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Oftamologia: residência, atuação, mercado de trabalho e mais

Oftamologia: residência, atuação, mercado de trabalho e mais

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Você já parou para refletir como seria o seu mundo caso não conseguisse enxergar? Pois é, a visão tem um impacto gigantesco na vida de cada um. Uma criança que não enxerga bem pode ter o desempenho escolar afetado, um motorista com visão embaçada pode causar um acidente e por aí vai. 

No Brasil, existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 582 mil cegas e 6 milhões com baixa visão, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Com nome de origem grega, ophthalmos (olho) + logos (estudo), a especialidade médica responsável por cuidar dessas pessoas é a Oftalmologia. 

O médico especialista nesta área é chamado de Oftalmologista e é, muitas vezes, confundido com o oculista, profissional responsável por uma ótica, mas que não prescreve receitas médicas. 

Oftalmologia

O especialista e sua rotina

Assim como os outros médicos, o Oftalmologista é responsável por cuidar da saúde do paciente. Porém, ao diagnosticar e indicar tratamento, este especialista não apenas oferece uma vida mais saudável, ele também permite que a pessoa veja o mundo de outra forma. 

Muitas vezes alguém vive anos com miopia sem saber disso e sem ter conhecimento de que a vida não é da maneira que ele vê. Ao consultar-se com um Oftalmologista, a pessoa passa a usar óculos e percebe que tudo é diferente. As estrelas não são mais pontos borrados no céu, os contornos das árvores são mais vivos, os rostos dos familiares são mais nítidos.

Por essa e outras razões é que o especialista em Oftalmologia, também chamado de Oftalmo, pode fazer muita diferença na vida de uma pessoa. 

Para realizar o seu trabalho com qualidade, este especialista precisa sempre aperfeiçoar os seus conhecimentos técnicos e tecnológicos por meio de cursos, congressos, palestras e workshops. 

Capacidade de observação, organização e facilidade para lidar com pessoas são algumas características importantes na rotina do Oftalmologista. Além disso, sensibilidade e responsabilidade profissional também contribuem muito para dar destaque ao médico.

O dia a dia deste profissional dependerá do estabelecimento no qual ele trabalha. Nos consultórios, por exemplo, fazem parte da rotina atividades como prescrição de óculos e colírios, além de atendimentos e diagnósticos. Entre os casos mais comuns atendidos estão: 

  • Catarata 
  • Olho seco
  • Glaucoma
  • Conjuntivite
  • Retinopatia diabética

Plantões não são tão comuns na rotina como em outras especialidades, mas para quem gosta é possível encontrar vagas principalmente na cirurgia de trauma ocular.

Mercado de trabalho e remuneração

A Oftalmologia é uma especialidade clínico-cirúrgica e conta com 13.825 médicos titulados na área, de acordo com o estudo Demografia Médica Brasileira 2018.  

Atualmente o mercado de trabalho é considerado restrito e competitivo, principalmente nas capitais brasileiras. 

Este especialista encontrará possibilidade de trabalhos em clínicas particulares e também poderá fazer concursos públicos.  

No caso dos estabelecimentos privados, geralmente é necessário possuir Pessoa Jurídica, já que a maioria das clínicas solicita emissão de nota fiscal. 

Este profissional também tem a possibilidade de abrir o próprio negócio, porém os equipamentos necessários são de alto custo e é preciso um planejamento rigoroso para dar continuidade ao empreendimento. 

Atualmente, a média salarial de um Médico Oftalmologista é de R$ 5.088,12 para uma jornada de trabalho de 19 horas semanais, de acordo com pesquisas realizadas com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). 

Áreas de atuação

O campo de atuação profissional da Oftalmologia é considerado um dos mais amplos da Medicina. 

Este profissional atende todos os tipos de pacientes, independente do sexo ou idade, desde bebês prematuros até cadáveres. Ficou surpreso?

É isso mesmo. O Oftalmo é o médico responsável pelo transporte de córneas quando uma pessoa doadora de órgãos falece. É ele também quem trata a retinopatia de prematuridade, um problema na retina que pode causar alteração na visão e até cegueira em bebês nascidos prematuros. 

A maioria dos médicos Oftalmologistas atua na área ambulatorial, tendo uma parcela dos profissionais que se especializa em casos cirúrgicos. 

Histórico da especialidade 

A história da Oftalmologia é milenar e está ligada à civilizações antigas como China, Índia, Mesopotâmia e principalmente no Egito. 

Os antigos egípcios já estudavam os olhos, mas a Oftalmologia clínica começou realmente com os gregos, já que Hipócrates e seus alunos estudaram minuciosamente as doenças oculares.

Esta especialidade foi um dos primeiros ramos da Medicina a ser tratado como especialidade independente. Inclusive o primeiro congresso de uma especialização médica foi o de Oftalmologia, em 1857. 

Apesar de existirem estudos há séculos, foi após a Segunda Guerra Mundial que aconteceram muitos progressos na especialidade, principalmente nos métodos de exame, que permitiam diagnósticos mais seguros.  

Nesse período também cresceu a conscientização da importância de exames regulares preventivos e do tratamento precoce de deficiências visuais. 

Além disso, nessa época foram criados os bancos de olhos, que facilitaram a obtenção de córneas para transplantes.

Atualmente no Brasil, a principal entidade representativa desta especialidade é Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), fundado em 1941. 

Residência Médica em Oftalmologia

A Residência Médica em Oftalmologia tem duração de 3 anos e é de acesso direto. 

Antes de optar por uma instituição, é interessante consultar o site do CBO para conhecer as características dos cursos de especialização e programa mínimo na área de Oftalmologia.

De maneira geral, durante a formação, os residentes tem matérias como: 

  • Anatomia 
  • Optometria
  • Microbiologia 
  • Neuroanatomia
  • Técnica cirúrgica
  • Cirurgia oftalmológica 
  • Óptica física/fisiológica 
  • Oftalmologia preventiva
  • Imunologia e parasitologia 
  • Fisiologia do olho e da visão

Após fazer a residência, o Oftalmologista pode ainda realizar uma subespecialização para aprofundar os conhecimentos em áreas como: 

  • Plástica ocular
  • Cirurgia refrativa
  • Oftalmopediatria
  • Doenças orbitárias 
  • Problemas da retina
  • Doenças das vias lacrimais

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