na glândula tireoide, que está localizada na parte frontal do pescoço, abaixo da laringe.

São uma ocorrência frequente, predominantemente identificados no sexo feminino, afetando cerca de 5% da população. Embora em sua maioria sejam benignos, aproximadamente 4 a 6,5% apresentam natureza maligna, com uma incidência notável entre os homens.

O que são nódulos tireoidianos?

Nódulos tireoidianos é o nome dado ao aumento do volume tireoidiano, ou seja, crescimento excessivo em áreas de parênquima tireoidiano previamente normal, podendo ou não cursar com repercussões funcionais.

Os nódulos tireoidianos têm aspectos e distribuições diversificadas a depender da origem da anormalidade estrutural, podendo variar em:

  • Únicos ou múltiplos
  • Milímetros a centímetros
  • Císticos, sólidos ou mistos
  • Benignos, indeterminados ou malignos. T

Fatores de risco geral para nódulos tireoidianos

O surgimento de nódulos tireoidianos ocorre na maioria dos casos de forma indolente e são percebidos à palpação em cerca de 4% dos indivíduos, sendo mais prevalentes em mulheres, com idade superior a 40 anos e histórico familiar de nódulos tireoidianos. Contudo, não exclui outras faixas etárias. Com relação ao histórico familiar, cerca de 5% a 10% dos casos tem essa relação.

A incidência aumenta gradativamente em áreas onde a deficiência de iodo é evidente, por exemplo, por condições socioeconômicas inadequadas e privação de alimentação balanceada. Nestes casos, o bócio endêmico é característico nas alterações gandulares.

Fatores de risco para malignidade

Apesar de a prevalência ser maior no sexo feminino, quando presente em homens, em geral, estão mais relacionados à malignidade, com risco 2x maior nesse sexo.

Extrema idade

Além disso, destaca-se a relação com extremos de idade, visto que a doença é predominante em torno dos 40 anos.

Assim, em casos de extremos (<20 anos e > 70 anos), a probabilidade de relação com malignidade é maior. Por isso, a investigação minuciosa não pode passar despercebida pelo profissional.

História clínica

Outro elemento essencial é a história clínica, pois paciente com exposição á radiação também tem maior chance de surgimento de nódulos malignos.

Sendo assim, investigar a história pregressa de ocupação durante a vida se faz um elemento essencial na anamnese. Bem como histórico de radioterapia prévia de cabeça e pescoço.

A história familiar de alterações neoplásicas também é um fator de risco importante. Como exemplo os tipos NEM 2-A e NEM 2-B.

Etiologia dos nódulos tireoidianos

A maioria dos nódulos é benigna. As causas benignas incluem

  • Bócio coloide hiperplásico
  • Cistos tireoidianos
  • Tireoidite
  • Adenomas da tireoide

As causas malignas (5% do total), são subdivididas em carcinomas papilífero (81%), folicular/células de Hirtle (14%), medular (3%) e anaplásico (2%).

Algumas síndromes genéticas estão na gênese dos nódulos tireoidianos, sendo, na grande maioria, síndromes raras, mas com diagnóstico essencial para a instituição de tratamentos direcionados.

Síndromes genéticas nódulos tireoidianos

Algumas síndromes genéticas são fortemente relacionadas ao desenvolvimento de nódulos tireoidianos, neoplásicos ou não.

Assim, o histórico familiar constitui elemento essencial na investigação clínica e seguimento do paciente. Abaixo serão representadas três síndromes genéticas que podem cursar com alterações tireoidianas e progressão neoplásica.

PTEN hamartoma (Cowden)

Mutações no gene phosphatase and tensin homologue deleted on chromosome 10 (PTEN) estão relacionadas a diversas síndromes clínicas, com manifestações variadas a depender dos órgãos e sistemas acometidos. São manifestações raras e de caráter autossômico dominante. As características definidoras das mutações genéticas são o desenvolvimento de tumores hamartomatosos.

