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Patologia: residência, áreas de atuação, rotina e mais!

Patologia: residência, áreas de atuação, rotina e mais!

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Os médicos patologistas são os profissionais responsáveis pelos diagnósticos. Eles geram laudos que orientam tratamentos, estabelecem prognósticos, garantem a qualidade do atendimento médico e são indispensáveis às campanhas e ações preventivas. A maioria desses especialistas também lida com pesquisa científica e docência.  

O Brasil tem 3.210 patologistas titulados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), sendo que 54% estão na região sudeste, seguidos de 19,8% no nordeste, 13,9% no sul, 9,1% no centro-oeste e 3,1% no norte do país. 

Neste artigo, vamos falar mais sobre essa especialidade. Você vai conhecer as áreas de atuação do profissional, o mercado de trabalho e a residência médica em Patologia. Confira!

Áreas de atuação

A anatomia patológica tem como raiz metodológica a observação macroscópica e microscópica de amostras e peças cirúrgicas. Atualmente, a área dispõe de uma série de técnicas complementares que auxiliam o diagnóstico morfológico, como imuno-histoquímica, citometria de fluxo e hibridização in situ, por exemplo.

A especialidade integra, essencialmente, as seguintes áreas:

  • macroscopia e histopatologia (biópsias e peças cirúrgicas);
  • citopatologia;
  • exames peri-operatórios (exames de congelação);
  • análises morfométricas, imuno-morfológicas e moleculares, auxiliares de diagnóstico;
  • autópsia clínica.

O exame anatomopatológico mais frequente é a histopatologia com inclusão em parafina de pequenos fragmentos para confecção de um preparado histológico padrão, corado pela hematoxilina-eosina. O exame histopatológico é precedido da realização de um procedimento cirúrgico, seja por meio de uma biópsia incisional, biópsia excisional ou a retirada parcial ou total de um órgão.

Já a citopatologia pode ser esfoliativa (citologia cérvico-vaginal e citologia anal), aspirativa (linfonodos, mama, tireoide e glândulas salivares), coleta de secreções e lavados (brônquio-alveolares, peritoneais), análise de líquidos eliminados naturalmente (urina) e outras técnicas. Também é competência do patologista a execução da punção aspirativa por agulha fina (PAAF) de órgãos superficiais. 

A biópsia por congelação, por sua vez, é um exame realizado durante o ato cirúrgico, quando o cirurgião retira um pequeno fragmento de tecido que deverá ser analisado pelo patologista em poucos minutos. O resultado norteia a conduta a ser seguida pelo cirurgião.

Por último, a autópsia pode ser subdividida em dois tipos: 

  • anatomo-clínica: realizada por um médico patologista e tem como finalidade o estudo das alterações dos órgãos e tecidos, a fim de se obter informações sobre a natureza, extensão, complicações da patologia e suas consequências;
  • necrópsia médico-legal ou forense: é um componente da investigação criminal e deve ser realizada por um médico legista, que se concentra em determinar a causa, o tempo e como ocorreu a morte. 

Mercado de trabalho

Com o crescente acesso da população à saúde, aumenta também a necessidade imediata de médicos patologistas no mercado. Biópsias, peças cirúrgicas e necrópsias diagnósticas têm crescido em volume e não estão sendo acompanhadas pelo aumento de formandos em patologia.

Esse profissional é fundamental para o diagnóstico e devido tratamento do paciente, por isso, a tendência é que essa demanda cresça ainda mais. Esse profissional é fundamental para o diagnóstico e devido tratamento do paciente, por isso, a tendência é que essa demanda cresça ainda mais.

As possibilidades de trabalho incluem laboratórios, hospitais de variados portes e a possibilidade do trabalho com pesquisa e ensino. 

Uma tendência do mercado que contribui para a desvalorização desse profissional é a terceirização dos serviços de anatomia patológica para grandes laboratórios.

No entanto, apesar de reduzir os custos, isso retira a proximidade do patologista com o restante da equipe médica e a interação com o paciente, o que pode ser fundamental para diagnósticos e condutas mais adequadas.

Remuneração

De acordo com uma pesquisa realizada pela Catho, o salário médio de um médico patologista no Brasil de R$ 8.243,03.

A residência médica em Patologia

A residência médica em anatomia patológica tem duração de três anos e o acesso é direto, podendo ser feito logo após a conclusão da graduação em Medicina. A Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) estabelece critérios e metas para o final de cada ano de residência. Confira!

Primeiro ano (R1)

Ao final do primeiro período, o residente deverá estar apto a executar uma nercrópsia em até quatro horas, capaz de reconhecer as principais alterações morfológicas e estabelecer a natureza do processo.

Ele também deverá saber executar exame anatomo-patológico completo dos casos comuns de patologias cirúrgicas e de redigir o laudo completo de acordo com as normas padronizadas.

Além disso, o médico também realizará o exame cérvico-vaginal com laudo completo, terá conhecimento das doenças de notificação compulsória e terá noções dos procedimentos adotados nos laboratórios de patologia.

Segundo ano (R2)

O residente deve terminar o segundo ano apto a realizar exame anatomo-patológico completo, macroscopia e microscopia dos casos mais elaborados de patologia cirúrgica e redigir laudos completos, além de examinar citologias de líquidos corporais e ter noções de PAAF, aplicar as classificações aceitas e realizar os diagnósticos mais frequentes em citologia cérvico-vaginal.

O futuro especialista também terminará o segundo ano de residência sabendo realizar e concluir necrópsias acadêmicas, além de proceder adequadamente nos casos suspeitos de morte por causa externa e nas verificações de óbito.

Terceiro ano (R3)

No último ano de residência, o médico aprenderá a executar exame anatomo-patológico completo, macroscopia e microscopia dos casos mais elaborados, com utilização de métodos auxiliares próprios, e a redigir o laudo completo.

O especialista também terá competência diagnóstica para emissão de laudos citológicos dos exames de líquidos corporais, punções aspirativas e citologia cérvico-vaginal, deverá conhecer procedimentos administrativos, gerenciais e técnicos de um laboratório de patologia e a legislação da área, além dos fundamentos básicos de pesquisa em anatomia patológica. 

Anualmente, a SBP realiza uma prova para obtenção do título de especialista em patologia. O exame tem três etapas — teórica, patologia cirúrgica e macroscopia e citopatologia.

O título ainda não é obrigatório para o exercício da patologia, mas certamente é um atestado de capacitação do profissional.

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