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Otorrinolaringologia: residência, rotina, mercado de trabalho e mais

Otorrinolaringologia: residência, rotina, mercado de trabalho e mais

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Dona de um nome que parece um trava-línguas, a Otorrinolaringologia é a especialidade médica que trata problemas relacionados ao ouvido, nariz, boca e garganta.

Esta especialidade médica é bastante abrangente e importante. Para termos uma ideia da dimensão, é ela que estuda três dos cinco sentidos do corpo humano: 

  • Paladar (laringologia)
  • Olfato (rinologia)
  • Audição (otologia)

O especialista e sua rotina

O Otorrinolaringologista sempre precisa buscar novos conhecimentos e se dedicar ao aprendizado das diversas técnicas cirúrgicas empregadas nesta especialidade.

A Otorrinolaringologia é uma uma especialidade clínico-cirúrgica e por isso o médico que escolher trabalhar nesta área terá a oportunidade de distribuir seus horários de trabalho entre turnos de consultório, cirúrgicos e, muitas vezes, plantões.

Em sua rotina, este especialista costuma atender muitos pacientes com infecções agudas das vias respiratórias, otites, queixas como obstrução nasal crônica, roncos e perda auditiva. 

É também por isso que o cotidiano no consultório não costuma ser estressante, com exceção de eventuais complicações cirúrgicas, principalmente relacionadas a tumores e complicações de otites, rinossinusites, etc.

Já no plantão a situação pode ser um pouco diferente. Você já ouviu alguma vez a história de um primo ou vizinho que, quando pequeno, colocou um feijão no nariz ou uma ervilha no ouvido? Quem realizou o procedimento médico para retirar esses corpos estranhos provavelmente foi um Otorrinolaringologista. Isso mesmo, a remoção de corpos estranhos em ouvido, nariz ou garganta, é uma das atividades desempenhadas por um plantonista. 

Veja a lista de procedimentos mais comuns no dia a dia do especialista em Otorrinolaringologia: 

  • Videolaringoscopia 
  • Remoção de cáseo
  • Remoção de cerúmen
  • Videoendoscopia nasal 
  • Diagnóstico de vestibulopatias periféricas

Já entre as cirurgias mais realizadas estão adenoamigdalectomia, timpanoplastia e septoplastia.

Mercado de trabalho e remuneração

Assim como em outras especialidades, o Otorrinolaringologista poderá trabalhar em clínicas privadas, hospitais públicos ou investir em seu próprio consultório. 

Nas duas primeiras opções, geralmente o médico recebe de acordo com a sua produtividade baseada em valores de consultas e procedimentos particulares ou nos valores estabelecidos pelos planos de saúde.

A carreira para quem fez Residência Médica em Otorrinolaringologia não necessariamente está atrelada a uma grande empresa, podendo acontecer de maneira independente. Nesse caso, será preciso realizar um investimento inicial para equipar o próprio consultório. 

De acordo com o estudo Demografia Médica no Brasil 2018, existem 6.373 títulos de Médico Otorrinolaringologista no Brasil.

Entre os meses de Fevereiro e Outubro de 2019, foi registrado um aumento de 75% nas contratações formais de Otorrinolaringologista  com carteira assinada em regime integral de trabalho no país. 

Áreas de atuação

A Otorrinolaringologia é uma especialidade bastante abrangente que possibilita ao residente estudar diversos assuntos. 

Além da Otologia, Rinologia e Laringologia, este especialista também tem como área de atuação a Medicina do Sono, a Otorrinolaringologia Pediátrica, a Otoneurologia, que engloba patologias do sistema vestibular, e a Otorrinolaringologia ocupacional. 

O Otorrinolaringologista também pode realizar Cirurgias Plásticas Faciais como:

  • Otoplastias (cirurgia nas orelhas) 
  • Ritidoplastia (rejuvenescimento facial)
  • Blefaroplastias (cirurgia plásticas de pálpebras)
  • Rinoplastias estéticas e reconstrutoras (cirurgia no nariz) 

Histórico da especialidade Otorrinolaringologia

Poucas especialidades médicas sofreram tantas mudanças e desenvolvimentos científicos nas últimas décadas quanto a Otorrinolaringologia. Ao longo dos anos, esta especialidade foi sendo aperfeiçoada e pode incorporar tecnologias na endoscopia, radiologia e microcirurgia.

Apesar de hoje ser uma especialidade bastante moderna, que utiliza aparelhos de alta tecnologia, existem relatos otorrinolaringológicos de aproximadamente 1500 a.C. É o caso da Farmacopéia Egípcia, na qual existe um capítulo intitulado: “Medicamentos para o ouvido com audição fraca”, onde são encontrados tratamentos para zumbidos, tonturas e hipoacusia.

Descrições de tratamentos e cirurgias na laringe e faringe datam dos médicos egípcios, hindus e gregos.

A primeira laringectomia total foi realizada em 1873, em Viena, pelo cirur-

gião Theodor Billroth. A crescente sofisticação e evolução dos endoscópios, combinadas a estroboscópios mais sensíveis tem levado recentemente a um maior entendimento do funcionamento das cordas vocais através da análise da qualidade da voz.

Os médicos egípcios foram os precursores das cirurgias nasais. Eles utilizavam instrumentos para a remoção do cérebro através do nariz como parte do processo de mumificação. Embora Hipócrates já houvesse descrito partes da anatomia nasal, foi somente no século XV que as estruturas nasais foram descritas.

No Brasil também existiram alguns procedimentos e destaques ao longo dos anos. Em 1911, por exemplo, foi fundada, na Faculdade de Medicina da Bahia, a primeira cátedra de Otorrinolaringologia no Brasil.

Já em 1933, foi iniciada a primeira edição da Revista Otolaryngológica de São Paulo, que posteriormente foi transformada na Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. 

A Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia (SBORL), hoje é conhecida como Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), foi fundada apenas em 1978.

A residência médica

A Residência Médica em Otorrinolaringologia é de acesso direto e tem duração de três anos, com carga horária de 60 horas semanais.

O residente que quiser ainda pode realizar uma especialização adicional em uma das subdivisões da especialidade por um período geralmente de 1 a 2 anos. 

Durante a residência em Otorrinolaringologia, as atividades são distribuídas em ambulatoriais, cirurgias, plantões em emergências, atividades acadêmicas e de pesquisa.

Antes de escolher para qual instituição irá prestar a prova de residência, o candidato deve levar em consideração alguns pontos. É importante, por exemplo,  avaliar a estrutura dos ambulatórios, além da presença e conservação de equipamentos fundamentais, como:

  • BERA
  • Audiometria
  • Otoemissões
  • Polissonografia
  • Vectoeletronistagmografia
  • Equipamento de videoendoscopia

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