A síndrome de Cowden é a mais bem conhecida e detalhada e, dentre as manifestações, destacam-se alterações dermatológicas, fibromas orais e queratose palmoplantar.

Além disso, o acometimento extracutâneo também é evidente, principalmente com o desenvolvimento de tumores de mama e tireoide, além de acometimento renal e colorretal.

Os nódulos tireoidianos são tumorações benignas ou malignas na glândula tireoide. São comuns, principalmente com o aumento da idade.

(Ver também Visão geral da função tireoidiana.)

A incidência relatada dos nódulos tireoidianos varia conforme o método de avaliação. Em pacientes na meia-idade e idosos, a palpação revela nódulos em cerca de 5%. Os resultados de ultrassonografia e estudos de necropsia sugerem que nódulos estejam presentes em cerca de 50% dos adultos mais velhos. Vários nódulos são encontrados incidentalmente em exames de imagem cefálicos e cervicais realizados na avaliação de outras doenças.

Avaliação de um nódulo tireoidiano

O primeiro passo na avaliação de um nódulo tireoidiano geralmente envolve um exame físico detalhado. Durante essa avaliação, o médico pode determinar o:

  • Tamanho
  • Textura
  • Mobilidade do nódulo
  • Além de verificar se há sintomas associados, como dor ou dificuldade para engolir.

Exames complementares

Em seguida, a ultrassonografia da tireoide é frequentemente realizada para fornecer uma imagem detalhada da glândula tireoide e seus nódulos.

Esse exame auxilia na identificação de características como tamanho, forma e composição do nódulo, o que pode ajudar na determinação da necessidade de biópsia.

Biópsia por punção com agulha fina

A biópsia por punção com agulha fina (BAAF) é um procedimento comum realizado para coletar amostras de células do nódulo tireoidiano para análise laboratorial. Essa análise é crucial para distinguir entre nódulos benignos e malignos.

Os resultados da BAAF podem indicar se o nódulo é composto por células típicas de uma condição benigna, maligna ou se são necessários exames adicionais.

Além disso, em alguns casos, exames de imagem mais avançados, como a cintilografia tireoidiana, podem ser solicitados para avaliar a função da tireoide e determinar se o nódulo está associado a condições como hipertireoidismo ou hipotireoidismo.

Tratamento de um nódulo tireoidiano

Para nódulos pequenos e assintomáticos, pode ser indicado apenas o monitoramento regular sem intervenção imediata. Em alguns casos, o uso de medicamentos como levotiroxina pode ser prescrito para regular os níveis hormonais e reduzir o tamanho do nódulo.

Para nódulos malignos, a remoção cirúrgica do nódulo ou, em alguns casos, a tiroidectomia, pode ser recomendada em casos de câncer ou suspeita significativa de malignidade.

Após a cirurgia, em alguns casos de câncer de tireoide, a terapia com iodo radioativo pode ser utilizada para destruir qualquer tecido tireoidiano remanescente ou células cancerosas.

Prognóstico da doença

O prognóstico de um nódulo tireoidiano depende principalmente da natureza do nódulo, ou seja, se é benigno ou maligno, e da eficácia do tratamento adotado.

O câncer de tireoide, em muitos casos, tem um prognóstico favorável. A taxa de sobrevivência é alta, especialmente para os tipos mais comuns de câncer de tireoide, como o carcinoma papilar.

Como nódulos da tireoide caem na prova?

Quais são os sintomas comuns associados aos nódulos tireoidianos?

a) Febre e tosse persistente.

b) Dor abdominal intensa.

c) Inchaço no pescoço e dificuldade para engolir.

d) Visão turva e sensação de desmaio.

Qual é o método de diagnóstico frequentemente utilizado para avaliar a natureza de um nódulo tireoidiano?

a) Exame de sangue.

b) Ressonância magnética.

c) Biópsia por punção com agulha fina (BAAF).

d) Radiografia do pescoço.

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